Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

quarta-feira, 04/04/2018

“Diálogo sem imposição”

“Amigo é coisa pra se guardar”

Há 15 anos morria o inesquecível Dom Luís Gonzaga Fernandes, ex-bispo diocesano de Campina Grande, que deixou entre os seus amigos um imensa lacuna nunca preenchida.

Voltarei a abordar a data em breve.

Por enquanto, uma citação do seu escritor preferido – Fernando Pessoa: “Às vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido”.

Deputação

No ato de filiação ao PRB, ontem, em Brasília, o deputado federal paraibano Hugo Motta (que assumiu simultaneamente o comando da legenda no Estado) anunciou que “vamos priorizar as coligações proporcionais, conversar com todos os partidos, e aqueles que quiserem engrandecer o nosso estado, poderão contar com o apoio do PRB”.

Fortalecer

“Vamos chegar agora à Assembleia Legislativa com mais força e trabalhar para que o PRB, que já é grande, possa se transformar em um dos partidos mais importantes do Estado”, avisou o deputado estadual Nabor Wanderley (pai de Hugo), que também ingressou na legenda.

Alinhamento

A presença do prefeito Luciano Cartaxo (PV-JP) ao ato de filiação de seu vice-prefeito Manoel Júnior, ontem, no Laguna Hotel, em João Pessoa, serviu para dissipar (ou, pelo menos, minimizar) as dúvidas que pairam no mundo político sobre a convivência entre ambos, ao cabo do ´fico´ do titular do mandato.

Vai que cola

Ao chegar ao local de sua filiação, o vice foi saudado como “governador” pelo presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo.

Por sinal, Cartaxo também foi saudado como “governador” ao chegar ao auditório do evento.

Desembarque

Manoel declarou aos jornalistas que “é uma alegria muito grande estar ao lado de figuras que eu admiro desde a minha infância, como o senador Marcondes Gadelha. Ele é um símbolo da boa política em nosso Estado”.

Conclamação

“É um momento importante da minha vida pública. Conclamo a unidade das oposições. É importante a gente ter esse espírito. Essa unidade é necessária para favorecer um projeto que vise o desenvolvimento econômico e o bem estar social do povo”, pontificou o vice.

Disponível

Manoel afirmou que “o nosso nome está colocado à disposição dos partidos de oposição. Não queremos impor absolutamente nada. O PSC é um partido importante nessa equação política”.

Expectativa

Ele disse esperar que o seu ex-partido (MDB) “se mantenha no campo da oposição, porque a população da Paraíba exige que os seus políticos possam se despir de seus projetos e vaidades pessoais em favor do povo”.

Parâmetro

O novo filiado declarou posteriormente ao colunista que o seu nome está à disposição para integrar a chapa majoritária.

“Estou preparado para qualquer disputa”, frisou.

Sem extremar

Presidente nacional do PSC, o Pastor Everaldo reforçou que o partido está colocando o nome de Manoel Júnior à disposição das forças oposicionistas.

“Vamos colocar, sem radicalismos, as propostas para que a população da Paraíba possa usufruir de dias melhores”, acrescentou.

Fundamental

“Nós entendemos que essa questão da unidade das oposições é o elemento mais precioso que nós temos que buscar, por todos os meios, porque fora daí eu não vejo maior perspectiva de mudança na vida institucional e política da Paraíba”, ponderou Marcondes Gadelha, presidente do PSC/PB.

Marco

Ainda conforme Gadelha, “eu tenho a esperança de que esse evento seja um chamamento ao diálogo. Homem algum é uma ilha. A oposição é um sistema de vasos comunicantes. A chama da participação se acende pelo diálogo”.

 

Elo de…

Marcondes enfatizou que “o nome de Manoel Júnior está sendo colocado à disposição da consciência política da Paraíba e dos diversos partidos de oposição. Ele é uma opção. Manoel está qualificado para qualquer cargo”.

… Ligação

“O propósito de Manoel, como o nosso, é de agregar. Se a participação dele servir para a união das oposições, eu tenho certeza de que ele estará disposto”, verbalizou.

Aposta

O presidente do PSC/PB bradou que “aconteça o que acontecer, a oposição vai sair unida. As pessoas são responsáveis, têm consciência da importância do momento, e sabem que para avançar vão ter que abdicar de determinadas posições pessoais, terão que ter flexibilidade”.

Aprendizado

Ainda conforme Marcondes, “quem busca a união não pode trabalhar com peças fixas, e tem que confiar na flexibilidade dos demais parceiros. É essa lição que nós estamos aprendendo com dificuldade e uma certa dureza”.

Aval

Luciano Cartaxo declarou que o seu vice “fez a opção mais correta, porque estava desconfortável no MDB”.

Coligado

“O PSC é um partido que faz parte de nossa base e é natural ele ter escolhido um partido que tem uma identificação com a Prefeitura de João Pessoa e com o nosso modelo de gestão. Ele me comunicou e perguntou o que achava. E disse que via com muita naturalidade”.

Pacto

O prefeito relatou a este colunista que o seu compromisso com Manoel Júnior, em não sendo candidato a governador e permanecendo na PMJP, “por qualquer circunstância, e a circunstância apareceu, nós teríamos o maior empenho no sentido de ajudá-lo a ser reeleito deputado federal. Foi esse meu compromisso. Mas ele fez a opção de não mais voltar à Câmara Federal. Vamos fazer o bom debate”.

Sobrevivência

Cartaxo comentou o “processo de esvaziamento” no MDB paraibano (agora sem nenhum deputado federal), em função de “cada parlamentar estar buscando um caminho para que possa ter sucesso nas eleições de outubro e continuar a sua vida pública”.

Sinal

“Gilberto Kassab (presidente nacional do PSD) e Rômulo Gouveia (presidente do PSD/PB) já tinham me falado sobre a possibilidade de o senador Raimundo Lira se filiar ao partido”, assinalou.

Mano

No tocante às especulações acerca de uma possível candidatura de seu irmão Lucélio a governador, o prefeito comentou que essas especulações “têm surgido até de maneira natural. Lucélio tem uma militância política e sindical. Tem experiência administrativa (no comando da CBTU no Estado) e eleitoral”.

Em campo

“Lucélio teve um resultado muito satisfatório como candidato a senador (2014). É um nome que surge dentro desse cenário de renovação na política. É um nome novo, mas não é um novato, porque faz política já há bastante tempo. Está dialogando e construindo, sem imposição, buscando um consenso, que é importante”, destacou Cartaxo.

Lição

Questionado sobre como pretende se movimentar no xadrez político daqui pra frente, o prefeito da Capital observou que “a experiência que nós tivemos em 2017, entre os partidos de oposição, de não chegar a um consenso, ela tem que servir agora para que a gente possa, de maneira mais rápida, tomar em abril uma decisão importante em relação ao futuro da Paraíba”.

Delimitação

Luciano Cartaxo ressaltou que “o nosso diálogo tem sido com os partidos que têm dado sustentação à nossa gestão na Prefeitura. É dessa forma que nós vamos continuar: dialogando, buscando alternativas para construir não só um nome, mas um projeto que leve em consideração as experiências exitosas nas prefeituras de João Pessoa e Campina Grande”.

Tomada de decisões

Luciano realçou que “temos que buscar um consenso construído com diálogo, e não por imposição. Agora, com prazo, com definição, com critérios, para que as pessoas possam se sentir à vontade de colocar o seu ponto de vista e suas ideias, e partir daí se pensar num programa de governo para a Paraíba”.

– Agora vamos saber a disposição dos partidos de efetivamente colocar isso em prática. Isso é o importante. Nós não podemos ficar, mais uma vez, no debate, nas ideias… temos que ter definições objetivas, claras. E, acima de tudo, tomada de decisões – discorreu o prefeito.

“E agora José? A bancada acabou, a luz apagou, o povo sumiu...”
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