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Arimatéa Souza

quarta-feira, 26/12/2018

Apelo à fraternidade

Exortações natalinas

Merecem resgate (e realce) alguns trechos dos pronunciamentos feitos pelo papa Francisco nas cerimônias dos últimos dias, alusivas ao período natalino.

É o que segue, começando por sua confraternização com o pessoal da Cúria Romana (a burocracia da Igreja Católica).

Turbulências

“No mundo turbulento, a barca da Igreja viveu este ano e vive momentos difíceis, sendo acometida por tempestades e furacões.

Avante

“Entretanto, a esposa de Cristo prossegue a sua peregrinação entre alegrias e aflições, entre sucessos e dificuldades, externas e internas. Com certeza, as dificuldades internas continuam sempre a ser as mais dolorosas e destrutivas.

Erradicação

“Desde há vários anos que a Igreja está seriamente empenhada em erradicar o mal dos abusos.

Abominável

“(existem homens consagrados) “que cometem abomínios e continuam a exercer o seu ministério como se nada tivesse acontecido. Não temem a Deus nem o seu juízo, mas apenas ser descobertos e desmascarados.

Sem trégua

“Fique claro que a Igreja, perante esses abomínios, não poupará esforços fazendo tudo o que for necessário para entregar à justiça toda a pessoa que tenha cometido tais delitos. (…) Esta é a opção e a decisão de toda a Igreja.

Agradecimento

“Agradeço o trabalho dos jornalistas que foram honestos e objetivos e que procuraram desmascarar esses lobos e dar voz às vítimas. Por favor, ajudemos a Santa Mãe Igreja na sua tarefa difícil que é reconhecer os casos verdadeiros distinguindo-os dos falsos, as acusações das calúnias, os rancores das insinuações, os boatos das difamações.

Traição

“De boas intenções, o inferno está cheio (…) São pessoas que traem a sua vocação, o seu juramento, a sua missão, a sua consagração a Deus e à Igreja; aqueles que se escondem, por detrás de boas intenções, para apunhalar os seus irmãos e semear joio, divisão e perplexidade; pessoas que sempre encontram justificações, até lógicas e espirituais, para continuar a percorrer, imperturbáveis, o caminho da perdição.

Superação

“A Igreja sairá dessas tribulações ainda mais bela, purificada e esplêndida”.

Dia 24

Na ´Missa do Galo´, na véspera do Natal, a síntese do que disse Francisco.

Encontro

“O Senhor marca encontro com a humanidade na ´casa do pão´ (Belém) para oferecer o alimento que dá vida, porque aqueles do mundo não saciam o coração.

Voracidade

“O homem tornou-se ávido e voraz. Para muitos, o sentido da vida parece ser possuir, estar cheio de coisas. Uma ganância insaciável atravessa a história humana, chegando ao paradoxo de hoje em que alguns se banqueteiam lautamente enquanto muitos não têm pão para viver. Belém é o ponto de viragem no curso da história. Lá Deus, na casa do pão, nasce numa manjedoura; como se quisesse nos dizer: Estou aqui ao vosso dispor, como vosso alimento.

Descoberta

“Deus não dá uma coisa, mas Se dá a Si mesmo. Em Belém, descobrimos que Deus não é alguém que agarra a vida, mas Aquele que dá a vida.

Atemporal

“No Natal recebemos Jesus, Pão do céu na terra, um alimento sem data de validade e que ajuda a mudar o nosso coração, já que o centro da vida não é mais o “eu, faminto e egoísta”, mas Jesus, que nasce e vive por amor.

Questionamento

“Nesta noite, chamados a ir até Belém, casa do pão, nos interroguemos: qual é o alimento de que não posso prescindir na minha vida? É o Senhor ou outra coisa qualquer? (…) Será verdade que preciso de tantas coisas, de receitas complicadas para viver?

Comunhão

“Quais são os contornos supérfluos de que consigo prescindir para abraçar uma vida mais simples? (…) No Natal, reparto o meu pão com aqueles que estão sem ele?”

Ativo

“A nossa vida pode ser uma expectação (espera), em que a pessoa, mesmo nas noites dos problemas, se confia ao Senhor e O deseja; então receberá a sua luz. Ou então uma pretensão, na qual contam apenas as próprias forças e meios; mas, neste caso, o coração permanece fechado à luz de Deus. O Senhor gosta de ser aguardado e não é possível aguardá-Lo no sofá, dormindo.

Caminhada

“ ´Vamos a Belém…´ (Lucas 2, 15): Assim disseram e fizeram os pastores. Também nós, Senhor, queremos vir a Belém. O caminho, ainda hoje, é difícil: é preciso superar os cumes do egoísmo, evitar escorregar nos precipícios da mundanidade e do consumismo. Quero chegar a Belém, Senhor, porque é lá que me esperas. E me dar conta de que Tu, colocado numa manjedoura, és o pão da minha vida.

Carência

“Preciso da terna fragrância do teu amor, a fim de me tornar, por minha vez, pão repartido para o mundo. Toma-me sobre os teus ombros, bom Pastor: amado por Ti, conseguirei também eu, amar, tomando pela mão os irmãos”.

Dia 25

Francisco, na mensagem do dia de Natal ´Urbi et Orbi´(à cidade de Roma e ao mundo), ontem.

Sinal

“Como os pastores, os primeiros que acorreram à gruta, ficamos maravilhados com o sinal que Deus nos deu: Um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.

Significado

“O que aquele Menino, que nasceu para nós da Virgem Maria quer nos dizer neste dia­­? Qual a sua mensagem universal? Ele nos diz que Deus é um bom Pai e nós somos todos irmãos. Esta verdade está na base da visão cristã da humanidade.

Imprescindível

“Sem a fraternidade que Jesus Cristo nos concedeu, os nossos esforços por um mundo mais justo não têm sentido e até os nossos melhores projetos correm o risco de se tornar sem alma.

Revelação

“Jesus veio revelar o rosto de Deus a todos os que procuram. O rosto de Deus manifestou-se em um rosto humano, concreto; não sob a forma de um anjo, mas de homem, nascido em um tempo e lugar concretos.

Indicação

“Assim, com a sua encarnação, o Filho de Deus nos indica que a salvação passa através do amor, da hospitalidade, do respeito pela nossa pobre humanidade, com a sua variedade de etnias, línguas, culturas. Mas, todos somos irmãos em humanidade!

Súplica 

“Meu pensamento vai, de modo particular, aos nossos irmãos e irmãs que celebram a Natividade do Senhor em contextos difíceis, para não dizer hostis, especialmente onde a comunidade cristã é uma minoria, por vezes frágil ou desconsiderada. Que o Senhor conceda a eles e a todas as minorias, a graça de viver em paz e ver reconhecidos os seus direitos, sobretudo a liberdade religiosa”.

Vida fraternal

Prece final: “Que todos nós possamos receber a paz e o conforto do Nascimento do Salvador, para que, sentindo-nos amados pelo único Pai celeste, possamos nos reencontrar e viver como irmãos!

Ajustes no secretariado...
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