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Arimatéa Souza

sexta-feira, 09/07/2021

De volta à civilidade

Escalada de ameaças

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está modelando, gradativamente, uma perigosa crise institucional, tendo como ´biombo´ uma discussão ultrapassada sobre voto impresso.

Eis o capítulo mais recente, o de ontem.

“Eleições no ano que vem serão limpas. Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”.

“Vão ter problemas”

Ainda Bolsonaro: “Eles (oposição) vão arranjar problemas para o ano que vem. Se este método continuar aí, sem, inclusive, a contagem pública, eles vão ter problemas. Porque algum lado pode não aceitar o resultado. Este algum lado, obviamente, é o nosso lado, pode não aceitar o resultado”.

Opção…

O deputado federal Wellington Roberto, presidente do PL (ex-PR) na Paraíba, informou ontem que estará no bloco oposicionista na Paraíba, em 2022.

… Antecipada

“As conversações estão bastante adiantadas. Só estamos aguardando a vinda de Romero Rodrigues (PSD) aqui (em Brasília) pra gente colocar realmente os pingos nos is e conduzir as oposições para uma vitória em 2022”, informou o parlamentar.

Retrocesso

Ainda de acordo com Wellington, “não podemos deixar a Paraíba voltar ao passado com nomes que não têm condições de representar o povo tanto no Estado quanto no Senado”.

Descendente

O deputado pretende lançar o seu filho (Bruno) na disputa para o Senado.

Com o ´capitão´

Wellington Roberto reforçou o apoio à reeleição do presidente Bolsonaro.

“O PL é um partido que cumpre acordos, cumpre com a palavra e é dessa forma que nós vamos seguir rumo a 2022”, enfatizou.

Retomada

O deputado-presidente Adriano Galdino (ainda no PSB) informou que a mesa diretora da Assembleia Legislativa já começou a adotar as providências para a retomada das sessões presenciais, o que deverá ocorrer entre o final de agosto e começo de setembro.

O detalhe

Só terá acesso às dependências da ALPB quem apresentar o cartão de vacinação em dia.

Em bloco

Três deputados estaduais ainda ligados oficialmente ao PSB deverão migrar para o PT para tentar a reeleição: Cida Ramos, Estela Bezerra e Jeová Campos (nesse caso seria um retorno).

Braços…

“São três figuras de luta na Paraíba. Se eles pedirem filiação ao PT, não vejo problema algum. O partido os receberá de coração aberto, porque são três companheiros valorosíssimos na luta da esquerda e no combate dos movimentos sociais”, acenou Jackson Macedo, presidente do PT/PB.

… Abertos

O dirigente petista tornou a falar sobre a eventual filiação de Ricardo Coutinho (PSB) ao PT, até porque os três deputados acima referidos são muito próximos ao ex-governador.

´A casa é sua´

“Ricardo é um companheiro valoroso, que tem uma história de luta nos movimentos sociais e na esquerda paraibana. Na minha opinião pessoal, não tem problema nenhum sua filiação ao PT”, sublinhou Jackson.

Defenestrado

O Tribunal Superior Eleitoral afastou o presidente nacional do (partido) Patriota, Adilson Barroso, que negociava a filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Como foi

O TSE, conforme a agência Folha, confirmou a decisão de uma convenção da sigla realizada em 24 de junho pela ala que é contrária à entrada do chefe do Executivo na legenda.

Rito

Foi – como deveria ser – amistosa a audiência entre o governador João Azevedo e o prefeito campinense Bruno Cunha Lima (BCL), ocorrida ontem e que durou cerca de 1 hora e meia.

O que prevalece

“Volto a dizer: os interesses republicanos sempre sobressaem. Isso é natural num processo de respeito”, avaliou João ao final.

Dever funcional

Ele registrou que “nós não discutimos política. Quem estava aqui não era o candidato Bruno, mas o prefeito de Campina, numa reunião com a equipe dele, com a nossa equipe e o governador, que tem a obrigação, evidentemente, de ter uma relação republicana com os 223 municípios, porque, afinal de contas, nós temos a obrigação constitucional de cuidar da população, e é isso que nós estamos fazendo”.

Estranheza

Azevedo comentou que “eu ainda estranho, na minha cabeça, que uma reunião entre um prefeito de uma cidade como Campina Grande e o governador seja motivo de estranheza, quando deveria ser uma coisa natural e corriqueira”.

Réplica

Na entrevista, ao final da audiência, João rebateu as críticas de setores da oposição, segundo os quais estaria colocando em prática uma ação para cooptar apoios políticos.

Incompetência

“A oposição – seguiu João – se não teve competência para ampliar (os seus quadros), deve-se à sua própria ação. Eu não faço nenhum tipo de pressão, nem tampouco tenho essa intenção de trazer para a base quem está na oposição”.

Equívoco

“Não é assim que funciona, até porque seria desmerecer a capacidade de interpretação e de decisão de qualquer deputado ou prefeito que esteja na oposição, e por qualquer motivo ele se interesse de mudar de partido”, assinalou.

Ofensa

Ainda conforme o governador, “essa postura ofende aos parlamentares e prefeitos, em primeiro lugar. Eu não faço política dessa forma”.

Marco

De sua parte, Bruno avaliou a audiência como “um dia importante para a civilidade na política”.

Fim do ´jejum´

Ele destacou que propôs “a quebra de um ´jejum´ de mais de 12 anos. A cidade não teve a possibilidade de assinar um único convênio com o Estado. É como se Campina tivesse sido excluída do mapa administrativo da Paraíba. Não tinha uma porta aberta para o diálogo”.

Dimensão

“O governador ficou surpreso com o fato de Campina não ter a oportunidade de assinar convênios com o Estado (há tanto tempo)”, frisou o prefeito.

Destravar

BCL relatou que “colocou-se à disposição do Estado para apressar”, na esfera da prefeitura, o processo burocrático para início das obras do novo centro de convenções da cidade, a ser construído pelo Estado.

Enfoque

“(devemos) Deixar as diferenças de lado e apostar no que pode ter convergência. As diferenças todos já conhecem. É preciso a capacidade de diálogo para encontrar soluções”, verbalizou BCL.

Transferência

Ficou acertado que o Estado vai repassar à PMCG a gestão Parque de Bodocongó, que está há vários meses sem funcionar.

E o Estado deverá ajudar na conclusão da revitalização da área no entorno do açude de Bodocongó.

Iniciativa

“Quantas soluções já foram adiadas por falta de diálogo. Então, se for por falta de diálogo, esse pecado eu não carrego nas costas”, pontificou Bruno.

Novos gestos

O prefeito vai pedir audiências à representação da Paraíba no Senado: Daniella Ribeiro (PP), Nilda Gondim (MDB) e Veneziano Vital (MDB).

Em queda livre

Foi publicada no dia de ontem mais uma pesquisa do instituto Datafolha com a avaliação do governo Bolsonaro.

A rejeição ao presidente atingiu 51%, o maior patamar desde que tomou posse, em 2019.

No Nordeste o quadro é ainda mais grave: 60% de avaliação ruim ou péssima.

A pesquisa foi feita presencialmente nos dias 7 e 8 de julho, com 2.074 pessoas acima de 16 anos, em 146 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.

Cadê a vice-governadora Lígia Feliciano?...

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