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Arimatéa Souza

sábado, 07/12/2019

Afinar os ponteiros

Em busca da polarização

O ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) voltou a fustigar, ontem, o governador João Azevedo (sem partido): “João, infelizmente, entrou para a história da Paraíba na página mais deplorável possível. Ele fez aquilo que não tinha o direito de fazer, porque a ele foi dada uma missão de conduzir um projeto”.

“O importante era a condução do projeto dada a uma pessoa que, em nenhum momento na sua vida, sonhou em ocupar um cargo eletivo, e muito menos um cargo de governador”, acrescentou RC.

Garimpo

Nos tópicos que seguem, um resumo da longa (e leve) sessão especial que a Assembleia Legislativa da Paraíba realizou, quinta-feira última, para a entrega da Medalha do Mérito Empresarial José de Paiva Gadelha ao empresário e chanceler da Unifacisa, Dalton Gadelha.

Foram manifestações suprapartidárias e discursos regados pela emoção.

Criteriosa

Autora da propositura, a deputada Camila Toscano (PSDB) disse que tem por hábito só sugerir comendas na ALPB “quando acho merecido. E essa foi aprovada por unanimidade”.

Referencial

Ela lembrou que a Medalha se destina “aos que fazem a diferença. E o senhor, Dr. Dalton, é uma referência”.

Visionário

A ´tucana´ frisou que a trajetória do homenageado “prova que a educação é a chave para um futuro brilhante”.

Ela fez alusão à indução do empresário José Gadelha para que os seus filhos se educassem, num ciclo histórico no qual “a educação superior era um artigo de luxo, ainda mais no Sertão paraibano”.

Parâmetro

Camila registrou os quase 1.200 colaboradores e aproximadamente 5.500 alunos que tem a Unifacisa, realçando em seguida que Dalton “construiu raízes fortes em Campina Grande”, apesar de vinculação afetiva com a cidade de Sousa.

“Sua trajetória serve de exemplo para as próximas gerações”, arrematou.

Pulsante

Houve a exibição de um vídeo institucional durante a sessão solene, no qual a reitora da Unifacisa (e esposa de Dalton), Gisele Gadelha, ressalta que o seu esposo “é uma pessoa de sensibilidade extrema; um pai companheiro e atento ao desenvolvimento dos filhos”.

“Falar de Dalton é falar de amor à flor da pele”, proclamou.

Retaguarda

O ex-deputado Bruno Cunha Lima (sem partido) fez uso da tribuna e disse que a ALPB “presta uma justíssima homenagem” a Dalton, “que foi adotado por Campina”.

Ele observou que “não existiria essa homenagem a Dalton se não houvesse Gisele”.

Pertinência

Na parte final de sua fala, Bruno reforçou que “é uma das comendas mais justas na ALPB que eu tenho a oportunidade de testemunhar”.

“Há muito tempo o céu não é o limite para a família Gadelha”, finalizou.

Motivador

Irmão do homenageado, o ex-senador Marcondes Gadelha afirmou que “sentimos uma honra imensa” ao tomar conhecimento da instituição da Medalha do Mérito Empresarial com o nome de seu pai, iniciativa que indica “que os seus esforços e a crônica de sua luta serviram de inspiração a todos os que se aventuram no empreendedorismo”.

Lidar com o relógio

Marcondes compartilhou com os presentes três características adicionais de seu pai que prendiam a sua atenção.

A primeira delas foi “o uso do tempo que fazia, dizendo que o segredo era a prioridade”.

Absorção

Outro aspecto era “o conhecimento da natureza humana. Era uma ´máquina´ de absorver informações, apesar de só ter o curso primário”.

“Amigo dele era amigo para sempre”, acentuou Marcondes.

Ponto em comum

Ao se reportar ao irmão homenageado, o ex-senador realçou que “Dalton tem o perfil mais aproximado ao do nosso pai. Nunca vi Dalton se queixar da falta de tempo”.

Propagação

E concluiu: “Nós o temos como um orgulho”, acrescentando que as homenagens têm também o objetivo de propagar ações positivas: “As grandes ações têm que ser apresentadas, sem modéstia”.

Ação social

O deputado estadual licenciado Tovar Correia Lima (PSDB) disse que Dalton e a Unifacisa “têm um trabalho social gigantesco”.

Carência

O deputado Anderson Monteiro (PSC) destacou na tribuna da ALPB que Dalton se constitui “numa inspiração”, num momento histórico no qual “estamos padecendo de uma falta de referências”.

Ele assinalou que a atividade política “nos dá a possibilidade de conviver com pessoas incríveis”.

Ativo

Filho do homenageado, o médico Diego Gadelha revelou que o pai é incansável, e que chega a lamentar quando chega o domingo.

´Tour´

No domingo, ele aproveita a “Campina ensolarada” para visitar os recantos da cidade e “vibrar com o seu crescimento”, como o fez na semana anterior transitando pelo Portal Sudoeste.

Mobilização

O deputado Eduardo Carneiro (PRTB) lembrou aos presentes que a ALPB criou a Frente Parlamentar do Empreendedorismo, justamente por se preocupar com esse importante segmento econômico.

Inspirador

Ele disse que Dalton representa “uma fonte de inspiração”, por “promover transformações sociais” e por seu protagonismo num momento “em que o Brasil perdeu as referências”.

Porta-voz

Lafaiete Gadelha (sobrinho do homenageado e filho do ex-prefeito sousense Salomão Gadelha, já falecido) falou em nome dos colaboradores da Unifacisa.

Lições de…

Ele externou ao plenário e convidados “que nunca vi na minha vida ninguém tão solidário”, e que entendeu com o tio o que vem a ser o mandamento constitucional “da função social da propriedade”.

… Vida

“Dalton nos ensinou que o trabalho deve ser um devotamento. Que o senhor continue nos ensinando a sonhar com o impossível e a chegar lá, como o senhor chegou”, grifou Lafaiete.

Agregar

O deputado Cabo Gilberto (PSL) afirmou que “são pessoas como o senhor que o Estado precisa. Espero que mais empresários ajudem a Paraíba para tirá-la da atual situação”.

Espectador

“Numa reunião com tantos Gadelhas, eu quero é ouvir, e não falar”, comentou rapidamente no plenário o deputado Raniery Paulino (MDB).

Contentamento

O deputado-presidente Adriano Galdino (PSB) começou as suas palavras exteriorizando “a alegria de uma homenagem a uma pessoa que cuida e investe em educação”.

Alerta

Em tom sentimental e emocionado, Galdino recordou os conselhos repetidos que a sua mãe dava a ele e aos irmãos quando criança: “Estudem, caso contrário vão sofrer mais do que a gente (ela e o seu pai)”.

Alavanca

“E pra mim – prosseguiu Adriano – a educação foi a ferramenta que mudou socialmente a minha vida”, servindo igualmente para “superar desafios e preconceitos, porque esse País é muito injusto com quem é pobre”.

“Nada para mim é mais importante do que a educação”, reforçou.

O presidente disse que a ALPB “se curva ao empreendedorismo” de Dalton Gadelha, “com a sua vontade de investir”.

Sabedoria

Numa menção a José de Paiva Gadelha, Adriano ressaltou que “apesar de sua satisfatória condição financeira” àquela época, guiou os filhos para o estudo “e os presenteou com algo que ninguém pode tirar, que é o conhecimento”.

Apelo

“A Assembleia se sente honrada com essa sua homenagem, Dalton. Que Deus continue a lhe abençoar”, enfatizou Galdino, com um apelo adicional: “Faça com que eu sai daqui (após o seu discurso) mais sábio”.

´2º pai´

O chanceler da Unifacisa começou o seu discurso agradecendo “as falas extremamente generosas” que acabara de escutar, entre as quais as de Marcondes, “que eu considero o meu segundo pai”.

Sempre perto

Sobre o ex-deputado Renato Gadelha, igualmente presente, o qualificou como “companheiro de todos os momentos de minha vida”.

Dose dupla

“A gratidão é um sentimento muito nobre. E aqui tenho que agradecer duplamente, pela comenda ter o nome de meu pai, e por ser a primeira pessoa a recebê-la”, acentuou Dalton, para adendar: “É o instante de maior alegria que já desfrutei na minha vida”.

´Meca´

Ao revisitar as suas origens e a adolescência, Dalton recordou que “Campina Grande era tudo que a gente desejava nas nossas vidas”.

Conjunto

Sobre a verve para o empreendedorismo, o chanceler da Unifacisa disse que é preciso aliar essa vocação ao compromisso social, e que é preciso “fortalecer a sociedade”.

Antevisão

“A educação é – e continuará sendo – o maior instrumento de transformação social”, disse o empresário, citando que o seu pai já entendia dessa maneira: “Era um homem que via muito à frente”.

Experiência

Na mesma linha das palavras de Marcondes, Dalton relembrou que o seu pai alertava: “ ´Não olhe para o que eu construí. Isso é passageiro. Cuide de se educar. Educação é um patrimônio que ninguém toma de você nem rouba. E você carrega para onde quiser´. Ele formou os seus nove filhos, numa cidade que nem tinha todo o curso primário”.

Futuro

Aproveitando a seleta e numerosa plateia, Dalton externou que “a nossa preocupação é muito grande com os destinos da Paraíba e de Campina”.

Ele pontificou que “sem investimento na educação básica, continuaremos sendo o de sempre”.

Reprodução

Após enumerar os 10 projetos sociais tocados pela Unifacisa, o chanceler grifou que se deu conta, em determinado momento, “que estava fazendo a mesma coisa que o meu pai fez”.

Risco

Realista, o empresário salientou que “se não conseguirmos transformar a nossa geração agora, amargaremos para sempre o prejuízo a ser causado às futuras gerações, que jamais nos perdoarão”.

Girar o capital

Ele disse que o País atravessa um novo ciclo econômico, no qual os bancos terão obrigatoriamente de sair da especulação financeira para financiar e estimular atividades produtivas.

“Vão deixar de especular!” – bradou.

À procura

A parte final de seu pronunciamento teve um viés motivacional: “Continuo sonhando. Sou um realista esperançoso. Sou um esperançoso eterno, vivo sempre buscando o que fazer e também buscando fortalecer a sociedade, para que a gente cresça juntos e conquistemos a justiça social”.

Questionamento

Dalton reproduziu uma recente conversa que manteve com o professor da UFPE Silvio Meira, um dos articuladores do Polo Digital do Recife. ´Dalton, você é um sonhador/realizador. Qual vai ser o próximo sonho?” – indagou Sílvio.

Reencontro

Ainda Dalton Gadelha: “Não respondi naquela hora, mas respondo aqui para os senhores. Eu não posso realizá-lo, pelo menos nessa dimensão. Porque o maior sonho seria reencontrar o meu pai (José Gadelha). E depois de um longo e afetuoso abraço, na frente dos meus filhos, ouvir dele: ´Meu filho Dalton, o seu suor, assim como o meu no passado, lhe dá honra e paz. Vá em frente e que Deus o abençoe´.”

Sábado é dia de poesia

“… Coisas que a gente se esquece de dizer/ Frases que o vento vem as vezes me lembrar/ Coisas que ficaram muito tempo por dizer/ Na canção do vento não se cansam de voar…” (compositor mineiro Lô Borges).

Sintonia fina

Neste final de semana, o senador Veneziano Vital e o governador João Azevedo vão se reunir para tratar dos ajustes (e adaptações) que farão diante da nova realidade política do Estado, com João agora desvencilhado das amarras partidárias.

Delação ruidosa...
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