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Arimatéa Souza

terça-feira, 24/09/2019

“As universidades têm muito desperdício”

Tirar a pulsação

O governador João Azevedo (PSB) começou, ontem, a movimentar o seu ´tabuleiro´ político ao reunir, ao cair da tarde, dirigentes de partidos aliados: PCdoB, Rede, PMN e PT.

Envelopado como um encontro ordinário, o diálogo teve por objetivo – para o chefe do Executivo – tirar a ´pulsação´ dessas legendas acerca do novo quadro político estadual, diante da cizânia socialista.

´Superbonde´

Esses interlocutores, com a conveniência que o instante exige, até em função da imprevisibilidade do futuro da aliança ainda existente, proclamaram – quase uníssonos – o discurso apropriado, mas improvável diante o cenário atual, de reunificação do PSB.

Sem previsão

O grupo recolheu de João a garantia de que o desembarque do PSB, caso se mostre inevitável, não ocorrerá no curto prazo – pelo menos seria essa a predisposição do governador.

Mensuração

O fato é que João buscou fazer, mediante a contemplação dos gestos e a depuração das entrelinhas, o ´censo´ dos reflexos dessa crise no PSB na sua base de apoio.

Devolução

Ao longo do dia, as sequelas partidárias só aumentaram.

O vereador Léo Bezerra (filho do deputado estadual Hervázio Bezerra) entregou a liderança do partido no Legislativo pessoense.

´Degolas´

“Eu fui surpreendido com a saída de Ronaldo Barbosa (da presidência do PSB/JP) e com a retirada de forma truculenta de Edvaldo Rosas (ex-presidente do PSB/PB)”, explicou o socialista.

“Golpe”

Outro vereador de João Pessoa, Tibério Limeira (ex-secretário de Esporte e Lazer do Estado) divulgou nota informando que “diante do golpe que foi dado dentro do diretório estadual e do processo construído, não há condições de permanecer compondo a direção municipal da legenda”.

Pé atrás

De outra parte, a postergação da saída do governador do PSB (pelo menos informar a intenção e/ou necessidade de deixar o partido), somada à permanência na estrutura governamental de quase a totalidade de seus (pseudo) adversários na legenda socialista, adubam ainda mais a desconfiança, em parte da oposição, acerca da efetividade desse rompimento interno.

Pra já

Formação de uma chapa de candidatos a vereador “competitiva”.

Essa é a ação mais “emergencial” apontada pelo novo presidente do PT em Campina Grande, professor Hermano Nepomuceno, eleito domingo último com 309 votos, contra 159 dados à sindicalista Terezinha Cavalcante.

Bloco

Segundo ele, “a segunda tarefa é trabalhar pela construção de uma frente ampla” (de esquerda) em Campina, “reunindo partidos que defendam os direitos sociais”.

Da boca de…

“… Eu recebo esse desafio com muita responsabilidade, sabendo da importância, por ser um dos maiores partidos do Brasil. Acima de tudo, o PSL será protagonista em Campina Grande, com uma candidatura própria, oferecendo uma opção de sair dessa dicotomia de dois ou três grupos que estão aí há mais de 40 anos se alternando…” (empresário Artur Bolinha Almeida, que assumiu a condição de pré-candidato a prefeito pelo PSL).

O detalhe

O novo prefeitável irá se filiar ao PSL no próximo dia 25 de outubro, quando também deverão ingressar na legenda postulantes a uma cadeira no Legislativo campinense.

Na tela

O presidente da Fundac, Noaldo Belo de Meireles, é o entrevistado de hoje no programa Ideia Livre da TV Itararé (canal 18.1 ou pela internet – www.tvitarare.com.br).

Em pauta, a problemática da ressocialização do adolescente infrator. Começa às 22h.

Zerar

Para que seja possível a implementação total da reforma administrativa anunciada pelo prefeito Romero Rodrigues (PSD-CG), poderá ocorrer a exoneração de todos os ocupantes de cargos comissionados na PMCG.

Garimpo

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, assanhou novamente a comunidade acadêmica que atua nas universidades e institutos federais durante entrevista publicada ontem no jornal O Estado de São Paulo.

Sem estabilidade

Uma das propostas que ele verbalizou diz respeito ao estímulo para que haja a utilização do regime CLT (assinar a carteira, com base na Consolidação das Leis do Trabalho) para a contratação de professor.

Vale a pena pinçar trechos de suas declarações.

Bolsas

“A demanda é infinita. Todo mundo quer uma bolsinha. No Brasil, todo mundo acha que o dinheiro cai do céu. Na verdade, vem do pagador de imposto. O Brasil quebrou e agora temos que respeitar o limite orçamentário.

Orçamento

“Desde o começo, temos dito que é contingenciamento. Disseram: “é corte!”; “Vai parar tudo!”. Mentira.

Universidades

“As universidades são caras e têm muito desperdício com coisas que não têm nada a ver com produção científica e educação. Têm a ver com politicagem, ideologização e balbúrdia. Vamos dar uma volta em alguns campus por aí? Tem cracolândia. Estamos em situação fiscal difícil e onde tiver balbúrdia vamos pra cima.

Vai explodir

“Presta atenção: a folha de pagamento de todas as universidades cresce 8% ao ano, acima da inflação. Uma bomba-relógio (…) Hoje, no governo federal, tem 600 mil funcionários públicos na ativa, e, desses, 300 mil no MEC.

Future-se

“O Future-se (programa que está sendo anunciado para as universidades federais) tem várias características. Uma delas é o modelo da Ebserh (autarquia do MEC que gere hospitais universitários), que são novas contratações via CLT. Com isso, pode preservar contratos atuais e ir gradualmente trocando, o que se tem na FGV (Fundação Getúlio Vargas)”.

Sem concurso

Ainda o titular do MEC; “As novas vagas (seriam) CLT, como é na Ebserh. A pessoa vai ter estabilidade, vai ter tudo. O objetivo não é ser uma universidade privada, é pública. Na Ebserh, você não tem uma rotatividade tão grande.
“As faculdades e universidades que aderirem ao Future-se vão ter de passar a contratar via CLT e não mais via concurso público, um funcionário público com regime jurídico único”.

Dois primos disputando a prefeitura campinense?...
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