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Arimatéa Souza

terça-feira, 17/10/2017

Desabafo de aliado

O novo pastor

Devoto de São João XXIII, o papa que na segunda metade do século passado sacudiu a milenar Igreja Católica com a convocação do vigoroso Concílio Vaticano II, Dom Dulcênio Fontes de Matos foi ungido pelo papa Francisco, dias atrás, à condição de 8º bispo da então vacante Diocese de Campina Grande – a ´Sé da Borborema´, como se costuma dizer no ambiente católico.

Funil

A ´caneta´ que nomeia bispo tem o timbre do papa, mas é uma escolha ´depurada´ em algumas etapas, com a participação direta (e decisiva) do Núncio Apostólico – espécie de embaixador do Vaticano nos países.

´Operador´

É esse Núncio (Dom Giovanni d’Aniello é o atual no Brasil) que houve bispos e sacerdotes da região na qual se encontra a diocese a ser ocupada, como também avalia e pondera perfis que se harmonizem com as realidades locais.

Pesa muito

Apesar de não haver qualquer confirmação oficial nesse sentido, tem um peso diferenciado na escolha final feita pelo papa a opinião e as sugestões de nomes do antecessor de cada diocese – no caso presente, o arcebispo Dom Manoel Delson.

Incógnita

Pouco se sabe do novo prelado campinense em termos de estilo e de condução pastoral, mas as suas primeiras declarações sugerem um religioso disposto a encurtar o quanto possível a sua distância dos diocesanos.

Disponibilidade

“Confesso que não esperava essa noticia para ser bispo da Diocese de Campina Grande. Porém, a minha missão de pastor é estar atento ao chamado de Deus”, proclamou em sua fala inicial ao seu novo rebanho.

´Ele me conduz´

Dom Dulcênio frisou que “rezo o Pai Nosso todos os dias e digo a Deus seja feita a Vossa Vontade. E é com esse espírito que vou para Campina Grande: fazer a vontade de Deus”.

Circular

“Rezo para que Deus me dê saúde e sabedoria. Minha vida toda é pautada na Eucaristia. Quero estar a serviço para a vida do mundo. Não sou bispo de gabinete, mas de caminhar com o povo, de fazer visitas pastorais; de estar muito presente na vida do povo. É assim o meu jeito de trabalhar, sempre alegre”, prosseguiu o novo bispo.

Vem pra ficar

Ele externou o seu desejo de “ficar em Campina muito mais do que quatro anos”.

“Espero ficar até a aposentadoria”, emendou o aniversariante deste dia 19, já mirando o afastamento compulsório aos 75 anos (daqui a 16 anos).

Mandamento

Em carta dirigida à nova diocese, Dom Dulcênio enfatiza que “desejo manifestar os meus sentimentos de Bispo e Pai, naquela mesma perspectiva de Santo Inácio de Antioquia, que dizia ser o Bispo a imagem viva do Pai. Que seja este o meu grande programa de vida para os meus novos diocesanos!”

Laços…

Na comunicação que fez aos seus atuais diocesanos, Dom Dulcênio – palavra que vem do latim e significa doce, suave – afirmou que “confesso-vos que estes dias (para ser mais exato: desde o último 26 de setembro) têm sido muito difíceis para mim.

… Afetivos

“Desde quando – continuou – recebi a notícia por parte do senhor Núncio, o meu coração ficou pequenino, não apenas por causa da novidade da missão que me espera, antes pela separação daquela em que já estou. Toda extensão da Diocese de Palmeira dos Índios tornou-se o meu torrão; a sua gente, extensão da minha família”.

Bate coração

Seguiu: “Palmeira dos Índios, que há onze anos me viu chegar, sob as aclamações de ‘Bendito o que vem em nome do Senhor!’, escutará de seu Bispo uma despedida que, particularmente, lhe dilacera o coração.

Muito além

“Numa ocasião como esta, a expressividade em palavras diminui porque é grande a emoção. Mas não trato a emoção como um simples choro ou como outra manifestação afim. Não. Trato-a como expressão de fé (…) Não podemos relegar a uma atitude breve de despedida a gratidão que foi sendo construída por anos!”, exteriorizou o bispo que se despedia do povo alagoano.

Instabilidade

A Diocese campinense tem padecido de descontinuidade em seu comando desde a aposentadoria do inesquecível Dom Luís Fernandes: num intervalo pouco superior a uma década, já passaram pela cidade Dom Matias Patrício de Macedo, Dom Jaime Vieira Rocha e Dom Manoel Delson.

Rimas

Será às 18h de hoje, no salão de entrada do Fórum Afonso Campos, em Campina Grande, o lançamento do livro de poemas “Viagens”, escrito pela juíza Leila Freitas.

Garimpo

Senador José Maranhão no programa gratuito que está sendo veiculado no rádio e na TV: “É isso o que o PMDB da Paraíba tem a oferecer: ficha limpa de verdade”.

Na tela

O professor/doutor Benedito Antonio Luciano, do Departamento de Engenharia Elétrica da UFCG, é o entrevistado de hoje no programa ´Ideia Livre Política & Economia´ na TV Itararé  – canal 18.1 (HD) e 19 (analógico).

O detalhe

O programa começa às 21h15 (devido ao horário de verão), após o Jornal da Cultura.

Incisiva

É contundente a nota oficial divulgada pela CDL campinense – presidida pelo empresário Artur Bolinha Almeida – sobre a situação da segurança pública na cidade.

Veja trechos.

Adversidade

“Manter um estabelecimento comercial em Campina Grande é um desafio diário (…) pela ameaça constante da criminalidade.

Indignação

“Lojistas do Centro da cidade estão indignados com a falta de segurança pública (…) Mesmo com a instalação de grades, câmeras e vigilância armada os criminosos continuam levando pavor ao local”.

Interrogações

Ainda a nota de Artur Bolinha: “Mas o que se torna mais frustrante é a falta de resposta do poder público a essa situação. Os casos semelhantes ocorridos em tão pouco tempo não foram suficientes para bolar uma estratégia e prender os bandidos responsáveis por estas ações?

Será que Campina Grande, uma cidade interiorana, com quase metade da população de João Pessoa, tem tantos bandidos assim? A sensação é que a segurança pública esteja direcionada com mais atenção à capital do Estado. Aliás, a pergunta é: Será que estamos no mesmo Estado?”

A direção do PPS/PB vai apoiar ´Bolinha´ incondicionalmente?...

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