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Arimatéa Souza

quarta-feira, 14/09/2016

Empresário ´entrega´ ex-senadores

No improviso

Ao chegar à TV Itararé (canal 18.1, digital, e 19, analógico) para participar da série de entrevistas com candidatos a prefeito, o deputado Adriano Galdino (Coligação Pra Mudar Campina) lamentou o fato de as mudanças na legislação eleitoral serem feitas “no calor, na emoção e, às vezes, até no grito, por pressão”.

“E quando se faz mudança nesse ritmo – prosseguiu – nem sempre a lei sai com o efeito desejado. Existem alguns avanços, mas também, retrocessos. Com certeza, essa lei vai ser modificar no próximo pleito”.

´Morgada´

Galdino concordou que a campanha política na cidade está apática: “Eu também estou achando uma campanha muito tranquila. Talvez seja fruto do liseu, da falta de recursos financeiros”.

Só promessas

Sobre os concorrentes, Adriano comentou que Campina “está acostumada a ter prefeitos e candidatos a prefeito que prometem, prometem… e não cumprem. Nos bairros que tenho visitado, é uma queixa só. Está na hora de se dar uma basta nessa situação e acabar com essa gangorra política”.

Overdose

Somente ontem, 106 novas representações foram protocoladas na 72ª Zona Eleitoral de Campina Grande, que cuida da coordenação da propaganda de rua.

“Fora Temer!”

Foi assim o ´bom dia´ do candidato a prefeito David Lobão (PSOL) no debate promovido ontem pelo Sintab, no auditório do Colégio das Damas.

Mais & menos

O candidato Artur Bolinha (PPS) acentuou para o público que “Campina precisa de mais gestão e menos política”.

Bate e…

Noutro momento, Lobão afirmou que Veneziano “faz campanha prometendo o mundo e o fundo”.

… Volta

“Não faço promessas sem ter parâmetros ao meu lado”, retrucou o peemedebista.

Prolongamento

Walter Brito Neto (PEN) – que distribuiu durante o debate confeitos com os concorrentes – disse a certa altura que em Campina “não há gestão, mas estratégias para a perpetuação no poder”.

Tabuada

“A grande obra de uma gestão na atualidade é buscar o equilíbrio financeiro da prefeitura”, diagnosticou Adriano Galdino.

Sem delegar

Bolinha reafirmou a bandeira da municipalização dos serviços de água e esgoto, atualmente realizados pela Cagepa.

Diferencial

“A diferença deles é só no sobrenome dos secretários”, sublinhou Lobão.

Um foco

O prefeito Romero Rodrigues (PSDB) fez críticas à gestão de Veneziano e evitou confrontação com os demais prefeitáveis.

Espelho

O que predominou no debate foi uma pauta essencialmente corporativa de perguntas, centrando-se na questão dos servidores, como era a intenção e a inspiração da entidade promotora.

Personagem

Léo Pinheiro era presidente da OAS, uma das grandes empreiteiras do País. No ´rodo´ das denúncias e comprovações da Operação Lava Jato, acabou sendo condenado a 16 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Calado

Há algum tempo, ao prestar depoimento acerca de uma das ações que ainda responde e que poderão elevar substancialmente a sua pena, ele preferiu silenciar.

Estancou

O empresário chegou a entabular negociações com a ´Força Tarefa´ da ´Lava Jato´ para fazer uma delação, mas a Procuradoria Geral da República – de maneira ainda incompreensível – decidiu suspender as tratativas, quando houve o vazamento que envolveu o ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli.

 

Pensando bem

Dias atrás, Leo fez chegar ao juiz Sérgio Moro, responsável pela ´Lava Jato´ no âmbito da Justiça Federal, que desejava prestar um  novo depoimento.

Esse fala perante o magistrado ocorreu ontem.

Extorsão

As suas palavras atingiram frontalmente a linha de frente da CPI mista da Petrobras: ele revelou que foi objeto de extorsão da parte dos ex-senadores Gim Argello (PTB-DF, vice-presidente da CPI, que está preso, há meses) e Vital do Rego, além do deputado Marco Maia (PT-RS), relator da CPI e ex-presidente da Câmara Federal.

Outros vagões

Leo foi além: disse que outras empresas do ramo também foram procuradas: Engevix, Andrade Gutierrez, Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão.

Interlocutor

E botou mais um personagem na história: ex-deputado Ricardo Berzoini, ex-presidente nacional do PT e ex-ministro da Articulação Política do Governo Dilma.

Boca no mundo

“Eu cometi crimes e para o bem da Justiça do nosso País, para o bem da sociedade, estou aqui para falar a verdade, para falar tudo que eu sei”, disse a Moro o empreiteiro.

Por tabela

Uma das doações para Gim – R$ 350 mil –ocorreu via doação a uma igreja.

Modo de…

No relato do executivo, o modo de ação dos dois então senadores era postergar propositadamente a investigação sobre corrupção na estatal petrolífera.

… Atuação

“Tinha propositadamente as datas de reunião, por exemplo. Só votava requerimento de depoente a cada 15 dias. Reunião para escolha de temas passava por outro processo postergatório”, contou Leo.

´Dote´

Batizado como José Aldemário Pinheiro, o ex-dirigente da OAS confessou ter pago R$ 2,5 milhões em propinas para o PMDB para abafar a CPMI (I de mista) de 2014 para apurar o esquema de corrupção na Petrobrás.

R$ 1 milhão foi doado oficialmente para o PMDB nacional e o restante via ´caixa 2´.

Remuneração

“Queria lhe solicitar, em troca de lhe ajudar quando estiver fazendo o relatório final da CPI, uma contribuição de R$ 1 milhão”, teria dito o deputado Marco Maia, no relato empreiteiro.

Destinação

Leo contou a Moro que no caso do senador paraibano as doações solicitadas seriam para a campanha de Vital do Rego ao governo da Paraíba.

Fluxo

As orientações para depósito teriam sido dadas por um advogado de Recife, indicado pelo próprio Vital.

R$ 1,5 milhão destinados a Vital teriam sido pagos por meio de caixa 2.

Contrapartida

“Eles (Vital e Argello) me disseram o seguinte: nós podemos ajudar, e muito. Agora, o senhor vai ter que ajudar financeiramente”, declarou Pinheiro ao juiz.

Sem provas

Vital do Rêgo divulgou nota ontem e assegurou que “jamais negociou, com quem quer que seja, valores relacionados a doações ilícitas de campanhas eleitorais ou qualquer tipo de vantagem pessoal”.

O ex-senador paraibano repudiou “com veemência, as infundadas alegações, que são novamente desacompanhadas de qualquer prova relacionada ao seu nome”.

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