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Arimatéa Souza

quinta-feira, 15/10/2020

Cúpula do PT entrega o prometido

´Prece´ pública

No debate promovido na noite de terça-feira pela TV Arapuan, o deslocado prefeitável do Patriota em Campina Grande, Edmar Oliveira, iniciou a sua intervenção solicitando publicamente um “olhar carinhoso” do presidente estadual do partido, que vem a ser o deputado estadual (e prefeitável em JP) Wallber Virgolino, alegando que a legenda não ofereceu “nem santinho” à sua postulação.

Na política, pedir um “olhar carinhoso” de Wallber talvez seja almejar em demasia.

A seguir, alguns trechos dessa nova ´peleja´ televisiva.

 

Desafio

Bolinha (PSL): “O pós pandemia exigirá demais que Campina possa ter um prefeito que tenha experiência administrativa, que tenha uma história de superação de dificuldades que a vida impôs”.

´Tiro direto´

Bolinha: “O candidato Bruno foi vereador e cumpriu um mandato inexpressivo. Foi deputado estadual, da mesma forma. Foi chefe de gabinete da atual gestão e não fez nada que se pudesse destacar. Nunca teve a oportunidade de gerir absolutamente nada”.

Sistemático

Bruno Cunha Lima (PSD): “Está muito claro nos últimos dias, através das redes sociais do candidato (Bolinha) e de seus programas (no guia eleitoral) que o candidato não apresentou propostas para Campina. E tem uma concentração de falar sobre mim e tentar me agredir de alguma forma.

Incompatível

“O seu julgamento a respeito de nossos mandatos não condiz com a realidade. Campina tem tido a oportunidade de fazer esse julgamento (…) A gestão pública precisa ter a combinação da capacidade técnica com a sensibilidade humana”.

Tréplica

Bolinha: “O candidato que não quer ser confrontado num debate, não se apresente como candidato. Campanha é exatamente para isso. As pessoas precisam saber se quem está propondo e se apresentando reúne condições para isso”.

Operação Famintos

Bruno: “Não tenho compromisso com o erro. A minha opinião é a da justiça. Se ela considerar alguém culpado, culpado é”.

´Xô políticos´

Edmar: “Nas secretarias vamos colocar pessoas técnicas. A partir do momento que você coloca um político, você dá brechas, e brechas que eles podem fazer o que quiserem”.

Voto a…

Inácio Falcão (PCdoB): “A Assembleia (Legislativa) é formada por 36 deputados. Não seria eu o responsável de votar contra a (reforma da) previdência, porque estaria levando nas minhas costas o engessamento do governo do estado, que estaria impedido de receber recursos federais.

… Favor

“Isso foi imposto pelo governo federal, pelos deputados federais e senadores, que engessaram não só os estados, como os municípios também. Não seria democrático da minha parte votar contra os funcionários”.

Contradição

Bolinha: “Muito estranho ver um candidato do Partido Comunista (Inácio) defendendo geração de emprego e desenvolvimento econômico, já que o seu partido defende justamente o contrário. As pessoas que estão no comando de sua candidatura, elas trabalham quase que permanentemente para fechar postos de trabalho. Muito estranho e até incongruente a sua posição”.

Ideia fixa

Ana Cláudia (Podemos): “Lamentavelmente, o candidato Artur Bolinha tem uma certa fixação com as ações que o ex-prefeito Veneziano realizou em Campina”.

Promessas vãs

Bolinha: “Não se trata de ter obsessão em relação ao seu marido. É porque a senhora, de fato, representa a gestão do seu marido. A senhora tenta se esconder, mas é fato. Vocês tiveram oito anos para realizar em Campina e não fizeram. A senhora vive prometendo fazer e não fizeram. Papel aceita tudo”.

Retrovisor

Ana Cláudia: “A população aprova a gestão do ex-prefeito Veneziano. Todo mundo sabe que aquilo (acúmulo de lixo na cidade no final do governo) foi um boicote que houve à gestão. Não me venha mais com conversa de lixo, porque não cabe na cabeça das pessoas. Veneziano foi quem acabou o lixão de Campina”.

Casal

Bruno: “A senhora (Ana Cláudia) e o seu marido têm muita conversa e pouca ação”.

Rotulação

Ana Cláudia: “Bruno se esforça para defender o indefensável (…) A gestão que o senhor defende é a da Famintos”.

Seletividade

Bruno: “A candidata (Ana) tem um problema de memória, e pelo visto de memória seletiva: algo que interessa a ela, ela se lembra. Mas aquilo que não interessa ela esquece, como, por exemplo, a forma como Campina foi abandonada”.

Na ponta do lápis

Bolinha: “O equilíbrio financeiro é fundamental em qualquer ambiente, seja privado ou público. Eu percebo que em seu programa de governo a senhora (Ana) promete muito. Eu não sei se a senhora já fez o impacto financeiro da possibilidade de poder realizar 10% do que a senhora vem prometendo”.

Alma gêmea

“O segundo governo de seu marido (Veneziano) foi marcado por inadimplência, atraso de salários, atraso de fornecedores. Teve fornecedor que até tentou suicídio (…) A senhora tem aprendido muito com o seu esposo. A forma de se expressar está muito parecida com a do seu esposo. Até o (bairro) do Jeremias a senhora tem chamado de ´Jeré´.”

Espontaneidade

Ana Claudia: “Candidato, eu falo o que o sinto, o que eu entendo, e o que o meu coração e a minha vontade de fazer tem por Campina. Competência eu tenho. Eu posso até ter aprendido, porque não sabemos tudo. Nós aprendemos no nosso dia a dia. Eu aprendo com todos”.

Prisão

“Nós sabemos planejar, até porque quem planeja bem, executa bem. Eu não seria irresponsável de apresentar a Campina propostas inexequíveis. Com relação ao que acontece na gestão do ex-prefeito Veneziano, novamente eu volto a dizer: o senhor tem uma fixação, que não é de hoje. Interessante que o senhor (Bolinha) chegou a ser preso, praticando crime eleitoral na eleição de 2008”.

Fonte

“Todas as propostas que estamos apresentando, a exemplo do Renda Campina, serão viabilizadas, com reordenamento orçamentário, com a redução dos custos e a modernização da máquina (…) Nossas propostas são exequíveis, sinceras e reais”.

Falácia

Bolinha: “Ela (Ana) falou dois minutos e não respondeu o impacto financeiro de suas promessas. É apenas uma peça de marketing. Eles prometeram muito durante as campanhas e no governo, e não fizeram. Essa forma de enganar a cidade, Campina já está cheia e cansada”.

Instrumentalização

“Vocês usam o poder público para se locupletar; para eleger parentes e aderentes; para aparelhar a máquina pública. Muitas vezes em total desrespeito à população”.

Proposta realista

Ana Claudia: “O candidato que foi preso cometendo crime eleitoral em 2008, defendendo o grupo que ele agora acusa, lamentavelmente não compreendeu o que eu disse. Nós estudamos o nosso plano de governo. Aqui não existe uma peça de ficção ou de encenação (…) Sou uma mulher séria e comprometida. Vamos acabar com o nepotismo”.

Comparação

Bolinha: “Eu não fui preso por crime eleitoral. Uma pessoa que estava comigo entregou uma bandeira a uma criança. Se isso for crime, comparado ao que o seu esposo fez contra a administração pública de Campina. Seu esposo foi condenado em vários processos. É réu em mais de 40 processos. Seu cunhado (Vital Filho) é réu na (operação) Lava Jato”.

Inconsistências

Ana Cláudia: “Os ataques ao senador Veneziano são constantes. Mas a justiça absolveu o senador de todos os processos infundados movidos contra ele. Da mesma forma o ministro Vital. O próprio Supremo trancou a ação penal, por falta de provas verídicas”.

Aos adversários

Bruno: “Durante toda a campanha vão tentar falar sobre a Famintos na tentativa de me constranger. Quero deixar claro: falar sobre Famintos, Calvário ou qualquer tipo de operação não me constrange. Pelo contrário.  Campina me conhece, sabe que sou um homem honesto, íntegro e temente a Deus, e que defendo a punição de todos aqueles que forem culpados em quaisquer operações”.

´Guilhotina´

Conforme estava previsto, a direção nacional do PT deliberou, ontem, pela intervenção no diretório municipal de João Pessoa e o consequente afastamento da presidente Giucélia Figueiredo.

Desobediência

A alegação é o descumprimento às orientações partidárias, ou seja, a não consumação da aliança em apoio à candidatura do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) à prefeitura da Capital, o que implicaria em ´rifar´ a candidatura do filiado e deputado Anísio Maia.

“Retaliação”

Giucélia conceituou a sua destituição como “uma retaliação ao processo legítimo e legal que resultou na candidatura de Anísio Maia”.

Truculência

“A direção nacional está dando uma fatura ao cacique político chamado Ricardo Coutinho, que interfere de forma ostensiva e truculenta na democracia interna do nosso partido”, bradou a destituída presidente.

Inócua

Giucélia observou que, na prática, a intervenção terá efeito restrito, uma vez que a candidatura de Anísio Maia não teve acesso ao Fundo Eleitoral.

 “Nós demonstramos que não precisamos de dinheiro para manter a candidatura do PT nas ruas, manter a militância petista no apoio dessa candidatura. Os recursos foram direcionados para o candidato do PSB”, salientou a afastada presidente.

Ney Suassuna virá ´fazer campanha´ em Campina?...
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