Fechar

Fechar

Arimatéa Souza

sexta-feira, 13/05/2016

As lições que ficam

Meio termo

Presidente da comissão especial do impeachment, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) comentou que 180 dias é um prazo muito longo para a conclusão desse processo da presidente Dilma, e geraria uma “expectativa muito grande”.

Par Lira, “não é bom para o País, mas encurtar o prazo também não é bom, pois precisamos dar amplo direito à defesa. É preciso um prazo que seja bom tanto para o Brasil quanto para a defesa”.
“Tomaremos os cuidados para não permitir que a maioria esmague a minoria”, reforçou.

Tolerância

Sobre Michel Temer, o senador paraibano comentou que “normalmente a população e a opinião pública dão crédito de 100 dias aos novos governantes e Temer terá esse crédito”.

Na Capital

O deputado Rômulo Gouveia (PSD) recebe às 15h desta sexta-feira, na Câmara Municipal de João Pessoa, a ´Medalha Cidade de João Pessoa´, maior comenda da Casa.

A homenagem foi proposta pelo vereador Marmuthe Cavalcanti (PSD).

Agora é Lula

“Agora eu vou pra casa”.

Na saída da presidente Dilma do Palácio do Planalto.

Meia dúzia

A Secretaria do Tesouro Nacional informou esta semana que seis Estados estariam fora do limite exigido pela Lei de Responsabilidade Fiscal: Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Goiás e o Rio de Janeiro, por conta dos gastos (em excessos) com pessoal.

O detalhe

Os Estados justificam o fato com o despencar das receitas ao longo dos últimos meses.

Da boca de…

“… Olhando-se o mal engendrado conjunto formado por esse impressionante ciclo de descalabros, de afrontas à nossa ordem constitucional, tão duramente conquistada, e de ofensas à honra pessoal de cada cidadão, tem-se a viva impressão de que nossa combalida República parece ter sido tomada de assalto por empedernida trupe de insensatos…” (ministro Gilmar Mendes, ao assumir ontem a presidência do Tribunal Superior Eleitoral).

Batendo o ponto

Os deputados paraibanos Hugo Motta (PMDB), Veneziano (PMDB), Wilson Santiago Filho (PTB) e Pedro Cunha Lima (PSDB) prestigiaram a solenidade de chegada ao Palácio do Planalto, ontem, do presidente interino Michel Temer (PMDB).

Compartilhar

Permito-me reproduzir para os leitores de APARTE o comentário pioneiro que fiz, na noite desta quinta-feira, no telejornal Itararé Notícias na TV Itararé (canal 18.1, digital, e 19, analógico), que teve como tema o afastamento da presidente Dilma.

Silêncio

Não há nada, absolutamente nada, a ser comemorado no dia de hoje. Pelo contrário, existem lições por serem tiradas e alertas a serem observados.

Em cascata

A saída melancólica da presidente Dilma, apeada do poder temporariamente, é tão somente o coroamento de uma sucessão de equívocos pessoais, partidários e do País como um todo.

 

Anormalidade

Não é normal em menos de duas décadas um país continental como o Brasil ter dois presidentes com o mandato abreviado.

Cabe deduzir que erramos todos, com graus variados de culpa ou de omissão.

Omisso

A começar pelo eleitor, que encara na urna eletrônica o depósito final da cidadania, como se sua delegação para representá-lo, através do voto, se constituísse do dia da eleição em diante em algo que não mais lhe diz respeito.

A nenhum governante ou parlamentar deve ser dado o direito do cheque em branco incondicional.

Trava

É por isso que nos regimes presidencialistas, como o nosso, existe a figura do impeachment, inventado há mais de um século nos Estados Unidos e absorvido desde a década de 50 do século passado por nossa legislação.

É um remédio extremo e amargo, mas por vezes necessário.

Falha conjunta

O afastamento de Dilma do governo também é a comprovação de que todo o aparato tecnológico e de normas, e todas as instituições de controle do Poder Público, como Ministério Público, Tribunais de Contas e controladorias também falharam, sem contar a fragilidade do Poder Legislativo, a quem cabe frear os excessos e fiscalizar os desvios do Poder Executivo.

´Bateu o bico´

Não custa lembrar que foi preciso uma delação, lá atrás, no famoso mensalão, para toda a bilionária roubalheira nos cofres públicos começar a vir à tona, quase diariamente, numa escalada de horrores e de saques à economia popular.

Reciclar

Quanto ao PT e ao seu guru Lula, como esconder a decepção histórica?

O partido que deu às classes populares a sensação de chegar à plenitude ao poder, com singular olhar para as questões sociais, não conseguiu conter a desmedida gula de sua cúpula diante da gestão de recursos públicos.

Mudou a rota

A sedução de se eternizar no poder tingiu de vergonha um partido que nasceu prometendo ser diferente e revolucionário na politica brasileira.

Que o afastamento ainda momentâneo do governo sirva para uma reciclagem e ajuste de rota para os petistas.

No limite

Para finalizar, falo sobre o novo presidente Michel Temer, sobre quem pesa uma imensa responsabilidade, até porque atuará na fronteira do abismo da derrocada precoce.

Não lhe é dado o direito de errar nem carência de tempo para agir. A economia nacional e, particularmente, os desempregos, já emitem claros sinais de impaciência.

Fatal insistência

Se, por hipótese, Temer insistir em conservar as práticas históricas do PMDB, partido que até ontem presidia, fundadas no fisiologismo e do empreguismo, não terá em sua retaguarda sequer movimentos populares e entidades classistas para um simples gesto de solidariedade.

O Brasil precisa aprender com os seus erros, porque a repetição dos equívocos mutila gerações inteiras.

José Maranhão: homem forte daqui por diante...
Simple Share Buttons

2018 - Paraiba Online - Todos os direitos reservados.

BeeCube