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Arimatéa Souza

sexta-feira, 20/11/2020

E vai ficar por isso mesmo?

´Festival´ de ações

O ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo disse ontem que o TCU está “buscando a verdade dos fatos” sobre o apagão elétrico no Amapá.

Ele alertou ao portal UOL que “milhares de ações” devem correr na Justiça buscando determinar quem pagará pelos danos sofridos pela população do estado.

Interrogações

“A relatora (Ana Arraes, vice-presidente do TCU) vai puxar todas as auditorias que estão sendo feitas através desse levantamento para definir: o povo do Amapá terá a recomposição de todos seus bens perdidos? Quem pagará isto? A judicialização, certamente, é um fato que vai acontecer em milhares de ações”, afirmou o ministro em entrevista ao canal de notícias GloboNews.

Desdobramento

Vital afirmou que o TCU “quer fazer o diagnóstico” das causas do apagão e que “vai haver responsabilização” do ocorrido.

Aprendizado

“Nós temos que ter essa experiência e transformá-la em um ensinamento. É lamentável que o Conselho de Segurança Energética não tenha tido conhecimento da vulnerabilidade do Amapá”, assinalou ao UOL.

Outras dúvidas

“A empresa concessionária terá as condições de arcar (com a responsabilização)?”

“A União terá responsabilização (no apagão)?” – indagou o integrante do TCU.

Mais um

O partido Rede Sustentabilidade, que no primeiro turno teve como candidato a prefeito de João Pessoa o servidor público Carlos Monteiro, anunciou ontem apoio ao candidato Cícero Lucena (Progressistas).

Em ´bloco´

Os seis vereadores que foram eleitos por partidos de oposição no último domingo, em Campina Grande, estão propensos a tomar uma posição coletiva acerca da eleição da mesa diretora da Câmara.

Placar

Em sondagens informais, a atual presidente Ivonete Ludgério (PSD-CG) teria (apalavrados) oito votos; o outro grupo da base governista (que tem como pré-candidata Eva Gouveia) teria nove votos; e o ´fiel da balança´ seria o bloco oposicionista (seis votos).

Olhar à frente

O reeleito vereador pastor Luciano Breno (PP-CG) tenha acoplar às negociações para o primeiro biênio (2021/2022) a sua candidatura a presidente da Câmara para o biênio seguinte (2023/2024).

Retrovisor

Tarde da última quinta-feira: o presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis (Sindrev) da região de Campina Grande, Bruno Agra, divulga que devido às falhas na logística dos navios que transportam as cargas de combustíveis para o Estado, poderá faltar gasolina nas bombas.

Na região

“É bem provável que falte, como já está faltando em alguns postos (…) Não é só na Paraíba, está acontecendo em outros estados como Pernambuco, Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte”, comentou.

Escassez

Em vídeo, o mesmo Bruno relatou que “um navio que se destina à Paraíba ainda está no estado da Bahia, em procedimento de abastecimento, e já existe, inclusive, alguns postos que estão sem o produto na cidade de Campina”.

Larga escala

O que se viu nas horas seguintes foi a atônita corrida aos postos de centenas de consumidores, alarmados com a informação propagada pelo segmento distribuidor.

´Inocência útil´

A inconsequência do dirigente sindical se somou à precipitação generalizada da população, que ao avançar na compra de combustíveis acima do volume que adquire regularmente acaba contribuindo para tornar realidade o que, na origem, tudo indica ter sido uma ação de mercado, destinada à elevação artificial das vendas e/ou redução veloz de estoques.

Texto…

A ´nota de esclarecimento´ divulgada pelo Sindrev é um primor de superficialidade e de desinformação a serviço da especulação.

… Abjeto

“A informação (sobre o desabastecimento), apesar de incompleta, é de que é provável que o navio chegue na Paraíba no dia 25/26 deste mês (informação ainda não confirmada)”, enfatiza o documento.

Tudo normal

A equipe de jornalismo da Rádio Caturité FM (104.1) fez um levantamento sobre a eventual ocorrência de desabastecimento nos estados citados pelo empresário/sindicalista: Pernambuco, Bahia, Alagoas, Rio Grande do Norte.

Nenhum registro a esse respeito nas principais cidades.

Na Capital

Em João Pessoa, o movimento nos postos também estava absolutamente rotineiro.

Especulação

Posteriormente, veio da cidade de Esperança outra faceta perversa desse episódio: o litro da gasolina estava sendo vendido, num estabelecimento, a R$ 4,99 o litro.

Sem risco

Ao ser confrontado com esse tumulto em Campina, Omar Hamad, presidente do Sindipetro/PB, afirmou que “não vai haver problema de falta de combustível na Paraíba”.

Diagnóstico

“O que está havendo é um problema de contingência de combustíveis, o que é extremamente normal. Quando entra em contingência, a prioridade na venda (por parte das distribuidoras) é para os postos bandeirados (vinculados a uma distribuidora), em relação aos postos de bandeira branca (sem distribuidora fidelizada), que ficam com dificuldades para comprar”, situou Omar.

Oferta regular

Ainda conforme Omar, essa situação de contingência “não significa que vai haver desabastecimento, nem precisa a população fazer um corrida aos postos procurando combustíveis”.

Esclarecimento

Procurada pela reportagem do PARAIBAONLINE no começo da manhã de ontem, a direção da Companhia Docas da Paraíba, responsável pela administração do Porto de Cabedelo, divulgou uma nota garantindo que os terminais de combustíveis que funcionam naquele complexo portuário possuem estoque suficiente para atender a demanda da Paraíba.

Fluxo habitual

No documento, acentua-se que “a programação de movimentação de navios petroleiros no Porto segue ocorrendo normalmente, com previsão de atracação do navio Celso Furtado para o dia 23/11/2020, quando serão descarregados mais de 14.000t (quatorze mil toneladas) de gasolina”.

Tem o produto

“Os quatro terminais de combustíveis do complexo portuário de Cabedelo, responsáveis pelo abastecimento dos 223 municípios da Paraíba, além de cidades do interior de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, possuem estoque suficiente para o prosseguimento normal da distribuição do referido insumo até o desembarque da nova carga”, assegurou a direção do Porto.

Convocação

O promotor de Justiça que atua na defesa dos direitos do consumidor, Sócrates da Costa Agra, informou que “notificaria o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis de Campina Grande para que esclareça, oficialmente, a situação”.

Retardamento

Campina, renovadamente, tem adiado o ajuste desse segmento econômico, flagrantemente concentrado nas mãos de poucos empresários.

A liberdade econômica tão decantada passa ao largo desse setor.

Obscuro

De forma muito – mas muito estranha mesmo! – a Câmara Municipal de Campina Grande insiste em não colocar em votação uma lei que revoga algo absurdo e já duradouro: a proibição para a implantação de postos de abastecimento nas áreas de hipermercados ou de supermercados.

Reguladores

Noutras cidades, os postos dessas redes têm contribuído, até como uma estratégia mercadológica, com a prática de preços concorrenciais que acabam inibindo a elevação meramente especulativa no preço dos derivados de petróleo.

Sem repasse

Poucas das dezenas de reduções praticadas este ano pela Petrobras nos preços da gasolina e do óleo diesel chegaram ao bolso dos consumidores.

Como será o amanhã?

O consumidor, parte mais vulnerável dessa relação comercial, deve estar a indagar: essa nova inconsequência nesse setor vai ficar por isso mesmo?

Como fica a decantada proteção dos hipossuficientes, ou seja, dos que não podem por si só se protegerem do poderio econômico?

Teremos vereadores convocados para o secretariado da PMCG?...
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