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Arimatéa Souza

terça-feira, 17/03/2020

Antes do anúncio, pesquisa

Disfuncionalidade

Partamos de uma premissa: o presidente Jair Bolsonaro é imprevisível e inconsequente. Mais do que um juízo de valor, essa constatação é algo substantivo.

Mas, no final de semana, ele transbordou ao avançar sobre um item sensível e perigoso: a saúde pública, e em época de pandemia.

Em enredo inimaginável, o presidente destoou da orientação de seu próprio governo, que – diga-se de passagem – tem atuado com competência na gestão da crise do coronavírus, e se permitiu interagir com populares, mesmo estando em estágio de quarentena.

Garimpo

A extremada irracionalidade presidencial levou dois dos principais jornais do País (´Estadão´ e O Globo) a tratarem do tema em suas edições de ontem.

É relevante reproduzir trechos. É o que segue do jornal O Estado de São Paulo.

Referencial
“Os governantes não são apenas gestores de recursos públicos; antes, são líderes políticos que devem ser a referência de sobriedade e determinação em momentos de incerteza, quando a voz respeitada da moderação deve se sobrepor ao alarido irresponsável da confusão.

Divisor

“Assim, são justamente turbulências graves como esta causada pelo coronavírus, com consequências tão amplas quanto imprevisíveis, que separam os estadistas dos políticos medíocres.

Liderar

“Os primeiros são aqueles que sabem preparar seus governados para os inevitáveis sacrifícios que certamente terão de ser feitos nos próximos tempos, em razão do impacto econômico e social da crise.

Disfarce

“Já os segundos são aqueles que mobilizam a opinião pública com assuntos irrelevantes ou apenas polêmicos, muitas vezes com o objetivo de esconder sua incapacidade de governar e lidar com problemas dessa profundidade.

Convergência

“No primeiro caso, os estadistas, por se interessarem genuinamente pelo futuro e o bem-estar da nação, conseguem atrair o apoio mesmo de quem deles pensa diferente, com o objetivo de superar eventuais divergências e unir esforços para fazer o que é necessário.

Em falta

“Infelizmente, o mundo em geral, e o Brasil em especial, enfrenta uma escassez de estadistas e um excesso de governantes despreparados, não apenas do ponto de vista da administração, mas, sobretudo, sob o aspecto da liderança.

Deturpação

“Nestes tempos de vulgaridade militante, confunde-se liderança política com capacidade de arregimentar seguidores em redes sociais. Quanto mais barulhentos e irracionais forem os discursos desses oportunistas, maior é o engajamento de quem prefere a ofensa ao diálogo.

“Tribalismo”

“Pouco importa, no ambiente tóxico das redes, se esse tipo de liderança é eficiente para conduzir o País a bom porto; ali, o que interessa é apenas alimentar o tribalismo e, assim, estigmatizar, muitas vezes em termos violentos e impublicáveis, quem tem outra opinião.

Vacância

“No Brasil, o cargo de estadista está vago, pois temos um presidente que não está à altura nem do cargo nem dos desafios que se lhe apresentam.

Redirecionamento

“Na tempestade perfeita que une um governo perdido, uma atmosfera de discórdia, uma economia letárgica e um vírus descontrolado, urge parar de perder tempo com tolices extremistas, produzidas pelo submundo delinquente da internet, e concentrar esforços para mobilizar a opinião pública contra o nosso grande e resiliente inimigo: a mediocridade”.

Exame…

Ainda ontem, o ex-ministro da Justiça e jurista Miguel Reale Jr. defendeu que o Ministério Público peça que o presidente Jair Bolsonaro seja submetido a uma junta médica para saber se ele teria sanidade mental para o exercício do cargo.

… Mental

“Seria o caso de submetê-lo a uma junta médica para saber onde o está o juízo dele”, reforçou.

Fim de noite

O empresário e prefeitável Artur Bolinha Almeida (PSL) é o entrevistado de hoje no programa ´Ideia Livre´ da TV Itararé – canal 18.1. Começa às 22h.

Meio…

Ao cabo da reunião realizada no final de semana passado, o PT da Paraíba tomou uma posição híbrida com relação ao governo João Azevedo (Cidadania): não deixa a gestão, mas não a apoiará politicamente.

… Termo

“Nós temos uma responsabilidade com o governo de João por dois fatores fundamentais. Primeiro, porque nós ajudamos a elegê-lo. Ele foi eleito com a ajuda do PT, incluindo a participação do partido na chapa majoritária. E segundo, porque entendemos que o Nordeste é uma trincheira de resistência ao bolsonarismo, e a Paraíba faz parte deste projeto de resistência”, asseverou Jackson Macedo, presidente do PT/PB.

Da boca de…

“… Hoje eu estou plenamente convencido: o coração não palpita mais quando falo sobre a possibilidade de ser candidato a prefeito de Campina…” (senador Veneziano Vital, PSB, ao descartar, outra vez, disputar as eleições deste ano).

Divorciados

Certamente um dos desafios da nova diretora do INSA (Instituto Nacional do Semiárido), Mônica Tejo Cavalcanti, é encurtar o fosso que existe entre a cidade que lhe serve de sede (Campina Grande) e esse órgão federal.

´Batismo´

Entrou no ar no domingo o canal pago (exclusivamente de notícias) CNN Brasil, que tem como principal acionista no País a incorporadora MRV.

O detalhe

A CNN internacional, com sede nos Estados Unidos, tem correspondentes em 212 países.

Duas métricas

Em entrevista dada ontem, o prefeito Romero Rodrigues (PSD) informou que em abril deverá divulgar o nome do candidato a prefeito de seu agrupamento político.

Ele realçou que as pesquisas contratadas – para balizar a escolha – vão espelhar os prefeitáveis de maneira qualitativa e quantitativa.

O PP ofereceu legenda a um prefeitável campinense?...
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