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Arimatéa Souza

quinta-feira, 16/06/2016

Dilma eleva a temperatura

Aquecimento

Sequer a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) havia chegado a João Pessoa, ontem, e o clima belicoso já se estabelecia.

O deputado estadual Manoel Ludgério (PSD) considerou a audiência pública da ALPB com a petista como “ridícula”.

Precedentes

“Não vou prestigiar, não vou aplaudir aquilo que o país inteiro está repudiando. Tínhamos um mau exemplo enorme deixado por essa geração de políticos em nível nacional. Leia-se o ex-presidente Lula e a presidente Dilma, Eduardo Cunha, entre outros”, justificou o parlamentar.

Resignação

Ainda conforme Ludgério, Dilma “deveria se recolher e aguardar o julgamento diante de tantas acusações que estão aí contra o governo dela”.

Réplica

“Se ele (Ludgério) é defensor do golpe, quer que ela fique confinada numa casa. Mas, como sou contra esse golpe, nós queremos que o povo vá para as ruas para nós podermos construir uma nova forma de caminhar para o Brasil. Acho que é um direito de pensamento do deputado, agora acho que é ridículo ele achar que a presidenta deva ficar confinada”, retrucou prontamente o deputado Jeová Campos (PSB), que propôs o convite a Dilma.

Defesa

Também antes do desembarque da presidente afastada, Giucélia Figueiredo, presidente do PT/PB, disse que o ato que a Paraíba sediava era ‘‘a defesa da democracia e a reafirmação da nossa luta de enfrentamento ao golpe”.

Sem trégua

Giucélia foi além e avisou que “não daremos um minuto de sossego aos golpistas”.

Elogio à AL

Durante a audiência, Ricardo Coutinho (PSB) registrou que a ALPB protagonizava um ato corajoso.

“A retaliação é muito grave e é importante percebermos uma Assembleia que chama para si a responsabilidade de dar vez e voz ao povo, aos movimentos sociais e aos deputados para poderem discutir o grande tema do país que é a democracia e sua defesa. Não há tema mais importante, porque depois dele vêm diversos temas, vem a agenda conservadora que estão tentando implantar no país”, discursou RC.

Reacionária

Ricardo assinalou que a atual legislatura do Congresso Nacional “desde o início, em sua porção majoritária, tem pautado uma pauta extremamente retrógrada e conservadora”.

Inconsistente

Ele citou a aprovação da redução da maioridade penal, “como se isso fosse resolver alguma coisa de violência aqui dentro do País”.

À flor da pele

“Nós estamos presenciando, como há muito tempo não se via, cenas de ódio dentro do nosso povo. É o ódio racial e regional cada vez mais presente”, bradou o governador.

Sem crime

Para Ricardo, “nós chegamos ao ponto de ter um processo de impeachment iniciado sem a existência de crime cometido pela pessoa da presidente. Esse processo avançou porque, de certa forma, o povo brasileiro estava um tanto quanto anestesiado”.

Despertar

“Só que nós acordamos! E acordamos para barrar esse processo, retomar o caminho da democracia e para fazer respeitar as escolhas coletivas que o povo brasileiro tem feito”.

Impessoal

Conforme o socialista, “essa não é uma defesa da pessoa de Dilma Rousseff. Essa é uma defesa da instituição democracia e de um processo legitimado por 54 milhões de pessoas”, acrescentou.

 

Isonômicas

Por fim, o governador paraibano afirmou que “nós não podemos ter justiça seletiva nem investigação seletiva. Se é pra haver, e concordo que haja, tem que ser para todo mundo. Não pode haver para afastar a presidente, que é a responsável pelo maior investimento em recursos hídricos que o Nordeste já teve em toda a sua história”.

Convivência…

Em sua fala, Dilma sublinhou que “nós mudamos as relações com os governadores e prefeitos”.

… Institucional

“Uma coisa eu e o (ex) presidente Lula nos orgulhamos: de ter implantado no Brasil uma relação republicana mesmo com nossos opositores. Por que isso? Porque nós governamos não para três ou quatro pessoas. Nós governamos para a população do País”, emendou Dilma.

Novo método

Ela se debruçou sobre a questão do impeachment: “O Brasil está vivendo, com esse processo de impeachment, um verdadeiro golpe. E muitos disseram: como está havendo golpe, se a presidenta da República não está na cadeia? Se as pessoas podem continuar dando as duas opiniões? Se atos como esse podem estar sendo realizados?”

Diferencial

Dilma prosseguiu: “É importante entender porque esse processo de impeachment é um golpe, e porque ele é um golpe diferente dos golpes que nós já tivemos. É simples a distinção. No passado, os golpes implicavam na extinção pura e simples do regime democrático”.

“Parasitas”

A presidente afastada se permitiu uma analogia: “Se a gente imaginar que a democracia é uma árvore, um golpe militar é como um machado, que simplesmente corta a árvore. Estamos vivendo um golpe cuja característica principal é que a árvore da democracia está empestada de parasitas, que sugam a democracia.

Sem base

Conforme Dilma, os seus adversários “tentam utilizar a própria Constituição, quando dizem que o impeachment está previsto na Constituição. Mas pensam que somos ingênuos e bobos. Mas sabemos que na Constituição se exige que tenha um crime de responsabilidade. Essa parte eles não falam”.

Indireta

“Eu não tenho conta na Suíça; não cometi nenhuma irregularidade com o dinheiro público. Eu jamais compactuei com a corrupção”, bradou a petista.

Região

“Aqui na Paraíba, quero falar de uma coisa muito importante. O meu governo e o governo do presidente Lula deram muita importância ao desenvolvimento do Nordeste; deram a compreensão de que o Nordeste é uma área fundamental do território brasileiro”, disse a petista.

Abastecimento

A presidente afastada declarou que “vou estar extremamente atenta ao fato” de que sem as obras da transposição Campina Grande não terá água.

Viaduto

Dilma também tratou em sua passagem pela Paraíba da retenção de verbas federais para a construção do viaduto do (bairro) Geisel, em João Pessoa, denunciada pelo governador.

Corte histórico

Dilma Rousseff traçou um paralelo entre o governo Michel Temer e a ´República Velha´ (começo do século passado), rotulando a gestão atual como um governo das oligarquias que servia “para três ou quatro pessoas”.

“Eu estou na terra dos homens e mulheres que lutaram contra a República Velha, que era um sistema baseado nas oligarquias. Se você era amigo do governo, você recebia os recursos. Se você brigava com o governo, você recebia penalidades, jagunços ou retaliação de toda a espécie”, dimensionou a petista.

O que Luciano Cartaxo achou da visita de Dilma?...

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