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Arimatéa Souza

terça-feira, 28/03/2017

Armistício peemedebista

Penas ao ar

Na edição de ontem, APARTE já registrava que a agudização da crise no PSDB paraibano, diante das criticas do prefeito Romero Rodrigues acerca da condução da direção partidária quanto às coisas e fatos relacionados às eleições de 2018.

Romero, no final de semana, chegou a declarar que se a sua defesa da candidatura própria fosse considerada um equívoco, que pedissem a sua saída da legenda.

Tribuna errada

“Não há crise. Há a necessidade de se resolver os problemas internos, que não seja através da imprensa. A imprensa tem um papel importante, mas nem sempre é o melhor veiculo para resolver divergências ou insatisfações que estejam sendo sentidas”, delimitou logo cedo, ontem, o senador Cássio.

Aprendizado

CCL foi adiante: “Aprendi que é preciso estar vacinado contra intriga, e que divergência se resolve conversando”.

Exagero

Para o senador, “o tom do prefeito Romero foi um pouco elevado. A carapuça não me cabe, de forma nenhuma, até porque não tenho mais idade de levar carão público. Não levava carão nem do meu pai”.

Dialogar

Cássio entende que “temos a necessidade de uma conversa no partido, para dirimir qualquer eventual dúvida, e naturalmente preservar o que sempre nos uniu, que é o desejo de uma Paraíba melhor”.

Proximidade

Na entrevista veiculada na ´Arapuan FM´, CCL rejeitou a aproximação ´umbilical´ entre o presidente do PSDB/PB, ex-deputado Ruy Carneiro, e o prefeito/candidato Luciano  Cartaxo (PSD-JP).

Desproporcional

“Ruy não é porta-voz de Cartaxo, de forma nenhuma. Por coincidência, tem havido desencontro na agenda de Romero com alguns convites que têm sido feitos. Mas isso é questão pequena. Não podemos transformar um desencontro de agenda num problema grave e insuperável”, assinalou Cássio.

Microfone

Ao final da manhã, após a solenidade na qual detalhou a modalidade de gerenciamento dos festejos juninos deste ano, Romero retomou a abordagem da crise ´no ninho´.

Veja trechos.

Longa militância

“O PSDB é mil maravilhas. É um partido fantástico e eu sou precursor do partido. Imagina um partido que não raciocina, um partido que não pensa um pouco diferente? Isso é natural. Tenho relacionamento com os membros do PSDB tenho de muito tempo.

Olhar crítico

“Pelo senador Cássio tenho amizade pessoal e particular, carinho, respeito e admiração. Ruy (Carneiro), fui deputado com ele. Alguém tem que pensar diferente, mas não é algo que vá nos separar nem nessa e nem em outras eleições.

Coletivo

“É um desafio que estou tentando estabelecer e a discussão dentro do partido. Não posso decidir sozinho, vou decidir com todos eles para, posteriormente, debater com os partidos de oposição.

Expandir

“Temos um modelo bom e exitoso aprovado majoritariamente pela população e acho que pode servir para toda a Paraíba.

1ª opção

“Eu não estou para criar discórdia, estou para criar consenso. Não será uma eleição que vai me separar do senador Cássio. Pelo contrário, ele é o primeiro nome que eu continuo citando para ser candidato a governador. Fiz parte do governo dele e temos uma relação harmônica, assim como o próprio Ruy.

Conjectura

“Ruy pode nem estar fazendo de caso pensado, mas de forma ingênua. Essas questões têm que ser resolvidas dentro do partido.

Houve carão?

“Só se ele (Cássio) não leu direito a nota. Eu elogio a administração dele, propondo que seja candidato a governador. Eu nem quis nem fiz isso (dar carão). Não sei qual foi o tipo de interpretação que ele teve. Mas um bom leitor vê que não tem nada disso. Às vezes, você pega uma nota… e é natural que um jornalista coloque algo de forma capciosa no texto. Mas leia a nota integralmente. É só questão de leitura e de observação”.

Na TV

O juiz do TRE-PB Breno Wanderley é o entrevistado de hoje no programa ´Ideia Livre Política & Economia´, que começa às 22h15 na TV Itararé – canal 18.1 (digital) e 19 (analógico), como também na internet: www.tvitarare.com.br

O detalhe

Em pauta o detalhamento e o alcance dos já famosos ´caixa 1´ e ´caixa 2´.

Galope

Tem dado passos rápidos o consenso firmado por cerca de 20 vereadores campinenses com relação à reeleição da vereadora-presidente Ivonete Ludgério (PSD) para o biênio 2019/2020.

Ao que tudo indica, a nova eleição deverá ocorrer ainda esta semana.

 

 

Modificações

No vácuo dessa eleição serão feitas alterações no Regimento interno da ´Casa de Félix Araújo´.

Retorno

Devido a divergências pontuais do suplente (no exercício do mandato) Álvaro Pereira (PSC), o vereador licenciado Teles Albuquerque (PSC) deverá reassumir o mandato provisoriamente.

Assimilação

E o vereador Marinaldo Cardoso (PRB), que postulava a presidência?

Ele disse ontem ao colunista que o seu recuo “não se trata de desistir, mas sim de um chamamento para uma recomposição. Há momento de calar, de falar, de avançar e de unir. E esse foi o momento de nos unirmos em torno da bancada”.

Grupal

Ainda conforme Cardoso, “de janeiro para cá, companheiros tiveram opiniões diferentes e temos que respeitar. Foi uma decisão de grupo reeleger a presidente (Ivonete) e eu ficar como vice-presidente. Não foi uma medida de ´goela abaixo´. E eu faço parte de um grupo coeso”.

Sob controle

Afinal, o diretório estadual do PMDB se reuniu ontem. E, do ponto de vista das expectativas de conflagração, a ´montanha pariu um rato´.

No ´modo operacional´ peemedebista, prevaleceu a tradição.

Liberados

À saída da reunião – que durou mais de duas horas -, o deputado Hugo Motta declarou que não houve mudança de rota, no curto prazo: “Aqueles que entendem que a posição tem que ser continuar apoiando o Governo na Assembleia Legislativa, isso continua”.

Generalidades

Também presente, o deputado estadual Ricardo Marcelo relatou que “nós discutimos coisas mais amplas, como a união do partido e o seu fortalecimento. Vamos conversar e amadurecer mais, quando poderá surgir um consenso de forma bem democrática”.

Calibre

À ótica de RM, “o tamanho do PMDB não permite que ele seja coadjuvante. Ele tem que ser protagonista em 2018”.

Irmandade

O ex-governador Roberto Paulino, como sempre, viu o céu azul: “O PMDB é uma família. A gente vai trabalhar para fortalecer a sigla, o que é importante”.

Roupa lavada

Raimundo Lira disse aos jornalistas que “a reunião foi muito boa, todo mundo falou o que quis falar”.

Prevaleceu

“A minha tese foi aprovada: união do PMDB; respeito à individualidade de cada um; e a tese da candidatura própria”, destacou o senador, para emendar: “Se Maranhão concordar em ser o candidato a governador, será o nosso. Raimundo Lira é candidato a senador”.

Meta

Lira registrou que a ´chapa dos sonhos´ seria Maranhão para o governo, com ele e Ricardo Coutinho para o Senado.

Dever de casa

O deputado Veneziano fez referências à tese do lançamento de candidatura própria a governador: “Temos nós na figura do ex-governador a opção. Cabe a ele assim apresentar-se, e criar as condições para que essa candidatura seja vista” como tanto.

Muito mais

O ´V´ acrescentou que Maranhão “é um nome de peso e de qualidade. Mas não apenas isso é suficiente para que cheguemos em 2018 com uma candidatura definitiva”.

Calejado

Ao se deparar com os jornalistas, na sede peemedebista, José Maranhão fez valer a sua longevidade na seara política para tratar da tese da candidatura própria e de seu nome para essa ´missão´.

Combativo

“Eu sou um homem de luta. Não estou reivindicando isso como uma obsessão. Mas coloco o meu nome à disposição”, declarou Zé.

Relativo

Sobre a aproximação com Luciano Cartaxo, JM disse que a ´tese´ da candidatura própria não é “o começo nem é o fim. O PMDB não tem uma aliança formal com quem quer que seja”.

E adendou sobre o governador: “Ricardo quis impor condições que o PMDB não pode aceitar”.

Anestésica

O que está por trás da reunião do PMDB é o ´pacto das aparências´. À falta de uma equação política que contemple todas as alas partidárias nesse instante, e com o desejo comum de se evitar um racha profundo num período ainda distante das urnas, os líderes do partido – por motivações distintas e conflitantes – acharam por bem abraçar a argamassa que poderia uni-los por mais tempo: a proposta de candidatura própria.

O ´TAC´ do PMDB/PB

O armistício do PMDB atende, no momento, ao desejo de Maranhão de manter com mão de ferro o controle da legenda e decidir como participar das eleições no ano que vem, provavelmente engrossando a ´frente das oposições´.

Por outro lado, nutre a expectativa da dissidência interna de conquistar, ao final do ano, o controle partidário e trazer o PMDB de volta, formalmente, à base governista estadual.

Enfim, não há espaço para amadores no partido.

O que Cartaxo está achando do ´tom´ de Romero?...

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