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Arimatéa Souza

quarta-feira, 26/08/2020

De vidraça a estilingue

´Ponte aérea´ da Lava Jato

Teve epicentro na Paraíba a fase 73ª da Operação Lava Jato, desencadeada ontem em torno do ex-senador Vital Filho, atual ministro do Tribunal de Contas da União.

Essa fase trata de fatos remanescentes da CPMI da Petrobras, ano de 2014, no Congresso Nacional, presidida por Vital.

Marco zero

A base da acusação é uma delação do ex-presidente da empreiteira OAS, Leonardo Pinheiro, dando conta que teria repassado R$ 3 milhões ao ex-senador em troca da ´blindagem´ de executivos da empresa.

Expansão

O inquérito fala em outras empreiteiras, à época da CPMI, que igualmente teriam sido sondadas para similar proteção.

Percurso

A ação policial de ontem visou buscar provas adicionais acerca da transferência dos valores supostamente repassados ao ex-senador, uma vez que teriam sido utilizadas empresas da Paraíba – construtoras e uma casa lotérica em João Pessoa – para proporcionar uma ´sinuosidade´ nesses valores.

Contatos

O documento da ´força-tarefa´ da Lava Jato em Curitiba (64 páginas) que detalha as investigações, menciona “pelo menos” oito encontros, fora das dependências do Congresso Nacional, “sem registros e às escondidas”, para selar os acordos de corrupção e discutir propostas de obstrução dos trabalhos da CPMI.

Via partidária

É igualmente citado que uma parte da suposta propina foi viabilizada mediante uma doação feita ao diretório nacional do MDB, com destino especificado.

Entregas

Nas ações dispersivas para o fluxo dos recursos, teriam sido feitos pagamentos em espécie num restaurante no Shopping Center Recife, no aeroclube de João Pessoa, num restaurante na BR-101, entre as cidades de Goiana (PE) e João Pessoa, assim como na BR-232, entre os municípios pernambucanos de Gravatá e Bezerros.

´Mensageiros´

Como intermediários, são citados os ex-secretários da PMCG Alexandre Almeida e Alex Azevedo.

Vinculação

O primeiro, em nota, assinalou que “é de se estranhar que agora, às portas de um período eleitoral, seja realizada uma “operação” referindo-se a um assunto antigo e já devidamente explicado, com fatos requentados”.

Dois crivos

Em nota, o atual ministro do TCU cita que essa investigação “tramita há quase 5 anos e dois procuradores-gerais da República – Rodrigo Janot e Raquel Dodge – não vislumbraram elementos para formalizar o pedido de ação penal”.

Açodamento

“Causa estranheza e indignação o fato de que a denúncia nasceu de um inquérito aberto sem autorização do Supremo”, emendou.

Retaliação

Ao jornal O Globo, Vital Filho se disse vítima de perseguição por causa de suas posições contrárias a alguns capítulos da operação, como a tentativa de criação de um fundo abastecido com dinheiro apreendido nas investigações.

Pirotecnia policial

“Buscas feitas depois de cinco anos, você acha que vão encontrar alguma coisa?” – indagou o ex-senador.

Em curso

Conforme informações no setor empresarial, está em vias de concretização o repasse do controle do ´Atacarejo´ (Grupo Rio do Peixe) – avenida Assis Chateaubriand, em Campina Grande – para o grupo mineiro DMA (O Mineirão), que já tem uma filial em João Pessoa.

Retomada

O ministro do TSE Og Fernandes deu o seu voto ontem no recurso relacionado à campanha para governador de 2014 na Paraíba.

Ou seja, um recurso da coligação oposicionista contra o então governador Ricardo Coutinho (PSB).

Seria

Og (relator) disse que seria um caso de “cassação do diploma”, por conta da “expressiva violação da norma eleitoral”, do então governador que estava disputando a reeleição.

Apimentou

Devido ao “exaurimento do tempo”, ele optou por elevar a multa aplicada pelo TRE-PB de R$ 30 mil para R$ 70 mil.

Valor menor

No caso de Lígia Feliciano (PDT), que foi a companheira de Ricardo na disputa da reeleição, o relator aplicou a multa mínima (R$ 5.320,00), por considerar que ela foi “beneficiária, mas não lhe foi imputada conduta ilegal alguma”.

Outra parada

Após o voto de Og, o ministro Luís Felipe Leitão ´pediu vista´ e o julgamento foi novamente suspenso.

Somando

O partido Rede Sustentabilidade anunciou ontem o apoio ao pré-candidato a prefeito de Campina Grande Inácio Falcão, do PC do B.

Avalista

A solenidade ocorreu na sede da ACI e teve a participação do deputado estadual Chió Batista, dirigente do Rede na Paraíba.

Contribuições

“Todos os partidos vão contribuir com ideias construtivas para de fato e de direito realizar um bom governo”, garantiu no ato o prefeitável.

Meta

Inácio informou que está intensificando as conversas com os dirigentes do PT, PSOL e PDT, e que espera aglutinar em torno de oito a dez partidos.

Data marcada

O postulante à PMCG avisou que a convenção partidária será realizada em 16 de setembro.

Desmonte

Os deputados Nabor Wanderley (Republicanos), Pollyanna Dutra (PSB) e Taciano Diniz (Avante) formalizaram o desligamento do ´subgrupo´ da base governista denominado de ´G11´, que foi criado para ter uma atuação autônoma, mesmo integrando a base governista.

O detalhe

Atualmente, o grupo – agora ´G8´ – é liderado pelo deputado Tião Gomes (Avante).

Mundos…

O prefeitável Bruno Cunha Lima (PSD-CG) afirmou que “Campina sempre foi uma cidade econômica e politicamente independente. Não precisa e nunca esteve na esteira de qualquer movimentação política de João Pessoa”.

… Estanques

A declaração decorre do questionamento feito sobre eventual reflexo na aliança do PSD com o PP em Campina, diante da recém anunciada coligação do PP com o Cidadania em João Pessoa.

Com a estrela

“O PCdoB, de forma unânime, decidiu fazer o indicativo de apoio à pré-candidatura do companheiro Anísio Maia (PT) à Prefeitura de João Pessoa”.

Informou ontem o presidente da executiva do partido na Capital, Jonildo Cavalcanti.

Por tabela

Dessa maneira, a direção nacional do PT deverá liberar o apoio a Inácio Falcão (PCdoB) ainda no 1º turno, em Campina.

Incisivo

O ex-senador Cássio Cunha Lima (PSDB) foi contundente, em muitos momentos, na entrevista que concedeu na noite de ontem à TV Itararé (programa Ideia Livre).

Alvo certo

Após um longo período sem dar declarações à imprensa, já na primeira resposta ele revelou o tom que pretende adotar nesse seu retorno à mídia regional.

Leia alguns trechos.

Silêncio

“Na democracia, acho que quem fala é quem ganha, apesar de todos os vícios que a eleição de 2018 apresentou. E a Operação Calvário prova isso.

Fraude

“Foi uma eleição viciada, maculada pela corrupção e pela roubalheira que foi praticada, e que levou a uma interferência direta no pleito.

Precaução

“Qualquer declaração minha naquele instante poderia ser interpretada como um ressentimento ou um rancor.

Chegou a hora

“Eu preferi deixar que as investigações avançassem, para não parecer que havia, de minha parte, qualquer sentimento de vingança, longe disso. E tem tempo para tudo. Chegou o tempo de voltar a falar.

Reflexão

“Estamos num processo eleitoral e a Paraíba precisa refletir sobre a gravidade dos acontecimentos últimos, sobretudo nesse campo tão sensível, que não pode ser tolerado, de forma nenhuma, da corrupção.

Comando

“A Paraíba foi governada durante oito anos por uma quadrilha, que se instalou no Estado, que roubou o dinheiro do povo, da saúde.

Provas

“O Ministério Público aponta mais de R$ 134 milhões desviados apenas na Saúde. Isso foi comprovado por gravações. Tem a voz do ex-governador, do ex-presidiário Ricardo Coutinho. Tem delação de secretários, que envolve não apenas o ex-governador como o atual governador, João Azevedo, que obviamente é o grande beneficiário desse esquema criminoso.

Controle

“Uma quadrilha que tomou conta da Paraíba! Isso sem falar na Educação e nas obras públicas.

Premiado

“É óbvio que João Azevedo é o grande beneficiário, porque simplesmente ele ganhou um mandato de governador. Fizeram um rompimento de fachada, fajuto.

Aparência

“Esse rompimento é falso e artificial, de João e Ricardo. É apenas uma estratégia de defesa. Eles se defenderão melhor passando a ideia de que estão rompidos. Mas a Paraíba foi enganada”.

“Decepção profunda”

Ainda Cássio: “Milhões de pessoas foram enganadas, uma decepção profunda. Muita gente tinha Ricardo Coutinho como um homem de bem. Mas é um ladrão, que tem a frieza de roubar da saúde, matando pessoas, sacrificando vidas. João Azevedo é partícipe e corresponsável”.

João Azevedo não quer duas candidaturas aliadas em Campina?...
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