Arimatéa Souza

quarta-feira, 29/05/2019

Aparte de um confrade

A ´folga´ que não planejei

Ao final do seu discurso de acolhida por ocasião de minha posse na Academia de Letras de Campina Grande, na noite de segunda-feira, o acadêmico e professor Ailton Elisiário surpreendeu a todos, notadamente este colunista, ao entregar uma das edições seguintes de Aparte, por ele escrita.

É o que segue, com o agradecimento público pela deferência.

Primeiras Palavras

O templo das letras campinenses está em festa. Um novo membro é recebido e virá a gozar os loiros da imortalidade.

Posse

O jornalista Arimatéa Souza tomou posse no dia de ontem na Cadeira 17 da Academia de Letras de Campina Grande, que tem por patrono o professor, historiador, jornalista e político alagoa-novense Manoel Tavares Cavalcanti.

Ocupantes

Tendo como fundador da Cadeira o escritor e ex-governador Ernani Sátyro, Arimatéa Souza é o terceiro ocupante da Cadeira 17, sucedendo ao professor, jornalista e escritor José Stênio de Lucena Lopes.

Solenidade

A solenidade aconteceu no Auditório do Forum Afonso Campos, que é patrono da Cadeira 1 da Academia, reunindo jornalistas, escritores, familiares e amigos do novel acadêmico, numa cerimônia bastante concorrida.

Abertura

A sessão de posse foi presidida pelo acadêmico Josemir Camilo que apontou a recomposição gradativa do quadro de membros efetivos da Academia.

Juramento (1)

Arimatéa prestou o Compromisso de Acadêmico, lendo-o de viva voz e assinando o termo respectivo, juntamente com o Presidente e Secretário da Academia.

Juramento (2)

Esta é a fórmula do compromisso assumido por Arimatéa: “Prometo exercer a arte de escrever e falar com dignidade e independência, no julgo do meu livre pensamento; observar os mais ricos princípios éticos e os da educação, de forma que eu possa contribuir no processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento intelectual e moral do ser humano.

Juramento (3)

“Prometo defender o Estado Democrático, os direitos humanos, a justiça social e o aprimoramento da cultura em geral. Assim, nunca me servirei desta arte para corromper os costumes ou favorecer o ilegítimo, pois, cumprindo fielmente este juramento solene, desejo gozar de boa reputação entre os homens, entre a sociedade civil e cultural que pertenço, para minha felicidade, de minha família e de minha Pátria, sob as bênçãos de Deus.

Juramento (4)

Prometo, também, esforçar-me com toda a dedicação e zelo, pelo engrandecimento da Academia de Letras de Campina Grande e pela fiel observância de seus estatutos e regimento”.

Veste Talar

O empossado foi revestido com a opa, a veste talar de uso dos acadêmicos em suas reuniões, por sua esposa Rosa Lúcia, que o ladeou em lugar especificamente reservado para o casal.

Comenda

Foi também condecorado com a Comenda “Ad Immortalitatem”, recebendo-a das mãos de seu filho, Tiago Souza.

Membro Efetivo

Das mãos da professora Margarida Rocha, Arimatéa recebeu o diploma de Membro Efetivo da Academia.

Cerimonial

Ainda em sua homenagem, o cerimonial foi conduzido por sua filha, jornalista Deborah Souza.

Saudação

Arimatéa foi recepcionado pelo ex-presidente da Academia, o acadêmico Ailton Elisiário que, no seu discurso de saudação ressaltou o estilo jornalístico-literário de Arimatéa.

Jornalirismo

O acadêmico saudante acentuou que apesar da perda de espaço da literatura no jornalismo convencional, o novel acadêmico cultiva este recurso humanizando a notícia.

Da boca de…

O acadêmico Ailton Elisiário ressaltou no seu discurso: “Entretanto, o que o identifica fortemente, impingindo-lhe uma marca indelével no jornalismo, é a sua Coluna Aparte que criou em 1991 e a mantém até os dias de hoje”.

Genialidade

Continuando disse Ailton Elisiário: “Em breves alocuções atualiza todos os leitores em rápidos lances de olhar, em sintonia com a celeridade da vida, mas sem perder um certo aprisionamento do leitor à informação da sucessão dos fatos, pela indagação que deixa no ar para sua especulação. Uma forma artificial de criar fidelidade de leitura à coluna pelo não esgotamento da informação dos fatos e aguçamento da curiosidade do leitor. Genial!”

Discurso (1)

No seu discurso de posse Arimatéa fez o elogio aos seus predecessores, discorrendo sobre a vida e a obra deles.

Discurso (2)

Relembrou momentos marcantes de sua vida e agradeceu a várias pessoas que em tempos e modos diversos o fizeram integrar a Academia.

Discurso (3)

Falou de sua alegria em poder integrar o quadro de membros efetivos da Academia, comprometendo-se a tudo fazer pelo fortalecimento dessa casa de cultura.

Academia

A Academia de Letras de Campina Grande, desde a sua fundação em 1981, que luta por conquistar a sua sede própria, sem ver ressoar até os dias de hoje o eco do seu grito.

Desafios

O presidente Josemir Camilo ressaltou como desafio principal da Academia a conquista de sua sede própria.

Resiliência

A música “Canto de um Povo de um Lugar”, de Caetano Veloso, tem esse verso: “Todo dia o sol levanta / E a gente canta / Ao sol de todo dia”.

Garcia Márquez

Muitos jornalistas citam uma célebre frase do escritor Gabriel Garcia Márquez. Ele disse: “o jornalismo deveria ser mais poético e a literatura mais informativa”.

Quando a Academia de Letras terá o seu Jardim de Academus, para honra e glória da cidade?...
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