Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

quinta-feira, 15/09/2016

Calamidade estatal

O círculo se fecha

A nova e volumosa denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Lula nos oferece a sensação de que o petista vive mais uma etapa de um torniquete irrigado por evidências em profusão de que – por ação ou omissão – comandou um projeto de poder que se fundamentou no enriquecimento pessoal ilícito; na compra de apoio parlamentar via delegação de fatias da administração pública a aliados; e a busca da perpetuação à frente da gestão pública.

Imaginar que Lula não conhecia essa engrenagem é conferir a ele uma ingenuidade que flagrantemente não possui.

No Palácio

Juntamente com outros líderes partidários, o deputado paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP) será recebido hoje pelo presidente Michel Temer.

Da boca de…

“… Convenhamos, é muito desagradável imaginar que um governo seja tão – se me permitem a expressão um pouco mais forte – tão estupidificado, tão idiota, que chega ao poder para restringir direitos dos trabalhadores, para acabar com saúde, para acabar com educação…” (Michel Temer, ontem, em discurso).

Compra

O Grupo Globo assumiu integralmente o controle acionário do jornal Valor Econômico (SP), adquirindo 50% das ações que pertenciam ao Grupo Folha (jornal Folha de São Paulo).

Quem sabe

A Coligação Por Amor a Campina está reavaliando a opção inicial de não realizar carreata nas eleições deste ano.

´Divórcio´

Ex-secretário do Governo Veneziano e considerado até pouco tempo uma ´ponte´ entre o ex-prefeito e o PT campinense, o professor Hermano Nepomuceno está efetivamente engajado na campanha de Adriano Galdino (PSB).

Garimpo

“A CPI (da Petrobras) tinha um calendário que pegava dois recessos parlamentares. O do mês de junho e o do final do ano, que acabou encerrando com recesso. Isso tudo, eu vou usar a palavra, mas não sei se ela é correta, me perdoe, mas inteligentemente traçado isso e com alguns feriados para que não houvesse reuniões. Eu tratei disso juntamente com o senador, presidente da CPI, Vital do Rêgo, e com o senador Gim (Argello). Eles me mostrando esse calendário”.

Métodos

“Outra coisa importante, as horas dessas reuniões que às vezes coincidiam com sessões do plenário da Câmara, do Senado ou do Congresso. Automaticamente as sessões são encerradas. Havia toda uma metodologia para que não se chegasse às investigações que o Ministério Público e a Justiça chegaram.”

Fonte

Trechos do depoimento, prestado esta semana, pelo ex-diretor da OAB, Leo Pinheiro.

SOS

Os governadores das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste buscam do governo federal um aporte “emergencial” de recursos da ordem de R$ 7 bilhões, o que equivale a 50% das perdas nos repasses deste ano do FPE (Fundo de Participação dos Estados).

Desproporcional

A alegação é de que a renegociação das dívidas estaduais com o governo federal privilegia os grandes Estados, em função do volume de dívidas que acumulam.

Essa rolagem ainda não foi aprovada pelo Congresso Nacional.

Decretação

Diante da resistência para essa concessão – nos governos Dilma e Temer -, 14 governadores cogitam o que denominaram de ´decretação de calamidade financeira´.

´Seguro´

Na prática, significa criar um fato político relevante e uma precaução no tocante ao descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, uma vez que as receitas caíram e, por conseguinte, sobem os percentuais de comprometimento da arrecadação com os gastos com pessoal.

Ou seja, busca-se uma ´blindagem´ jurídica.

Missiva

No começo da próxima semana, os governadores que estão à frente dessa mobilização divulgarão uma nova ´carta ao povo brasileiro´.

Pressa

“Nós precisamos ter uma resposta do governo. A União precisa entender que desajuste da economia nacional causa dificuldades aos Estados”, pontificou Ricardo Coutinho (PSB).

Estaca zero

À TV Itararé, RC observou que na reunião de ontem com o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, “concretamente nada se avançou”.

Inversão de valores

“Nesse País, quem fez o dever de casa, quem se endividou menos e cortou mais gastos, e se vê diante de uma crise, se vê hoje na condição de todo esse trabalho feito ser perdido, por falta de um auxílio”, protestou.

Ainda conforme Ricardo, “nós estamos pagando por um processo que não é estadual, é da União. O que nós queremos é um fôlego, para não desorganizar os serviços”.

Qual o jogo que José Maranhão está jogando?...
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