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Arimatéa Souza

quarta-feira, 09/10/2019

Aparência de normalidade

Bisonho, codinome ridículo

Presidente Jair Bolsonaro, na manhã de ontem, ao falar com um anônimo correligionário na saída do Palácio da Alvorada: “O deputado Luciano Bivar (PE) “está queimado pra caramba (…) Esquece o PSL”.
Ao observar que o anônimo correligionário (era um filiado ao PSL em Pernambuco) havia filmado o diálogo, Bolsonaro apelou: “Ó cara, não divulga isso, não. O cara (Bivar) está queimado para caramba lá. Vai queimar o meu filme também. Esquece esse cara, esquece o partido”.

Situando

Luciano Bivar é o presidente nacional do PSL, e tem como vice o deputado paraibano Julian Lemos.

Balas trocadas

Tarde de ontem, delegado Waldir (GO), líder do PSL na Câmara Federal:  “Como você fala do quintal alheio se o seu quintal está sujo? As candidaturas em Minas Gerais e Pernambuco estão sendo investigadas. Mas o filho do presidente também”.

Da boca de…

“… Eu não acho que pelo fato de ter tido essas discussões, esses entreveros do partido, eu tenha mudado minha opinião. Ricardo é um grande gestor. Ele ser candidato seria a melhor coisa para João Pessoa. Não tenho nada contra a pessoa do governador…” (governador João Azevedo, em entrevista à TV Arapuan).

Estancadas

O senador Veneziano disse ontem que, ao longo dos últimos dias, “não temos observado sinalizações para discutir” alternativas para se contornar a crise interna no PSB paraibano.

Afunilou

“O tema chegou ao limite, no qual só duas pessoas podem resolver: João Azevedo e Ricardo Coutinho”, diagnosticou o socialista, acrescentando que pessoalmente “não tem mais como apresentar novas sugestões”.

Desproporção

O ´V´ entende que “os motivos que levaram à situação atual são bem menores” que as convergências que aproximaram ao longo dos últimos anos João e Ricardo.

Potencial

No tocante à sucessão campinense, Veneziano avaliou que os nomes cogitados no âmbito das oposições “são suficientemente fortes e competitivos, e não preciso estar me apresentando como candidato”.

´Regra três´

Mas ressalvou que “se ninguém se apresentar (para a disputa), eu vou. Mas isso será a última hipótese”.

Sem filtros

Questionado se essa sua postura poderia ser traduzida como a fixação da tese da candidatura única nas oposições como precondição para concorrer em 2020, o senador respondeu que “não faço condicionantes”.

A caminho

Deverá ser entregue, ainda esta semana, na Assembleia Legislativa, a proposta da LOA (Lei Orçamentária Anual) de 2020 do governo estadual.

O detalhe

A relatoria da LOA deverá ser entregue ao deputado Tião Gomes (Avante).

O que é…

Primeiro convidado a falar na reunião de ontem da bancada federal paraibana em Brasília, João Azevedo fluía sobre as prioridades do Estado em termos de investimentos e, a certa altura, falou sobre a construção do centro de convenções para Campina Grande.

… Alcaide?

Nos ecos de ´Campina Grande´, o prefeito Romero Rodrigues, que estava distraído e ao lado do governador, puxou rapidamente o microfone, como se desejasse interromper a fala do socialista.

É para parar?

E João, informalmente, perguntou se Romero estava querendo ´cassar´ a sua palavra.

Foi um sorriso geral, descontraindo o ambiente.

Tempero

O deputado Efraim Filho (DEM), coordenador da bancada, realçou que a inesperada intromissão foi justamente quando falou sobre Campina.

Equívoco

O prefeito campinense pediu desculpas aos presentes, argumentando que pensava que os microfones eram individualizados, e que a sua intenção – em assim sendo – era deixá-lo posicionado, já que falaria logo depois.

A reunião seguiu com os ´espíritos´ bem mais desarmados.

 Da boca de…

“… Sempre acreditei que, na relação profissional com tão notória figura, estava exposto, no máximo, a petições mal redigidas, em que a pobreza da língua concorria com a indigência da fundamentação técnica…” (Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, sobre o ex-procurador geral da República Rodrigo Janot, que revelou a intenção de matá-lo, há alguns anos, nas próprias dependências do STF).

Rapidez

Durou exatos 3 minutos e 11 segundos o pronunciamento do vereador Renan Maracajá (DC), ontem, na tribuna da Câmara campinense, após ter passado algumas semanas recolhido, por força da Operação Famintos.

Inocência

“Devo dizer que de tudo que sou acusado, eu sou inocente. E irei provar a minha inocência na justiça, que é o foro adequado para discutir se os fatos apresentados pelo Ministério Público Federal são verdadeiros”, introduziu o edil.

Nada a declarar

Ao cabo dessa premissa, o vereador avisou “de maneira que não irei tecer comentários, tampouco usarei dessa tribuna para tratar sobre o meu processo judicial”.

Etapas

Renan avançou: “Devo dizer que confio primeiramente em Deus, e na justiça. E irei provar a minha inocência, no momento adequado. Em seguida, prestarei contas à população de tudo aquilo que estou sendo acusado”.

Preparado

“Quero informar, em respeito às instituições judiciais, que estou de cabeça erguida para responder a todos os fatos do processo”, acrescentou.

Autômato

Quem aguardava um discurso passional e/ou emocionado, errou redondamente.

Pelo menos na aparência, o Renan que estava na tribuna era frio, buscando revestir de normalidade um fato que marca o seu mandato e a história do parlamento municipal.

Coisas desplugadas

Não houve apartes (intervenções de outros vereadores). Apenas a vereadora-presidente Ivonete Ludgério (PSD) disse-lhe “seja bem vindo de volta”.

“Eu sempre tentei explicar que o mandato de vereador nada tem a ver com o processo que você (Renan) vai enfrentar na justiça, e com certeza você vai sair vencedor”, adendou Ivonete.

O deputado Julian Lemos acompanha Bolsonaro se ele deixar o PSL?...
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