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Arimatéa Souza

quinta-feira, 12/09/2019

E o ´mago´ falou

Mágoas e motivações

Ricardo Vieira Coutinho, ex-governador e novo presidente estadual do PSB, falou sobre a crise que a sua nomeação para o comando partidário provocou na legenda, desaguando na administração estadual.

Ele não citou nomes, mas transitaram ocultamente, por suas declarações, outrora aliados, como os deputados Ricardo Barbosa e Adriano Galdino, ambos do PSB.

O pronunciamento foi à Rádio Serra Branca FM, ontem. Um resumo de suas declarações, é o que segue.

Racha partidário

“Eu só tenho a lamentar.

Utilidade

“Quer dizer que eu sirvo para eleger senador, um governador que há quatro meses da eleição tinha 2% de conhecimento (popular); eu sirvo para fazer uma bancada de 22 deputados estaduais, três deputados federais, agora eu não sirvo para presidir o partido que eu construí ao longo desses anos todos?! Ou seja, tenha alguma coisa que não se encaixa ai, tem alguma verdade que ainda não foi dita.

Ganância

“Só lamento que alguns estejam realmente tentando uma postura que é de divisão. Uma postura – claramente e tradicionalmente falando – daquela visão que a pessoa quer ficar com o bolo maior no meio disso tudo.

Dissolução

“A renúncia (de parte dos diretorianos do PSB/PB) é um ato democrático, pessoal e estatutário.

Convencimento

“Me convenceram a aceitar (ser o presidente da comissão provisória). Fui escolhido por unanimidade.

Instrumento

“O PSB realmente precisa passar por um processo de renovação, porque estava se burocratizando e perdendo o ritmo. E, ao mesmo tempo, estava sendo visto apenas como um meio de se angariar alguns cargos. E não é isso o que eu quero para o PSB. O partido é um instrumento de mudanças profundas na Paraíba.

Ingratidão

“Não entendo que alguns, de uma forma ingrata e desleal, não concordaram com o meu nome para presidir o partido. Mas a decisão está tomada e reestruturarei o partido. Isso é um compromisso meu, compromisso de vida (…)

Mídia

“Tem muito barulho de parte da imprensa. Mas é uma parte da imprensa que foi contra a gente, e que hoje está lá incensando o governo, e ao lado do governo, como se tivesse feito campanha.

Incoerência

“Tem deputado falando ai pelo racha, mas eram os que vinham falar para mim que João (Azevedo) não decolaria – ´não, esse não decola, Ricardo´ – e eu sustentei a pisada. E hoje estão falando para envolver o governo e tentar controlar o governo.

Resistir

“Enquanto eu tiver vivo e com saúde falarei contra esse tipo de procedimento que eu não julgo como correto. Nós não governamos e mudamos muita coisa para ver a Paraíba retroceder, particularmente com essas relações com a política.

Serviço

“A política serve muito mais ao povo quando ela é feita de uma forma republicana, moderna e impessoal, como a que a gente vinha fazendo durante oito anos.

Desistência

“É um direito de cada um. A Executiva Nacional já deliberou que o novo presidente (estadual) fará as substituições imediatamente (de quem não aceitou integrar a comissão provisória). É um gesto muito mesquinho.

Ataques

“Pessoas que não foram à reunião (da Executiva Nacional), fugiram da reunião, estão preferindo atacar o partido, nos atacar, e dizer que não vão participar. Eu não posso fazer nada. Comuniquem ao TRE.

Ajustes

“As mudanças haverão de acontecer e o partido voltará à normalidade. Nós vamos ter uma grande campanha. Eu quero estar pessoalmente apoiando (no ano que vem) aqueles que sempre foram corretos conosco.

Objetivo

“Eu aceitei essa tarefa para poder dar um choque democrático no partido.

Derivação

“De concreto não temos mais o governo (estadual) com essa pauta avançada de que o País tanto precisa na área da democratização e da retomada do desenvolvimento.

Acomodado

“Quem estava à frente do partido (Edvaldo Rosas) não tinha mais esse ânimo e esse fôlego. E ao assumir uma secretaria de governo, teria que normalmente se afastar.

Impessoalidade

“É preciso deixar as ambições do poder de lado e fazer efetivamente com que o partido avance.

Esquecimento

“Eu só tenho a lamentar. Tem algumas personalidades que hoje estão falando, de uma forma cheia de poder, que na verdade devem a escalada a mim. Se não fosse a minha determinação, muitos não estariam nem como deputado.

´Bobo da corte´

“Tem deputado que disputou não sei quantas vezes em outro esquema, onde fazia o papel de uma espécie de bobo da corte, e nunca passou de quatro mil votos. Foi eleito comigo. E hoje abre a boca para ter uma postura raivosa contra a minha posição. E não tem o que dizer, do ponto de vista republicano e de gestão, e fica dizendo que eu sou chato.

Autenticidade

“Eu sou aquilo que sou, todo mundo sabe disso. Se achar que devo dizer não, eu digo não. E não me arrependo de ser assim. Mas eu vejo muita gente que galgou espaços na política em função da minha intervenção.

´Choque´

“Cada um dá aquilo que tem para dar. E acho também que, tal qual uma águia quando chega aos 70 anos, e tem que cair as penas e as garras para surgir outras garras e outras penas, é um processo de renovação que todo mundo tem que passar. Quando um partido está parado e burocratizado, é preciso um choque de renovação.

Debandada

“Se alguns dizem que o partido vai perder gordura, mas ganha músculo. Eu estou acostumado com essa coisa. Sempre remei contra a maré, mas nunca deixei de fazer aquilo que era correto.

Sem recuo

“(estou) Com um desejo enorme de ver a Paraíba não retroceder, de não permitir que a Paraíba volte a ser feudalizada por alguns. E têm muitos que não gostam disso e acham que a política é para outra coisa. A população é sábia e no momento oportuno vai fazer o julgamento”.

Nova missão

Ainda Ricardo: “A minha tarefa é conduzir o partido, renovar o partido. Apoiar os que sejam corretos e leais. É assim que eu acho que é a minha caminhada e determinação”.

Olhos para o Diário Oficial...
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