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Arimatéa Souza

segunda-feira, 08/02/2021

Auxílio ´sete vidas´

O submundo brasiliense

Vale a pena reproduzir trechos de recente artigo do jornalista Carlos Alberto Sardenberg no jornal O Globo sobre o fim do ´núcleo raiz´ da Operação Lava Jato, em Curitiba (PR).

“São os caminhos tortuosos dos tribunais para anular processos, não pela prova da inocência dos réus, mas pelo tempo de prescrição e supostos equívocos formais. O que é pior, o ativismo da lava-Jato ou os conchavos brasilienses entre políticos, advogados e juízes? Encontram-se nas festas de casamento, são compadres entre si, almoçam e jantam nos bons restaurantes à custa de dinheiro público e promovem os filhos nas suas carreiras”.

Vinculações

Segue o jornalista: “Deputado filho de deputado, advogado filho de juiz, que facilita a prática dos ´embargos auriculares’. Uma conversinha entre um uísque e outro”.

Deturpações

“Dia desses, um ministro de corte superior me disse que poderia perfeitamente frequentar essa corte brasiliense e julgar com a devida isenção os seus participantes. Não pode, é claro. Assim como um filho de juiz simplesmente não pode advogar na corte do pai. Quer dizer, não poderia, mas advoga e ganha bem”.

Murchou

Perdeu força a possibilidade de o deputado paraibano Hugo Motta assumir o Ministério da Cidadania.

Não desfalcar

A direção do seu partido (Republicanos) entendeu que a legenda não deve abrir mão de um parlamentar no plenário da Câmara Federal, uma vez que a suplência de Hugo não pertence aos quadros do REP.

O detalhe

A suplente da vez de Hugo Motta é Ana Claudia Vital do Rêgo (Podemos).

Retrovisor

Esta Coluna registrou, sexta-feira última, que “um grupo de vereadores governistas sutilmente deixou o plenário para uma sala anexa, com a finalidade de esvaziar o quórum”, o que impediria a colocação em pauta de um projeto do Executivo, na sessão da última quinta-feira.

Registro

No final de semana, o PARAIBAONLINE publicou uma foto documentando esse ocupação da sala anexa (´salão azul´), acima referida.

Insinuação

Durante o final de semana, o vereador Renan Maracajá (Republicanos) enviou ao referido site uma “nota de repúdio” a este colunista e ao site, na qual repudia, “juntamente com meus pares, as informações que erroneamente foram utilizadas pelo portal na tentativa de insinuar que membros da bancada de situação estariam boicotando projetos de autoria do executivo municipal”.

Objetivo

“A intenção de criar – segue o texto – um clima de rixa entre os parlamentares e poder executivo, somente com o interesse de conturbar as relações e ganhar leitores com especulações e informações inverídicas”.

Espera

Renan avança que “na referida reunião, que contou ainda com a participação do líder da bancada governista, o vereador Alexandre do Sindicato, eram tratados assuntos referentes ao retorno dos trabalhos do legislativo, enquanto o projeto em questão não entrava em pauta na sessão”.

 “Achismos”

O vereador concluiu a nota: “Posteriormente, quando o projeto entrou em pauta, todos os parlamentares votaram a favor da aprovação do projeto. Só lamento que o bom jornalismo tenha sido esquecido neste caso, onde todos os lados devem ter o direito de expressar seu posicionamento, o que não ocorreu em nenhum momento, houve somente divulgação de uma informação infundada de acordo com os achismos do autor”.

Preliminar

Inicialmente, registro que este colunista não vai se valer do Código Penal para contestar o parlamentar.

Um autor

No texto, Renan salienta que o repúdio ocorre “juntamente com meus pares”, mas a nota só vem assinada por ele.

Incontestável

É fato que alguns vereadores governistas se ausentaram do plenário e ficaram numa sala anexa no plenário.

A foto publicada no PARAIBAONLINE comprova isso.

Chamamento

Foi preciso, a certa altura da sessão, o vereador-presidente Marinaldo Cardoso (REP) convocar “os vereadores que estão no salão azul para que possamos continuar as votações”.

Liderança

No momento do registro fotográfico, o líder do governo (Alexandre Pereira, PSD) não estava presente.

Encontrava-se no plenário.

Retorno

Também é fato que aproximadamente dois minutos após o registro fotográfico os vereadores retornaram ao plenário e à sessão.

Tumultuar

Renan argumenta que a veiculação da informação teve o interesse de “criar um clima de rixa entre os parlamentares e poder executivo, somente com o interesse de conturbar as relações”.

Precedente

Na verdade – o vereador bem sabe disso – esse clima entre a bancada e o Executivo precede em muito a divulgação objeto dessa observação.

Rateio

Ou ele não lembra que, na reunião inicial entre o prefeito Bruno e a bancada, recentemente, num hotel da cidade, o prefeito abandonou por alguns instantes o recinto diante da discussão intestinal que se estabeleceu no local sobre a divisão de espaços no poder?

Várias…

É mentirosa a informação de que todos os vereadores governistas votaram a favor do projeto do Executivo.

… Ausências

A votação foi consensual, mas a bancada (majoritária) governista estava bastante desfalcada em plenário quando da votação.

Debandada

Tanto isso é verdade, que o líder do bloco (minoritário) de oposição, Anderson Almeida (Podemos) fez o seguinte registro na sessão: “O projeto só vai passar porque a oposição está presente. A situação já foi embora”.

Endosso

Ainda no final de semana, a vereadora Ivonete Ludgério (PSD) comentou a ´nota de repúdio´ de Renan, acima reproduzida.

Gradação

Segundo a edil, “a caneta nas mãos de um mau jornalista pode fazer mais mal que um bisturi nas mãos de um mau cirurgião, já dizia Enéas”.

Outro conceito

O Éneas, objeto da inspiração da vereadora, é Éneas Carneiro, ex-presidenciável.

Não sei se a concordância da edil avança para outra frase dele: “O que é chamado de política, que não tem nada de política, é uma imundície”.

Unilateral

Apesar de existirem parâmetros para aferir o que venha a ser um ´bom´ ou ´mau´ jornalista, essencialmente é algo subjetivo.

E cabe a mim aceitar a opinião exteriorizada pela parlamentar.

Mão dupla

Igualmente, trafega no campo da subjetividade o que pode ser considerado um ´bom´ ou ´mau´ parlamentar.

Mensurável

Menos subjetiva, é a aferição do que vem a ser um ´bom´ ou ´mau´ gestor público.

Geralmente, na segunda hipótese, acaba desaguando em improbidade administrativa e suspensão dos direitos políticos.

Fênice

O governo federal já prepara outra ´ressurreição´ do auxílio emergencial, por duas razões flagrantes: tem muita gente dependendo dessa ajuda governamental para sobreviver, e a sua concessão fixou uma ´linha direta´ com a popularidade do Governo Bolsonaro.

Com contrapartida

Na versão que está sendo modelada, o auxílio retornará em três parcelas mensais de 200 reais e ´rebatizado´: Bônus de Inclusão Produtiva (BIP).

Segundo o jornal Folha de São Paulo, deverá ser exigida do beneficiário a participação em um curso de qualificação profissional.

Campina tem um ´encontro marcado´ com a doação de terrenos públicos...
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