Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

quarta-feira, 12/04/2017

Destamparam o submundo

Mudanças profundas

O relatório sobre a reforma trabalhista mexerá em 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). O projeto, que precisa ser aprovado no Congresso Nacional, concede força de lei a acordos negociados entre empresas e trabalhadores.

Conforme o Estadão, a proposta permite jornadas de até 12 horas diárias (limitadas a 220 horas mensais), trabalho remoto (fora da empresa), remuneração por produtividade e fim da obrigatoriedade do imposto sindical.

 

Tréplica

O secretário de Comunicação do Estado, jornalista Luís Torres, remeteu um direito de resposta relacionado às recentes declarações, aqui veiculadas, do reitor da UEPB, professor Rangel Júnior. É o que segue.

Encenação

“Queria poder fazer graça com a UEPB, mas o teatro encenado por Rangel (reitor), que finge administrar, é uma tragédia. Tem autonomia de adolescente. Só é livre para gastar. Responsabilidade zero.

Despencar

“Não é à toa que a capacidade de investimento da instituição caiu para menos de 1% e a folha de pessoal já chegou a ultrapassar a casa dos 80%, e a consumir praticamente tudo o que recebe de duodécimo. Pra administrar desse jeito, prefiro não saber de nada”.

Avalistas

O prefeito Romero Rodrigues (PSDB) disse ontem que o fato de alguns prefeitos de outros municípios mostrarem apoio e o estimularem a ser candidato a governador no ano que vem “é porque compartilham com a forma de administrar Campina Grande”.

Reprodução

“Quem conhece Campina e sabe do trabalho que vem sendo realizado na cidade, gostaria de ver esse mesmo trabalho no governo da Paraíba. As pessoas estimulam para que eu saia candidato, justamente, para replicar no Estado o modelo administrativo de boa relação, de aproximação com as pessoas, de simplicidade, de compromisso e, sobretudo, de trabalho”, discorreu Romero, na ´Campina FM.

Convocações

“Então, o que eu posso dizer é: agradecer a Deus, que nos dá sabedoria, discernimento e condições necessárias para continuarmos avançando. Em relação a 2018, fica tudo em função disso, desse resultado do conjunto de ações. Meu telefone não para com convites de prefeitos e ex-prefeitos, mas meu foco é a administração municipal”, acrescentou.

Legado

Ainda Romero: “Não sou um obcecado por mandatos e cargos eletivos. Eu vou ficar aqui à paisana andando por Campina, contribuindo com a próxima administração, dando sugestão. O que eu quero, terminado o meu mandato, e estou preparado psicologicamente pra isso, é ficar acompanhando a minha família, vivendo como cidadão e andar de cabeça erguida. Esse é o maior presente”.

´Triscou´

Rondou os 50% o percentual de abstenção nas eleições do último domingo para a escolha dos novos presidentes e diretórios municipais do PT em Campina Grande e João Pessoa.

O detalhe

No caso campinense, no qual a eleição vai para 2º turno, o grupo de Márcio Caniello e Socorro Ramalho já conquistou 19 das 36 cadeiras do novo diretório.

´Combustível´

Em plena negociação para aprovar a reforma da Previdência, o governo Temer antecipou para abril e maio o dinheiro de emendas parlamentares que só seria liberado no último trimestre do ano.

Escambo

A Câmara campinense, com a sua ´generosidade´ empresarial periódica, deverá autorizar a permuta de áreas com uma conhecida construtora campinense.

Sem pressa

O prefeito pessoense Luciano Cartaxo tornou a dizer ontem que o PSD não deve ter pressa para fazer definições acerca do calendário eleitoral de 2018.

 

Tempo distinto

“A agenda do povo não é política. É a agenda do trabalho e estamos respeitando muito esse momento. Este ano não é um ano eleitoral e estamos focados na gestão. Estamos acompanhando esse cenário com tranquilidade. Cada partido tem sua dinâmica e sua própria autonomia”, argumentou Luciano.

Na tela

Sem medo de ser feliz, o programa nacional do PT, levado ao ar ontem à noite no rádio e na TV, destacou a recente visita do ex-presidente Lula às obras da transposição na cidade de Monteiro.

Tirando o véu

Finalmente, começa a vir à tona a denominada ´delação do fim do mundo´, originária de ex-executivos da empreiteira Odebrecht.

Trio

Respingos em três paraibanos, sendo que dois deles já eram aguardados: Vital Filho (ex-presidente das CPIs da Petrobras no Congresso Nacional) e Lindbergh Farias, o paraibano que fez carreira política no Rio de Janeiro e que atualmente disputa a presidência nacional do PT.

Dose dupla

O repasse de R$ 4,5 milhões em propinas para as campanhas de 2008 e 2010 é a acusação que pesa contra Lindbergh. O petista é identificado nas planilhas do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht como “Lindinho”.

Mão dupla

Em contrapartida às doações, o petista, ex-prefeito do município de Nova Iguaçu/RJ, teria beneficiado a Odebrecht em contratos administrativos relacionados ao programa ‘Pró-Moradia’.”

Arquivo

“Assim como das outras vezes, estou convicto que o arquivamento será o único desfecho possível para esse processo. Novamente justiça será feita”, reagiu Farias.

Mais um

No caso de Vitalzinho, é o segundo inquérito que será aberto contra ele na ´Lava Jato´.

Fato citado

Ele foi citado pelos delatores como um dos beneficiários de R$ 10 milhões em vantagens indevidas, supostamente solicitadas pelo ex-presidente da Transpetro (ligada à Petrobrás) Sérgio Machado. A quantia teria sido paga entre 2012 e 2014.

O detalhe

A outra investigação acerca do atual ministro do TCU no Supremo diz respeito à suspeita de ter recebido pagamentos para ´blindar´ empreiteiros da Lava Jato de investigações nas CPIs que ele presidia.

Sem conexão

“O ministro está à disposição das autoridades e confia que será comprovada a falta de relação entre ele e os fatos investigados”, afirmou Vital Filho em nota, via assessoria, salientando adicionalmente que os seus advogados ainda não tiveram acesso ao conteúdo das delações.

Tucano

O terceiro nome é o do senador Cássio. Conforme a documentação encaminhada pela Procuradoria Geral da República, a menção ao nome de CCL teve origem nos depoimentos de Alexandre José Lopes Barradas e Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis.

Demanda

Os dois citados declararam que o parlamentar pediu e recebeu, por meio de um intermediário identificado como Luís, o valor de R$ 800 mil, em meados de 2014. Na ocasião, ele era candidato ao governo da Paraíba.

Retribuição

O pagamento tinha o objetivo de receber, como contrapartida, obras de saneamento na Paraíba. O ´tucano´ ganhou o apelido de “Prosador” na planilha.

Doação declarada

Através das redes sociais, Cássio verbalizou a sua defesa: “Como eu já havia dito, recebi sim uma doação do Grupo Odebrecht na campanha de 2014. Essa doação foi devidamente declarada na minha prestação de contas. Acontece que agora o Ministério Público Federal está pedindo ao Supremo a investigação até mesmo dessas doações legais, porque começa a surgir suspeita de que alguns partidos fizeram lavagem de dinheiro através dessas doações partidárias”.

– Tem que investigar sim, até o fim, para que tudo seja esclarecido! (…) A Odebrecht nunca fez obras no tempo em que eu fui prefeito e governador (…) Que a investigação ande rápido, para que tudo seja esclarecido – finalizou.

A Odebrecht virou uma metástase no serviço público brasileiro...
Simple Share Buttons