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Arimatéa Souza

quinta-feira, 06/09/2018

Divórcio na ´travessia´

Bateu o desespero

O presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB) entrou com ação no TSE para tentar censurar a divulgação de pesquisa eleitoral nacional do instituto Datafolha, prevista para a próxima segunda-feira.

Alegação: a pesquisa não poderia ser publicada porque substituiu no questionário o nome de Lula pelo de Fernando Haddad, vice na chapa do PT à Presidência.

Em série

Um grupo de vereadores da base governista em Campina Grande anunciou, ontem, o apoio a Leonardo Gadelha (PSC) para a Câmara Federal.

Ei-los

Nelson Gomes Filho (PSDB), Ivan Batista (PSDB), Sargento Regis (sem partido), Joia Germano (PSDB), Álvaro Farias (PSC), Márcio Melo (PSDC), Sargento Neto (PRTB), Janduhy Ferreira (Avante), Saulo Germano (PSDC) e Alexandre do Sindicato (PHS).

Partiu

A súbita convocação para uma entrevista coletiva na manhã de ontem, por parte da assessoria do vice-prefeito pessoense Manoel Júnior (PSC), já era a sinalização de ruído à vista.

Não deu outra: ele anunciou o rompimento político com prefeito Luciano Cartaxo (PV).

Sensação

“Eu me sinto decepcionado, não diria traído. Traído naqueles compromissos que foram assumidos e não cumpridos”, verbalizou Manoel, já tendo ao seu lado o senador José Maranhão (MDB).

´Orfandade´

O vice avançou destilando as mágoas: “Como vice-prefeito, tenho dentro da administração municipal praticamente todas as secretarias e secretários atuando em função de outras candidaturas. E aquele que fez o sacrifício da renúncia, do apelo em favor coletivo, (está) num terceiro plano. É uma coisa pra mim decepcionante”.

Diferencial

Sobre o futuro, Manoel Júnior disse que “eu não sei distinguir muito o que é a relação pessoal da relação política (com Luciano). Eu fiz uma opção política que me deixa com a consciência extremamente tranquila. Uma coisa é Luciano candidato, pela experiência que acumulou, outra coisa é o candidato Lucélio”.

Invencionice

Ao olhar para o ´retrovisor´, atestou que “se eu tivesse no MDB talvez não tivesse a oportunidade de ser pré-candidato a senador. E eu tive no PSC a possibilidade. Fui preterido duas vezes pelo bloco do candidato Lucélio: a primeira vez com Raimundo Lira e a segunda com Daniella (Ribeiro), que foi uma invenção de última hora, porque já havíamos colocado o nosso nome muito antes”.

Retorno

O vice pessoense disse ainda que “confio nos amigos que tenho nessa Paraíba inteira para recompor a minha trajetória e voltar à Câmara Federal”.

Dentro…

Manoel Júnior admitiu que as relações no PSC também não estão tão ´cristãs´, devido ao rateio dos recursos do fundo eleitoral.

 … De casa

Segundo ele, Leonardo Gadelha foi contemplado com R$ 980 mil e ele com apenas R$ 300 mil.

“Não tem como não reclamar”, acentuou.

Cumpridor

Sobre a reconciliação com Zé Maranhão, o vice da capital declarou que “o respeito sempre foi mútuo e, diferentemente de outros, ele cumpre a palavra e os compromissos.  Não quero ofender aqui aqueles que servi e continuo servindo, e não deixarei de servir como vice-prefeito da cidade de João Pessoa”.

Vaticínio

“O apoio negado e o tapete puxado vão ser devolvidos pelo povo da Paraíba”, prognosticou Manoel Júnior.

Esperado

Ao fazer uso da palavra ao lado do vice de JP, o senador Maranhão asseverou que “não me surpreende que as lideranças da Paraíba procedam dessa forma, porque o povo sempre votou com a consciência. Hoje, eu tenho mais um apoio e essa tomada de decisão está cada vez mais fortalecida com o fato de que o momento que nós estamos vivendo da vida nacional requer mudanças”.

Convicção

“As pessoas vão votar com muito mais concentração nos que têm as qualidades que são essenciais para que os políticos mereçam o respeito e atenção: a honestidade e a competência”, discorreu JM.

Gratidão

“Eu só agradeço aos paraibanos porque, até hoje, é uma felicidade grande ser reconhecido e receber atos de justiça do supremo juiz da vida de todos os políticos: o povo”, concluiu Zé.

Reação

Luciano Cartaxo (PV) concedeu várias declarações à mídia regional sobre o ´desgarramento´ de seu vice, com quem esteve na noite de quarta-feira, mas sem ser avisado do rompimento.

Acompanhe trechos do que disse à ´Arapuan FM´.

Calejado

“Está para nascer ainda algum político que possa enganar o vice-prefeito Manoel Junior. Ele não é um menino na política (…) Tenta passar a versão como de vítima.

Aproximação

“Sua indicação para vice foi do MDB, em 2016 (…) Hesitou muito para renunciar ao mandato de deputado federal para assumir a vice-prefeitura. Seus próprios aliados o convenceram a fazer uma escolha (pela PMJP).

Hesitante

“Ele me procurou e eu disse (na ocasião) que você estaria descumprindo a palavra e o compromisso com o povo da cidade. Você vai fechar as portas de João Pessoa para qualquer projeto seu futuro (caso não assumisse a vice)… Ele pensou, pensou… No final do prazo, ele realmente decidiu iria assumir a condição de vice-prefeito.

Precipitação

“Em março de 2017, o MDB fez uma reunião do diretório e lançou a pré-candidatura a governador do senador José Maranhão, com uma antecedência muito grande em relação ao processo de 2018. E a gente conversou sobre isso. Ele minimizou o fato, disse que Maranhão tinha uma vontade muito grande de poder no MDB, mas que iria administrar isso da melhor maneira possível.

Detonação

“No final de 2017, Maranhão radicalizou ainda mais o processo, com críticas duras à nossa gestão e à possibilidade de nossa pré-candidatura ao governo estadual (…) O meu nome sempre foi colocado dentro da concepção de unidade, de todo mundo junto.

´Intruso´

“Qual foi a reação dele (Manoel)? Ele se desfiliou do MDB e entendeu que quem mais o prejudicou foi, que atrapalhou o seu sonho de ser prefeito de João Pessoa.

Sem ambiente

“Manoel Júnior disse isso, várias vezes, em reuniões nossas: que Maranhão só pensava nele; que era um cacique; que Maranhão era o dono do partido; que era um coronel; e que ele (Manoel) não tinha condições de conviver com o senador, por isso estava deixando o MDB.

Descarte

“(Perguntei, quando deixou o MDB) Qual é o seu projeto? Eu tinha dito lá atrás, que se você desejasse retornar à Câmara Federal teria o nosso apoio. E, de imediato, ele disse que não tinha nenhuma intenção de retornar à Câmara Federal, e que o sonho dele era ser governador. Eu disse a ele que havia uma dificuldade imensa, porque essa é uma coisa nova que você está apresentando.

Ziguezague

“Em seguida, Manoel desistiu e se lançou candidato a senador (…) E o PSC só veio para a nossa coligação praticamente no dia da convenção. Aí Manoel Júnior começou a construir ser candidato a deputado estadual, e também não deu certo. Por último, voltou ao projeto original, de ser deputado federal”.

Instabilidade

Ainda o prefeito pessoense: “Essas idas e vindas, essa insegurança, não bate com a realidade dos fatos. Nós respeitamos a posição dele (Manoel). Agora, querer botar na conta do prefeito de João Pessoa o fato de ele voltar para os braços do senador José Maranhão, alegando que a gente não cumpre compromissos, isso não bate com a realidade”.

Vem a aí a tese do ´voto útil´ para presidente...
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