Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

quinta-feira, 20/04/2017

Fórmula de sucesso

O ´casamento´ continua

Um dia após a direção estadual de o seu partido vir a público sublinhar a tese da candidatura própria a governador, o prefeito Luciano Cartaxo (PSD-JP) rechaçou enfaticamente, ontem, a possibilidade de uma ´reafinação´ com o PSB do governador Ricardo Coutinho.

 “Já temos uma aliança estabelecida desde as eleições passadas com 12 partidos. Estamos preservando essa aliança e isso é muito importante para a gestão que estamos fazendo na nossa cidade. Não foi feita apenas uma aliança eleitoral, mas uma aliança que está dando resultado. Então, vamos preservá-la. Não estamos construindo outra aliança para 2018”, discorreu o prefeito.

 

 

“Conosco”

O vice-prefeito pessoense Manoel Júnior (PMDB) declarou ontem que se “o lado de lá (grupo do governador) não tem candidato, o lado de cá tem muitos nomes. Iremos trabalhar pela manutenção da aliança que elegeu Luciano Cartaxo. O PSDB estará conosco na mesma caminhada em 2018”.

Comparativo

Conforme dados divulgados pelo IBGE, em fevereiro a renda média mensal do servidor público no Brasil foi de R$ 3.346,00.

E do empregado no setor privado R$ 2.068,00.

Emersão

Como tudo indicava, a divulgação do ´paiol´ de delações de ex-executivos do Grupo Odebrecht está desnudando indícios que se acumulavam ao longo dos últimos meses no submundo da política e da administração pública no Brasil.

Sítio

Veio à tona ontem o depoimento do engenheiro Emyr Diniz Costa Junior, responsável pelas obras no sítio em Atibaia (SP), presumivelmente de propriedade oculta do ex-presidente Lula.

Desembolso

Ele declarou ter recebido – do ´departamento de propina´ da Odebrecht – o valor inicial de R$ 500 mil para custear as despesas da reforma do imóvel.

Mimo

De acordo com o depoimento de Alexandrino Alencar, outro executivo da Odebrecht, a ex-primeira dama Marisa Letícia teria pedido ao dono da empresa (Emílio), durante um evento de celebração do aniversário de Lula, em 2010, que a construtora realizasse as reformas do sítio.

Itens

O delator contou que da obra (presente) solicitada constava uma pequena casa para alojamento dos seguranças do presidente, um campo de futebol, quatro suítes atrás da casa principal do sítio, uma adega e uma sauna.

´Maquiagem´

Emyr Diniz confessou ter participado de um esquema para a emissão de notas frias visando evitar deixar vestígios de que as obras foram executadas pela Odebrecht (ao custo final de R$ 700 mil), e de que o real beneficiário era o ex-presidente.

 

Legalização

“Após a conclusão da reforma, por volta de março de 2011, fui orientado a acompanhar Alexandrino Alencar em reunião com o advogado Roberto Teixeira (de Lula) em seu escritório. Nesta reunião, ele me pediu para que eu descrevesse como a obra ocorreu, para possibilitar que o advogado construísse uma forma de ‘regularizar’ a obra”, detalhou o delator.

´Testa-de-ferro´

“Roberto Teixeira deu a ideia: Você procura um empreiteiro e faz esse contrato em nome do proprietário que aparece na escritura do terreno, Fernando Bittar”, prosseguiu o engenheiro, lembrando a recomendação de que o valor a ser registrado no contrato não poderia passar de R$ 150 mil. Bittar vem a ser sócio de um dos filhos de Lula.

´Poupança´

No lançamento da grade de programação do Maior São João do Mundo deste ano, ocorrido ontem, o prefeito Romero Rodrigues afirmou que “vamos economizar, no mínimo, R$ 5 milhões”.

Aplicação

Ele disse que esse encolhimento nos custos permitirá ao seu governo iniciar ainda no atual semestre a construção das novas instalações do Hospital da Criança, que espera inaugurar às vésperas dos festejos juninos de 2018.

Ousadia

“Para fazer mudanças você tem que ter coragem para ousar”, proclamou Romero, se permitindo reforçar a frase: “Coragem para mudar e ousadia para fazer diferente”.

Meta

“O critério (da programação) é trazer público para Campina Grande”, enfatizou o diretor da empresa organizadora da festa (Aliança), Luís Otávio.

Sem erro

Inegavelmente, os shows anunciados para o São João campinense representam uma espécie de ´receita de bolo´: atraem multidões, onde quer que aconteçam.

Foco

É uma programação predominantemente com artistas rotulados como ´sertanejos´; uma opção visível por grandes e jovens públicos.

Mais à frente

Oportunamente, a cidade precisará discutir – e definir – qual será o público alvo de sua festa proclamada como um grande evento turístico: se quer uma festa para atrair turistas consumidores e apegados às tradições e à cultura regionais; ou um evento para agradar ao público nativo e aos que cortam o País em caravanas atrás de seus ídolos de momento.

Estancar a sangria

Por enquanto, fica a torcida para que essa experiência de parceria público-privada dê certo e que a PMCG rompa uma lastimável tradição de muitos anos, na qual as finanças municipais tombavam no começo do segundo semestre, vergadas pelo custo de uma festa grandiosa, mas que crescentemente fugiu do que comportava o orçamento da PMCG.

Como o ´mago´ está acompanhando as eleições internas no PT/PB?...
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