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Arimatéa Souza

quinta-feira, 21/01/2021

Antídoto ao desemprego

´Sessão da Tarde´

Uma cena impensável e tosca foi contemplada pelos telespectadores da TV Correio, na tarde de ontem.

O insólito Ney Suassuna, ex-senador e suplente no exercício do mandato – assumiu a cadeira no ano passado, em substituição ao titular Veneziano Vital (MDB) –, verbalizou na tela o (presumível) desejo de recuperação ao seu colega de Senado – e parceiro de longas datas de campanhas políticas – José Maranhão (MDB), que está internado em São Paulo.

“Faço minha preces para que ele se reanime o mais rápido possível; se recupere e esteja aqui (Senado) fazendo o papel dele, que é um papel que o povo paraibano lhe delegou”, declarou Ney.

Até aí, tudo dentro do esperado.

Surreal

Ocorre que enquanto escutava a pergunta seguinte do jornalista Hermes de Luna, Ney esqueceu que a conversa acontecia em áudio e vídeo e mostrou o dedo central (´maior de todos´) num gesto ridículo, que desdisse tudo o que verbalizou.

Remendo

Em Nota divulgada posteriormente, a assessoria de Ney argumenta que “o senador gesticulou com a mão direita ao reclamar da entrada de um assessor na sala onde concedia a entrevista. Qualquer outra interpretação do vídeo significa um atitude maliciosa”.

Erro esférico

Na verdade, foi um gesto aviltante pelo cargo que ocupa, pela alardeada amizade com Zé, e sem contar o fato de Ney ter formação como professor.

No mínimo

Além do mais – subtraída a figura de Maranhão -, foi algo agressivo e deseducado para com o telespectador.

Retrovisor

Esse gesto com o ´dedo´ remonta ao período a.C (antes de Cristo).

Canibal

Conforme as enciclopédias, esse gesto com o dedo é “uma variação de uma estratégia agressiva de alguns primatas, que mostravam o pênis ereto a seus inimigos como uma forma de intimidá-los”, destaca publicação do grupo Abril Cultural.

Serviço

Veja aqui o gesto de Ney Suassuna – e não o devolva!

Canetada

O Semanário Oficial da Prefeitura de Campina Grande publicou várias nomeações feitas pelo prefeito Bruno Cunha Lima (PSD) para cargos de confiança e/ou assessoramento, como também para composição do Conselho Municipal de Educação.

Retaguarda

Um dos nomeados é Alcindor Villarim Filho para a Coordenadoria de Articulação Política, para interação com os demais poderes e instituições da sociedade civil, notadamente com o Legislativo.

O detalhe

Os atos estão reproduzidos no PARAIBAONLINE.

Veja aqui.

Menções

O governador João Azevedo (Cidadania) fez dois comentários acerca da participação – ao mesmo tempo polêmica, oportunista e decisiva – do governador de São Paulo, João Doria (PSDB) no desencadeamento do processo de imunização contra a Covid 19 no Brasil.

Ei-los.

 

Relativização

“Se não tivesse havido esse esforço, nós não estaríamos aqui (com a vacinação), porque a vacina hoje do Brasil é a vacina que vem do (Instituto) Butantan. Eu vejo isso com muita naturalidade. Não faz a menor diferença e não traz o menor problema para o governador da Paraíba ver que o governador Doria num ato simbólico de vacinação.

Mérito

“Todos nós sabemos que essa vacina (CoronaVac) estava praticamente fora do processo. A luta foi dos governadores junto com o governador Doria, evidentemente, porque ele faz parte da federação. Foi ele que fez com essa vacina estivesse disponível. Vai salvar 6 milhões de brasileiros com essas doses que estão sendo distribuídas no Brasil”.

´Degelo´

O prefeito Bruno Cunha Lima esteve reunido, anteontem, com a bancada situacionista no Legislativo campinense.

´Exorcismo´

A denúncia da ex-prefeitável e ex-candidata a vice-prefeita de Campina Grande, Tatiana Medeiros (MDB), dando conta de desobediência à determinação federal sobre os grupos prioritários para imunização da Covid 19, com a possível interferência de correligionários do prefeito Bruno, recrudesceu as ´rusgas´ da campanha eleitoral do ano passado.

Calúnia

Bruno (BCL) respondeu à ex-concorrente nas redes sociais: “A Paraíba não é só a terra onde o sol nasce primeiro. É também o lugar onde as eleições nunca terminam”.

BCL disse estar sendo alvo de “uma denúncia caluniosa”.

Quem duvida?

“Quem me conhece sabe que não admito ´jeitinhos´ ou acordos obscuros. A prova é que não aceitei propostas feitas quando ainda era pré-candidato. Talvez isso incomode até hoje e tanto quanto o resultado das urnas. Se duvidarem, volto ao assunto”, acrescentou.

Da boca de…

“… Não me diga que as coisas não podem mudar…” (Joe Biden, no discurso de posse como presidente dos Estados Unidos).

Prorrogação

O Ministério da Fazenda volta a cogitar a possibilidade de renovar o Programa de Preservação de Renda e do Emprego, que possibilita a suspensão de contrato e a redução de jornada e salário do trabalhador, como forma de atenuar a esperada elevação nos níveis de desemprego para os próximos meses.

O custo pesando

A dúvida reside no custo anualizado desse programa, estimado em quase R$ 52 bilhões.

No ano passado – números ainda não totalizados – 9 milhões 838 mil empregados adentraram nesse programa, juntamente com 1 milhão 464 mil empregadores.

Ajuste no dito popular: o ´dedo´ gesticula do que o coração está cheio...
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