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Arimatéa Souza

quinta-feira, 28/06/2018

´Criatura x criador´

Temperatura máxima

Aproveito a calmaria no noticiário político, por força do jogo de ontem da seleção brasileira, para resgatar a pesada troca de farpas, dias atrás, entre o governo estadual e o reitor da UEPB, professor Rangel Júnior.

A contundência das declarações chamou a atenção.

 

Fonte do embate

É importante contextualizar que essa troca de farpas mais recente foi deflagrada a partir da publicação de uma Portaria pela Reitoria da UEPB que promove vários cortes e posterga o acesso de novos estudantes à instituição de ensino.

Repetição

Começo pelo pronunciamento do governo, verbalizado pela Secretaria de Comunicação: “O reitor Rangel Junior adota a prática nazista de repetir uma mentira várias vezes para ver se uma dia ela vira verdade.

Requentada

“Trata-se de uma pauta repetida e eleitoreira que todo ano de eleição ganha destaque na agenda da atual direção.

SOS

“Além de investimentos estruturais, o governo do Estado tem assegurado todos os anos, de 2011 para 2018, incremento anual no valor total repassado à UEPB, o que pode ser verificado com uma simples pesquisa no SIAF, bem como o socorro à entidade com verbas extras para pagamento de 13º salário de professores e funcionários.

Mordomias

“O reitor deveria, há muito tempo, ter se adequado ao teto de gastos e à atual situação financeira e econômica do Brasil, cortando as regalias de diárias e gastos com custeio que oneraram as despesas da instituição ao longo dos últimos anos.

Esbanjador

“Em vez disso, prefere agir com uma gestão perdulária que, diante do fosso que se encontra, não tem coragem de se responsabilizar pelos próprios erros, tentando transferir a culpa para o governo.

´Coquetel´

“Em ano de eleição, junta a falta de coragem com os interesses políticos e repete a ladainha. Falta só um número para virar partido político.

Sugestão

“Tem mais: a atual administração da UEPB usa autonomia pela metade. Só quer autonomia na hora de pedir mais dinheiro. Na hora de pagar contas e arcar com seus compromissos, prefere agir como se não tivesse autonomia alguma. Melhor seria renunciar”.

Destroçando

Através da imprensa, o Reitor Rangel Júnior igualmente respondeu de maneira ríspida: “É algo profundamente inquietante e doloroso (…) A instituição está vivendo um processo de desmonte.

Descumprimento

“Nem a Lei Orçamentária Anual (LOA) nem a lei que criou a estadualização estão sendo respeitadas, muito menos os acordos que foram feitos no ano passado estão sendo cumpridos.

Conluio

“Parece-me que há uma aposta no caos, no colapso (…) Que a Universidade mergulhe no abismo sem fim, para alguém depois dizer que a responsabilidade é da incompetência.

Corte profundo

“Nós resolvemos fazer uma espécie de poda radical na UEPB, para que ela fique do tamanho que o governo estadual quer e impõe.

Cinismo

“A nota (acima transcrita) é de um cinismo cruel. Eu acho que até sei quem escreveu. É um cinismo cruel e repugnante (…) É de um cinismo absurdamente revoltante.

Apropriação

“O governo passou a mão, no final de ano, em recursos da Universidade. O governo está subtraindo (também este ano) recursos que pertencem à Universidade. Não é uma questão de mera interpretação da lei.

´Carrascos´

“Tem um grupo de pessoas encasteladas no poder, que quer entrar para a história como os algozes da UEPB.

Afinidade

“Eu fui, por duas vezes, eleitor de Ricardo Coutinho. Não sou adversário do governo nem inimigo do governador. Agora, acima de tudo, eu devo compromissos à Universidade.

Sem flexão

“Eu não bato continência ao governador nem bato continência pra secretários, e isso incomoda profundamente.

Sem subserviência

“É uma atitude desleal, desonesta e nociva. Mas não baixarei a cabeça para ´coronel´ nenhum.

Farpa   

“Os gastos da Granja Santana dariam para custear os gastos de meia da UEPB todinha.

Demissões

“O problema que nós estamos enfrentando não é do reitor. Isso é mais uma cortina de fumaça. Mais uma. O problema é da universidade. Nós vamos precisar demitir 300 pessoas e vamos precisar adiar uma entrada de estudantes na UEPB”.

´Balançam a cabeça´

Ainda o reitor da UEPB: “Os secretários (estaduais) ouvem, mas não têm voz. Os secretários não têm competência nem capacidade de tomar decisões”.

Quem tem vaga par Ney Suassuna na chapa?...

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