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Arimatéa Souza

segunda-feira, 07/10/2019

“Eu estou preso em casa”

Lançando ´pontes´

Em inesperada declaração, dada no final de semana, o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Barbosa (PSB), defendeu uma aproximação administrativa do governador João Azevedo (PSB) do governo federal.

“Sem essa parceria fica muito difícil o Estado tocar obras estruturantes, tocar programas e ações de desenvolvimento com os recursos apenas do Tesouro estadual. A política de governo tem que estar acima dessas futricas políticas”, argumentou.

Virar a página

Ainda de acordo com o líder, já passou da hora de descer do palanque, e quem defende ou critica a postura do governador é porque não tem zelo pela Paraíba, não quer o fortalecimento do Estado, não quer o seu desenvolvimento.

“E para essas pessoas, externo o nosso desprezo”, arrematou.

Da boca de…

“… Não precisamos de governo para sobreviver porque o MDB é muito maior do que isso…” (deputado federal Baleia Rossi, de São Paulo, eleito no final de semana presidente nacional do MDB).

2ª filosófica

“Crise é uma chance de você mostrar o seu valor quando quase tudo à sua volta está perdendo valor”.

Empresário Abílio Diniz.

Garimpo

A edição deste domingo do jornal O Estado de São Paulo publicou uma entrevista exclusiva do presidente Jair Bolsonaro.

Destaco para o leitor algumas de suas declarações. É o que segue.

Alívio para…

“A tendência natural do ser humano é o poder. Alguns têm obsessão. Tem grupos aqui, acolá, que se preparam já para 2022 e ficam torcendo para o quanto pior, melhor. Só que o pior tem um limite. O próprio Paulo Guedes (ministro da Economia) diz que a gente não vai ter segunda chance (…) Não dá pra dar um cavalo de pau na economia. A economia é um transatlântico.

… A crise

“A Caixa Econômica está dando boas notícias, diminuindo os juros do cheque especial, sem interferência minha (…) Não tem plano B. A economia é 100% com o Guedes. Não discuto. É 100% com o Guedes. Dou sugestões às vezes, de vez em quando eu tenho razão, ele diz que vai tomar providência. O que eu transmito a ele é o anseio popular.

Sem sono

“Eu tenho problema de insônia, não adianta. Vou lá pra um canto, para não atrapalhar a mulher na cama. Eu printo muitas vezes e passo aquilo para os ministros. O Paulo Guedes pega metade disso aí praticamente.

Estigma

“Falei com ele (Guedes) sobre CPMF, que esse nome está contaminado. Ninguém aguenta essas quatro letrinhas. Você tem uma parte benéfica desse imposto, mas ele foi usado de forma inadequada no passado.

Freio nos tributos

“A preocupação é o aumento de impostos. ‘Ah, vamos aprovar uma alíquota pequenininha agora.’ Depois, esse porcentual aumenta. Não estou proibindo ninguém de falar nada… (risos) Quem demitiu o Marcos Cintra (ex-secretário da Receita Federal que defendia a volta do imposto) foi o Guedes. Não interfiro nessas questões.

Apelido

De vez em quando chamo (o Paulo Guedes, de ´Posto Ipiranga), não deixou de ser… (risos). Quisera nós termos sempre um Posto Ipiranga do nosso lado. Nas Forças Armadas, o Posto Ipiranga é um tal de Heleno, conhecem? (Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional, presente na entrevista).

Liberações

“Guedes fala o seguinte: uma maneira de atender o parlamentar, que em grande parte faz justiça, é na questão das emendas impositivas. Mas não adianta ser impositiva se não tem dinheiro.

Cumprimento

“O ideal é você poder cumprir o Orçamento. Agora, o pessoal superestima o Orçamento, com o sonho de conseguir recursos para dar satisfação para sua base. Não tem coisa pior do que o parlamentar falar: ‘Eu aprovei, foi publicado no Diário Oficial da União e nós vamos fazer uma ponte pequena no Amazonas e depois não tem o recurso’. Não adianta. Aliás, a ideia das emendas impositivas foi para acabar com isso.

Elogio

“Deixa eu elogiar o Temer (Michel, ex-presidente) aí. Se o Temer não fizesse a reforma trabalhista, estaria numa situação pior do que estava antes. É muito bonito falar em direitos. Agora quero saber os direitos do desempregado, não tem direito nenhum.

Dilema

“Eu já falei: ‘O povo que tem que decidir, direitos ou empregos, não vai ser eu. Eu acho que a mão de obra mais cara do mundo é a nossa. Em consequência, a gente perde mercado para todo mundo’. ‘Ah, o cara quer tirar direitos.’ Então fica com seus direitos, mas desempregado.

Conclusão

“O que eu tenho falado para os ministros é terminar as obras. Aí podem falar: ‘Ah, começou com a Dilma, com o Temer’. Mas, se a gente não for atrás, vai virar só esqueleto. Parte do sucesso do Tarcísio (Freitas, ministro da Infraestrutura) é que ele está usando os batalhões de engenharia do Exército para fazer obras. A mão de obra lá é o soldado.

Manutenção

“Ele (ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antonio, denunciado por crime eleitoral) não chegou ao final da linha. Se for algo de grave, substancioso, a gente toma uma decisão. Ele está fazendo um brilhante trabalho. Tem um diretor lá da Embratur, Gilson Machado, que tá no 220 volts o tempo todo. Temos um plano audacioso (…) Esse ministério era apenas uma moeda de troca no passado, hoje tem sua finalidade e dá retorno.

Sínodo

“A Igreja Católica é uma coisa, fé é uma coisa… agora, alguns querem voltar para aquilo que foi discutido em 1948 pela ONU, a questão da internacionalização da Amazônia. É esse o grande problema (…) Quanto ao Sínodo, eles têm o direito de discutir o que bem entendem. Eu vou deixar bem claro que poderá ser a posição de alguns da cúpula católica e não de todos.

Nomeação

“(do filho, Eduardo, como embaixador nos Estados Unidos) Não tem data. Deixa passar a votação da reforma da Previdência, não tem pressa não. Ele se prepara melhor pra enfrentar uma sabatina, caso ele mantenha a ideia de ir para lá. Para mim seria interessante. Mas eu não posso forçá-lo a ir. Ele vai renunciar ao mandato dele (…) Está reavaliando, ele está é pensando, né? Ele está recém-casado, está feliz (risos).

Reaproximação

“Ontem (quinta, 3), esteve aqui o Rodrigo Maia (presidente da Câmara). Foi aniversário do Onyx (Lorenzoni, ministro da Casa Civil). Tinha umas cem pessoas. O Maia estava em um canto, falei: ‘Vem cá Maia, vem aqui do lado do aniversariante, quem manda aqui sou eu. Você manda lá no Parlamento (risos)’. Eu falei que o nosso relacionamento começou com algum atrito, igual àquele grande amor que nasce de um acidente de trânsito. Você desce do carro, fala para a dona Maria: ‘A senhora não sabe dirigir’. E ela xinga: ‘Machista’. Conhecem ali, e vão ser felizes para sempre. Eu estou quase me casando com o Rodrigo Maia. (risos)

Surpreenderam

“Se bem que, quando eu falo que vou casar com o Rodrigo Maia, o Davi Alcolumbre (presidente do Senado) fica com ciúmes (risos). Mas qual é a vantagem que eu tenho com eles? Nós fomos deputados juntos, do baixo clero juntos. A eleição do Rodrigo Maia para a presidência da Câmara foi uma surpresa. A do Davi para o Senado também. Derrotou o Renan (Calheiros, do MDB de Alagoas), o todo-poderoso. Então, eu tento falar com eles, eles vêm falar comigo. A nossa oportunidade é essa, de deixar algo escrito na História”.

Ensino público

“O objetivo final da educação que eu entendo é formar um bom profissional, vai ser bom empregado, bom patrão, bom liberal. Essa é que é a intenção.

Poder

“O que mais gosto é que sinto, juntamente com meus ministros, que estou cumprindo uma missão. Estamos mudando muita coisa. A que eu menos gosto é quando alguns, que não são do meu meio, querem marcar uma audiência para discutir uma coisa que não deveria ser discutida. Não vou falar o que é, mas me chateia.

Isolamento

“Eu sabia que ia ficar preso. Eu estou preso em casa, sem tornozeleira eletrônica. Vou dar uma bomba para vocês: devo comprar nos próximos dias uma moto e deixar parada lá no Alvorada. O Heleno não sabia disso, ficou sabendo agora. Vamos comprar duas para dar um rolê por aí, de peruca (risos)?

Saúde

“Pela minha idade, e pela gravidade, eu estou muito bem. Se eu fosse uma pessoa sedentária dificilmente teria sobrevivido. Nós estamos, agora, atrás de quem foi o mandante”.

MEC

Ainda Bolsonaro: “Nós perdemos três ou quatro meses. O Vélez (Rodriguez, ministro anterior) tinha uma bagagem enorme, mas tinha um problema grave de gestão. Depois trocamos, veio o Abraham. Estou satisfeito com ele. Tem apresentado muita coisa para mim, programas novos, como as escolas cívico-militares, está mudando a forma como se encara as universidades. É um gasto bilionário com curso superior e não temos um Prêmio Nobel sequer. Tem coisa errada aí. Algumas universidades se prestam a criar militantes.

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