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Arimatéa Souza

sábado, 14/09/2019

“Eu não caí de paraquedas”

Sem restrições

O prefeito campinense Romero Rodrigues (PSD) admitiu ontem o estabelecimento de um diálogo diretamente com o governador João Azevedo (ainda no PSB).

“Eu acho que é importante você discutir questões administrativas. Acho que é bom para todo mundo, independentemente de política. Não tenho dificuldade de conversar com quem quer que seja. Torcemos e desejamos que o governador tenha êxito”, comentou RR.

Sem intromissão

Romero declarou que “não posso fazer nenhum comentário relacionado a essa questão da briga deles (PSB). Mas, havendo sinalização por parte do governador de discutir assuntos pertinentes para a cidade, vou estar à disposição”.

O detalhe

Nos últimos dias, o prefeito manteve audiências com os secretários estaduais Marialvo Laureano (Receita) e com Geraldo Medeiros (Saúde).

´Ponte´

Há poucos dias, Romero encaminhou demandas do Hospital Estadual de Trauma de Campina Grande junto ao Ministério da Saúde.

Resgate

Por questão de espaço, deixei para a edição de hoje o resumo do primeiro pronunciamento da deputada estadual Cida Ramos (PSB) após a ´fratura exposta´ na legenda.

A socialista é apontada como uma das ´incendiárias´ dessa crise. Veja a seguir.

“Não ladro”

“Eu tenho sido vítima de bullying. Eu só cheguei onde cheguei porque nunca me rendi ao bullying. O bullying é sempre a fraqueza do outro, que é exposta. Eu faço a grande política. Eu não vomito palavras e tenho posições muito firmes (…) bullying é sempre fraqueza de quem o pratica. Eu elaboro, penso e falo. Eu não ladro!

Fez o terno

“O povo da Paraíba elegeu João (Azevedo) e deu o crédito a Ricardo de três eleições consecutivas para que a gente continue o projeto.

Interrogação

“Eu pergunto: existem motivos para rompimento? Uma questão interna do partido é motivo para se romper um projeto vitorioso, eleito no 1º turno das eleições?

Decepção

“É muito triste que um líder (deputado Ricardo Barbosa, líder do governo na ALPB), que tem que garantir a unidade, agregar, esteja promovendo a desagregação. Eu não entrou nesse lamaçal.

Críticas do

“(deputado Adriano Galdino a Ricardo Coutinho) Eu acho uma fala infeliz.

Timoneiro

“Ricardo construiu a maioria para que João pudesse governar de forma consensual.

Fica onde está

“Por que haveria de sair da bancada (governista)? Eu estou onde sempre estive (…) Isso é para quem quer tirar vantagens das diferenças, que são pequenas e que nós vamos superar.

Abrir a vaga

“Eu expressei uma posição minha. Eu achava – e acho – que o fato de Edvaldo Rosas (ex-presidente do PSB/PB) ir para o governo abria a possibilidade de a gente tornar o maior líder desse partido o seu presidente”.

Outra socialista  

Abaixo, as primeiras reações da deputada Estela Bezerra à crise no PSB/PB.

Ela também é apontada como uma das responsáveis por essa crise.

Rebate

“É induzida a construção de que existe alguém que é o pivô disso. Você imagina que eu, com a minha trajetória, vou ser pivô ou vou ganhar alguma coisa com o governo que eu elegi se afastando da linha que eu defendo. Não faz sentido na cabeça de ninguém. Só quem acredita em conto de carochinha acredita nisso.

´João sabe´

“Eu prego a unidade. O que o povo da Paraíba elegeu foi a continuidade, e essa continuidade é com João. E ele sabe o quanto nós trabalhamos. Ele sabe da responsabilidade que tem na mão.

Timoneiro

“Nós também sabemos que a grande liderança que fez o PSB crescer e aparecer na Paraíba foi Ricardo Coutinho. Foi governador da Paraíba e pavimentou o caminho para que João fosse governador.

Inconsistente

“Não se sustenta e não há argumento para a gente não celebrar a condução do PSB por Ricardo (…) É preciso uma condução forte (do PSB/PB), e não vejo outra pessoa que não seja Ricardo Coutinho”.

Sábado é dia de poesia

“Que importa, que ao chegar eu nem pareça pássaro!/ Que importa se ao chegar venha me rebentando caindo aos pedaços, sem aprumo e sem beleza!…/ Fundamental é cumprir a missão e cumpri-la até o fim!…” (poema do inesquecível arcebispo de Olinda e Recife, Dom Hélder Câmara).

Fim do…

Quatro dias depois de a Executiva Nacional do PSB ter consumado a intervenção no comando partidário na Paraíba, João Azevedo se pronunciou, ontem, acerca dessa disputa partidária.

… Silêncio

Foi na cidade de Santo André, no Cariri, para onde se deslocou com a finalidade de autorizar a pavimentação da rodovia que liga a cidade mencionada a Juazeirinho.

Retaguarda

Conforme jornalistas presentes, o governador tinha a companhia do senador Veneziano Vital, de 12 deputados e de 22 prefeitos.

Leia trechos de suas declarações.

Intervenção

“Não se trata de gostar ou não gostar. Qualquer medida que o partido tenha que adotar, tem que ser de forma democrática. A saída tirada, a dissolução – pode chamar o nome que for, a intervenção, o golpe -, não me interessa o nome que seja dado, foi feito de forma antidemocrática.

Sem sentido

“Na verdade, não é compreensível que, pelo fato de o presidente (do PSB/PB, Edvaldo Rosas) ter sido nomeado secretário de Estado, que tenha se criado essa celeuma toda.

Inacessível

“É claro que devem ter outros motivos por trás disso, e que não foram ditos até agora. Mas não podemos entender como é que o presidente (nacional, Carlos Siqueira) do partido recebe uma relação, que, segundo ele, está lá com ele, mas nunca disponibilizou para quem quer que seja.

Sem volta

“Várias pessoas que assinaram a lista pediram para tirar o nome e não foram atendidas, dizendo que era irreversível. Ora, às vezes um senador assina um pedido de CPI e muitas vezes pede para tirar a sua assinatura… Muito mais um documento interno de um partido. Então são essas coisas que não são democráticas, e que geraram toda essa celeuma.

A quem compete

“O PSB é um partido muito grande, que tem uma história. E é o partido que terá que encontrar uma saída.

Por antecipação

“Antes de ser colocado o meu nome na comissão (provisória), eu já tinha mandado uma carta para a presidência (nacional do PSB) dizendo que não aceitaria participar de nenhuma comissão provisória.

Constrangimento

“O (meu) nome foi colocado – talvez – numa tentativa de constranger, para que eu dissesse que não aceitaria, e saísse com a pecha de intransigente. Mas eu não tenho essa preocupação. A forma como foi tirado Edvaldo Rosas não foi uma forma democrática.

Simples

“Se era a presidência do partido que alguém (não citou o nome de Ricardo Coutinho) estava almejando, bastaria um telefonema ou uma reunião interna que teria sido resolvido.

Oculto

“Se o ex-governador queria ser o presidente do partido, bastaria uma ligação para mim e para Edvaldo dizendo que queria assumir. Porque, afinal de contas, nesses últimos anos todos, ele foi, indiretamente, o presidente do partido.

Condutor

“As coisas foram conduzidas por ele durante todo esse processo. Nós construímos um projeto conduzido por ele, como líder maior. Então, que história é essa?

Contraditar

“A deputada Cida Ramos veio me perguntar por que eu era contra Ricardo ser presidente do partido. E eu perguntei a ela onde ela tinha encontrado essa declaração dita por mim. Eu nenhum momento eu disse isso! O que eu disse, claramente, é que eu sou contra a forma como foi retirado Edvaldo, que é outra coisa.

Sem problema

“Agora, Ricardo ser presidente do partido, ele todo o direito. Isso não me incomoda. Agora, também não me calarei de dizer que foi uma forma antidemocrática.

Mútuo

“É importante que cada um respeite a história que tem o outro.

Diferentes

“Eu não tenho pretensão de presidência de partido, nem pretensão de comandar partido. Essa não é a lógica (…) Governo é governo, partido é partido”.

Construtor do projeto

Durante o seu discurso na já referida solenidade no Cariri, o governador afirmou que “eu sou fruto de um projeto que eu ajudei a construir. Eu não caí de paraquedas, não”.

– Eu ajudei a construir esse projeto. Eu rodei esse Estado na condição de secretário, na condição de pré-candidato e depois de candidato. Lá no começo de 2018, talvez, eu não fosse conhecido por muita gente. Talvez eu fosse conhecido apenas por 2% da população. E foi exatamente essa população que nos deu essa vitória. E fez com que a gente tivesse o reconhecimento de um trabalho anterior e que precisava efetivamente de ter continuidade – acentuou João.

Aceno ao MDB...
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