Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

terça-feira, 20/12/2016

As revelações do presidente

Outra ´força tarefa´

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, determinou a criação de uma ´força-tarefa´ para ajudar o ministro Teori Zavascki na análise dos depoimentos da delação da empreiteira Odebrecht.

O ministro “terá um reforço de pessoal e de espaço físico para trabalhar. Somente o relator e seus juízes auxiliares terão acesso ao material e a uma sala-cofre onde ficarão armazenados arquivos, pen drives e CDs”, destacou o jornal O Globo.

Democracia é cara

O Tribunal Superior Eleitoral informou ontem que as eleições deste ano custaram R$ 3,5 bilhões à Justiça Eleitoral.

Xadrez

O prefeito reeleito Luciano Cartaxo (PSD-JP) anda quebrando a cabeça para acomodar todos os aliados no secretariado do 2º mandato.

Acumulação

Além da presidência da Comissão de Constituição e Justiça – como a coluna informou ontem -, o senador Renan Calheiros (AL) também almeja assumir no ano que vem a liderança do PMDB.

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“O Planalto (governo Temer) não tem dúvidas de que o ministro Herman Benjamin votará no TSE pela cassação da chapa Dilma-Temer”.

Marcada

O Tribunal de Justiça da Paraíba marcou para esta quinta-feira a nova eleição para a mesa diretora, que comandará o TJ no próximo biênio, a partir de 1º de fevereiro de 2017.

Recurso

A sustação do pleito decorreu de uma ação proposta pelos desembargadores Márcio Murilo Ramos e Joás de Brito.

Eles alegaram que o pleito não obedeceu as normas regimentais no tocante aos magistrados mais antigos.

O detalhe

Nessa eleição nula, os eleitos tinham sido os desembargadores João Alves (presidente), Leandro dos Santos (vice-presidente) e José Aurélio da Cruz (Corregedor).

Provisório

Ao conceder a liminar, o ministro do STF Teori Zavascki determinou que o novo pleito no TJ-PB seja feito “em caráter precário”, até o julgamento em definitivo da ação.

Pela metade

Apenas três vereadores da oposição – Olímpio Oliveira (PMDB), Galego do Leite (PTN) e Rodrigo Ramos (PDT) – atenderam à convocação do líder da oposição, Anderson Maia (PSB), para a reunião marcada para ontem, com a intenção de discutir o impasse relacionado ao aumento na remuneração parlamentar para 2017.

O detalhe

Metuselá Agra (PMDB), Murilo Galdino (PSB) e Napoleão (PCdoB) não apareceram.

Bastidores

O vereador-presidente da Câmara campinense, Antonio Alves Pimentel (PSD), decidiu ontem revelar alguns fatos inerentes à ruidosa votação que foi realizada na semana passada, que culminou com a adoção do 13º salário parlamentar, a instituição da correção anual dos vencimentos dos vereadores, e um reajuste salarial de 26% no começo da próxima legislatura.

 

Coletivo

“O projeto foi feito a várias mãos, com a anuência dos vereadores. Parece para Campina que foi de autoria do vereador Pimentel, e que ele fez tudo só”, comentou o próprio.

Exceções

Ele afirmou que “apenas três vereadores” disseram que não assinariam a proposta: Olímpio Oliveira (PMDB), Napoleão Maracajá (PCdoB) e ele próprio, por ser presidente.

Solicitação

Quanto à antecipação da votação – do dia 20 para a última quarta-feira -, o presidente informou que “os vereadores me pediram para colocar na ordem do dia (na 4ª feira), começando pelos líderes partidários”.

O detalhe

Os líderes partidários são Ivonete Ludgério (PSD) e Anderson Maia (PSB).

Quem liderou

Ainda conforme a crônica presidencial, verbalizada na ´Correio FM´, “fizeram um requerimento, capitaneado pelo vereador Alexandre do Sindicato (PHS)”, que estava na liderança do Governo.

Pressionado

“O requerimento foi entregue com 13 assinaturas. O requerimento foi aprovado por unanimidade”, recordou Pimentel, ponderando que “fui obrigado a colocar o projeto em votação. E foi aprovado por unanimidade. Foi publicado e é lei”.

Articulação

Pimentel sinalizou que Alexandre do Sindicato saiu à cata de vereadores para que fossem à Câmara dar quórum à sessão e votar o projeto (na 4ª feira).

“Tinha alguém chamando os vereadores. E não fui eu”, alfinetou.

Para aparecer

Ainda sobre Alexandre, o presidente disse que “tem vereador ´jogando para a galera´,” numa menção à proposta cogitada pelo vice-líder do governo de reduzir a remuneração de um vereador a 1 salário mínimo.

“É brincar com o povo”, bradou.

Limite

Pimentel Filho disse que para qualquer recuo “a coisa não depende de mim, depende do colegiado. Como presidente, sequer voto”.

Retardar

Ele mencionou que teve um colega de Câmara “que pediu para só colocar em votação no último dia” a proposta de aumento para os parlamentares.

Entre o joio e o trigo

Por fim, o vereador-presidente admitiu que “temos que dar resposta a essas reações da população”.

“Quem menos merece (criticas) sou eu”, avaliou-se, para registrar o fato de na Câmara campinense, como “em todas as profissões, existirem os bons e os maus”.

Poderemos ter novidades na eleição do TJ/PB...
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