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Arimatéa Souza

terça-feira, 21/05/2019

Bolsonaro e o espelho

As pedras pelo caminho

O cumulativo exercício do mandato está demonstrando a João Azevedo as agruras que o cargo de governador impõe a quem não tem no ´dna´ as particularidades da militância política.

Infelizmente, para ele e a população, administrar a coisa pública obedece a regras que fogem, com frequência, do campo da racionalidade e até da tolerância.

´Bombeiro´

Como se não bastasse a artilharia pesada que tem vindo de uma oposição acanhada numericamente, mas com inesperada munição proporcionada pelo Ministério Público, João teve que reunir ontem lideranças de seu agrupamento partidário para debelar outro incêndio ateado pelo ´fogo amigo´.

O preço

Sua participação nessa nova fase da crise faz lembrar a antológica música ´Sonho impossível´, de Chico Buarque, imortalizada na voz inconfundível da cantora Maria Bethânia: “Quantas guerras terei que vencer/ Por um pouco de paz”.

Sequelas

No pano de fundo dessa recaída mais recente da crise socialista na Paraíba está o chefe de gabinete do governador, Nonato Bandeira, um ´cardeal´ do agrupamento ´girassol´ até o seu rompimento há alguns anos.

Não ´colou´

Apesar da reconciliação com o ex-governador Ricardo Coutinho, por circunstâncias eleitorais, ambos sabiam que “nada seria como antes”, para invocar a conhecida música de Milton Nascimento.

Entrave

Como vários membros do atual governo, muitos vinculados a Ricardo, já ficaram precocemente pelo caminho no mandato de João, afastar Nonato da ´linha de frente´ talvez tenha sido imaginado como uma pseudo ´compensação´, como forma de preservar intacta a ´linha de transmissão´ entre o exercício da governadoria e o comando partidário.

Cicatrizante

“Teremos a oportunidade e a clareza de colocar os pontos de vistas de cada um e encaminhar e construir um caminho. É isso que vamos buscar”, comentou João acerca da reunião que teria ainda ontem com deputados do PSB.

Termômetro

O comportamento dos deputados do PSB/PB ao longo dos próximos dias demonstrará a capacidade do governador de evitar que as disputas internas contaminem a evolução de seu governo e a preservação da governabilidade.

Trincheira

A abertura da 52ª Exposição de Animais e Produtos Industriais, na noite de domingo, em Campina Grande, foi convertida, em boa medida, numa espécie de defesa da preservação do espaço que sedia o evento: o Parque de Exposições Carlos Pessoa Filho.

Situando

Com relativa intensidade, foi cogitada pela administração estadual a utilização da área para edificação do prometido centro de convenções da cidade.

Preservação

Após sublinhar que o local tem sido “recuperado, melhorado e ampliado” pela Sociedade Rural da Paraíba, o presidente da entidade, Josenildo Alcântara, disse aos presentes que “precisamos e devemos manter esse espaço como patrimônio da cidade e da região”.

“Vitrine”

Em sua fala, o empresário Pedro Martins (presidente da Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos da Paraíba) disse que o parque se constitui “numa vitrine para que o agronegócio” possa mostrar “o que temos em termos de pecuária”.

Insensato

Em seguida, ele reiterou o pedido para que o Parque de Exposições seja mantido: “Existem outros espaços. Não é justo, nesse momento, demolir um espaço para construir outro”.

Aderiu à…

Em seu pronunciamento, a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) respondeu aos apelos dos oradores que a antecederam e realçou “a importância histórica” do Parque de Exposições campinense.

… Causa

Ao final da solenidade, ela disse à APARTE que “escutei (os apelos) e vou conversar com o governador. Como filha de Campina, concordo que esse espaço tem que continuar como sendo um espaço para exposições e feiras”.

Alternativa

“Devemos procurar outro local para fazer o centro de convenções”, emendou a vice.

Apoio…

O ex-senador (e secretário da Agropecuária e da Pesca do Estado) Efraim Morais, dirigente estadual do Democratas, disse à APARTE que “não há nenhum desapontamento” do partido com os rumos que vem tomando o Governo Bolsonaro.

… Inalterado

“Ele (presidente) convidou pessoas importantes do DEM para participar do seu governo. É um governo que está com cento e poucos dias e tem muito o que corrigir do que o PT deixou”, situou Morais.

Dura na queda

O partido Rede cogita lançar a ex-presidenciável Marina Silva na disputa pela Prefeitura de São Paulo no ano que vem.

Inabilidade

O imprevisível Jair Bolsonaro esmerou-se novamente ontem para sacudir o mundo político e o universo econômico com frases que podem até expressar a verdade, mas são de verbalização não recomendável por parte da principal autoridade do País.

Cenário

“Se não fizermos isso (reforma da Previdência), no máximo, em 2024, vai faltar dinheiro para pagar quem está na ativa”, projetou Bolsonaro em evento na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro.

Além da conversa

Mais adiante, no mesmo evento, o presidente embarcou no ´sincericídio´: “(O Brasil) É um país maravilhoso que tem tudo para dar certo, mas o grande problema é a nossa classe política. ‘É nós’ (sic), Witzel (governado do Rio de Janeiro), ‘é nós’ (sic) Crivella (prefeito do Rio de Janeiro), sou eu, Jair Bolsonaro, é o Parlamento em grande parte, é a Câmara Municipal, a Assembleia Legislativa. Nós temos que mudar isso”.

Por fim, uma ilação evidente sobre congressistas: “O que eu mais quero é conversar. Mas sei que tem gente que não é (quer) apenas conversar”.

Anda pra lá de calado o deputado Hervázio Bezerra...
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