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Arimatéa Souza

segunda-feira, 24/04/2017

“É só dinheiro, dinheiro…”

Decepção franciscana

A divulgação da chamada ´delação do fim do mundo´ (Odebrecht) tem provocado desdobramentos os mais variados – e intensos.

Neste final de semana veio à tona o desapontamento do escritor renomado, o ex-frei Leonardo Boff. Confira a seguir.

Cotidiano

“Seguramente a grande maioria concorda com o conteúdo e os termos desta catilinária contra corruptos e corruptores que tem caracterizado nos últimos tempos o Brasil.

Assalto

“Formou-se entre nós, praticamente, uma sociedade de ladrões e de bandidos que assaltaram o país, deixando milhões de vítimas, gente humilde de povo, sem saúde, sem escola, sem casa, sem trabalho e sem espaços de encontro e lazer.

Mudar

Segue o religioso: “E o pior, sem esperança de que esse rumo possa facilmente ser mudado. Mas tem que mudar e vai mudar. É crime demasiado. Nenhuma sociedade minimamente humana e honesta pode sobreviver com semelhante câncer que vai corroendo as forças vitais de uma nação”.

Engano

“Enganam-se aqueles que eu, pelo fato de defender as políticas sociais que beneficiaram milhões de excluídos, realizadas pelos dois governos anteriores, do PT e de seus aliados, tenha defendido o partido.

Motivação

“A mim não interessa o partido, mas a causa dos empobrecidos que constituem o eixo fundamental da Teologia da Libertação,  a opção pelos pobres contra a pobreza e pela justiça social, causa essa tão decididamente assumida pelo Papa Francisco”, acrescentou Leonardo Boff.

Quem decifra?

Restam três apelidos por serem identificados nos depoimentos dos ex-executivos da Odebrecht: “Mestre”, “Tremito” e “Acelerado”.

Da boca de…

“… Não queremos uma justiça eleitoral manca, admirada internacionalmente por realizar com maestria e isenção eleições municipais, estaduais e nacionais, mas incapaz de controlar eficazmente obrigações e comportamentos dos partidos e candidatos…” (ministro Herman Benjamin, do TSE).

Sobre a…

“A questão da Previdência é como uma perna com fratura exposta. Dói muito para colocar no lugar. No entanto, caso não o façamos completamente, a economia será incapaz de se equilibrar e andar na velocidade que o país precisa para resolver suas questões mais básicas”.

Vladimir Kuhl Teles, pós-doutor em Economia e professor da Fundação Getúlio Vargas.

… Reforma

Outra visão: “A situação da Previdência no Brasil é insustentável. O déficit é elevado sob qualquer métrica. Mas esse é um problema menor quando comparado à rápida mudança demográfica que o país enfrentará nos próximos anos”.

Na Previdência…

“Entre hoje e 2050, teremos uma população acima de 65 anos três vezes maior, para um número de contribuintes que continuará próximo ao atual. Ou seja, se nada for feito, a despesa triplicará para uma mesma receita.

… Social

“Dificilmente a reforma seria aprovada em sua integralidade. Em nosso país, privilégios previamente concedidos (ou conseguidos?) para determinados grupos são sempre vistos como direitos inalienáveis.

Fernando de Hollanda Barbosa Filho, doutor em economia e professor da Fundação Getúlio Vargas.

Silêncio

O comando geral da Polícia Militar ainda não se pronunciou oficialmente sobre a recente troca no Comando de Policiamento Regional I, com sede em Campina Grande: saiu o coronel João da Matta Medeiros Neto e foi designado o coronel Paulo Almeida da Silva Martins.

Da boca de…

“… Léo Pinheiro, ex-presidente da empreiteira OAS, destruiu ou não as provas, como Lula mandou? Se não, destruído definitivamente estará Lula…” (ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do PTB).

Garimpo

“Papa recusa convite de vir ao Brasil com medo de também virar testemunha do Lula! A fila de testemunhas do Lula tá maior que a fila do SUS! E só falta as testemunhas serem gagas! Aí termina em 2020! (José Simão, humorista do jornal Folha de São Paulo).

Resgate

Merecem ser ´debulhadas´ as recentes declarações de Ricardo Coutinho acerca da UEPB. É o que segue.

Dentro de casa

“Não entendo autonomia como tutela. A UEPB, em todos os anos do meu governo, teve aumento no duodécimo. Ou seja, o problema não está no duodécimo, o problema está dentro da Universidade e ela, com a sua autonomia, tem que resolver.

Confissão

“Tem que chamar todo mundo, funcionário, professor e estudante e confessar as coisas. Imagine se tivéssemos de uma forma tão fácil um aumento de receita, sem que você tenha algo mais pra gastar?

Saco sem fundo

“Não se abriu um curso no meu governo. Não tive a oportunidade de abrir um curso. É só dinheiro, dinheiro, dinheiro… Mas o dinheiro é do povo e não do governador”.

Sem gastança

Ainda Ricardo: “Você tem que viver o que dinheiro que tem (…) Agora, não é justo que se receba esse dinheiro e o que era 70% de folha de pessoal, hoje já está 85%. Pra isso se tem autonomia e ninguém pode meter a colher. Mas e o dinheiro, como é que faz?

“Espero que a UEPB, usando a sua autonomia, chame todos os setores e realmente viva calçando o sapato que dê no seu pé, que aumentou bastante de número ao passar de R$ 180 milhões para R$ 307 milhões”.

 

E o TRE/PB, posterga novamente hoje a AIJE da PBPrev?...
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