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Arimatéa Souza

segunda-feira, 02/07/2018

Fogo reacende debate

Fotografia do País

Merece compartilhamento alguns trechos de recente artigo do professor, advogado e ex-ministro da Justiça Miguel Reale Júnior, publicado no jornal O Estado de São Paulo. É o que segue.

 

Nunca antes

“Jamais um recém-empossado presidente encontrou circunstâncias tão favoráveis para se consagrar, realizando um governo de reconstrução do País, como sucedeu com Michel Temer.

Sem interlocução

“No entanto, em vez de interagir com a sociedade, ávida de transparência e correção, Temer governou de costas para o Brasil, voltado exclusivamente para a Praça dos Três Poderes. Não se identificou com a Nação, prisioneiro dos amigos emedebistas, acusado de prática delituosa com consequente perda de legitimidade, que falta também aos partidos e ao Parlamento.

O que vem por aí

“Desde a eleição de 1989 impera o populismo: os partidos foram derrotados pelas figuras carismáticas de Lula e de Collor. Quanto às próximas eleições, é grande o risco de se instalar uma nova disputa populista, estando à frente de pesquisas candidatos sem densidade, que exploram apenas o lado emocional dos eleitores, sem girar sua pretensão presidencial em torno de propostas a serem filtradas e pensadas pelo eleitorado.

Novos…

“É generalizada a crise da representação política na maioria das democracias, por conta do universo digital, por se viver em rede e pela rede social.

… Tempos

“Todo indivíduo é receptor de informações ao longo do dia e se faz presente ao participar das mais diversas comunidades virtuais. A internet promove a junção de desconhecidos em torno de ideias simples, comungadas por vezes com ardor.

Força

“As comunidades virtuais surgem fortes de um instante para o outro, a ponto de destituírem governos, como na Tunísia, ou capazes de paralisar o País, como na desmedida greve dos caminhoneiros.

Relativização

“Nesse cenário, desaparece a autoridade do saber. O mérito do esforço de pensar e elaborar resta desvalioso, na medida em que todos são iguais perante a internet.

Imediatismo

“No mundo da conexão direta e rápida, é-se informado de imediato sobre os acontecimentos, sendo viável expressar o próprio entendimento ou sentimento também de plano.

Paradoxo

“Há excesso de mensagens, mas escassez de conhecimento na apreensão impensada das tiras enviadas continuamente.

Superficialidade

“Malgrado não haja tempo para sopesar, refletir, filtrar, deixa de ter sentido ser representado, pois, por via das redes sociais cada um se apresenta.

Agravamento

“O presidencialismo apenas agrava a crise de representação, pois joga todo o foco da política na disputa presidencial, com expectativas de um salvador da pátria, minimizando-se ainda mais o papel do Parlamento e dos partidos políticos, já vitimados gravemente pelo mal da corrupção.

Angústia

“Surge o desalento: a sensação de mal-estar domina o ambiente social, criando-se caldo de cultura favorável a aventuras políticas.

Descrédito

“Há maneira diversa de ação política, pois segundo (Zygmunt Bauman (sociólogo polonês, que morreu no ano passado), no mundo líquido, a crise da democracia é o colapso da confiança: as pessoas não acreditam no sistema democrático. Surgem, então, movimentos informais, dotados de lideranças difusas, como meio de expressão da vontade popular.

Descrença

“No Brasil, soma-se a esta descrença a ausência absoluta de respeito aos governantes, tidos por incapazes e corruptos. É nesse quadro que se desenvolverão as eleições gerais.

Cenário

“Se para presidente ainda há elevadíssimo número de indecisos, o que dirá para o Parlamento, correndo-se o risco de dar mais do mesmo, por prevalecerem apenas os currais eleitorais”.

Vai às urnas

No final de semana, o PSTU anunciou a pré-candidatura a governadora da professora Rama Dantas, que integra o quadro do magistério da Prefeitura Municipal de João Pessoa.

Maior…

O plenário do Senado aprovou, dias atrás, sem muito alarde, o aumento da pena por roubo praticado com armas brancas (como uma faca).

… Rigor

O texto fixa que o tempo de prisão pode aumentar em até um terço para quem usar armas de qualquer espécie para praticar o crime.

Marcha à ré

“Sim, sou pré-candidato à Presidência da República”.

Ex-presidente Fernando Collor de Mello, ao desmentir a notícia, dada pela direção nacional do seu partido (PTC), de que havia desistindo de concorrer.

Entre nós

O presidenciável do PSOL, Guilherme Boulos, passa a 4ª e a 5ª feira desta semana na Paraíba.

Na quarta, em João Pessoa, terá um debate à noite na UFPB, entre outros eventos.

Na Serra

Na quinta-feira à noite, participa de debate na UFCG e visita o Parque do Povo, além de outros itens em sua agenda.

Alerta

O imenso susto ocorrido no final de semana, quando algumas barracas pegaram fogo no Parque do Povo, repõe na mesa a discussão sobre o futuro desse evento.

Redoma

Apesar de não ser especialista no assunto, renovadamente tenho defendido, nos espaços radiofônicos que ocupo, que precisa ser reavaliada, por exemplo, a ´muralha´ que ultimamente circunda o local.

O São João que queremos

Com muito mais tempo de abordagem, notadamente aqui neste espaço, tenho levantado uma questão que me parece crucial e balizadora de futuras edições: para quem estamos promovendo a festa? Para avivar nos nativos uma tradição cultural que vem do século passado? Ou para protagonizar um evento essencialmente turístico e econômico?

Quando o São João 2018 passar, é importante a cidade se debruçar sobre o tema.

Maranhão tem exagerado nas promessas para atrair apoios...
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