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Arimatéa Souza

sexta-feira, 05/03/2021

Acefalia no comando

No plenário

Houve uma troca de ´faíscas´, esta semana, durante sessão da Câmara Federal, entre o presidente Artur Lira (PP-AL) e o líder do Democratas, Efraim Filho (PB), por conta de deslizes regimentais da mesa diretora, publicamente apontados pelo paraibano.

Situando

O ´bate-boca´ ocorreu durante a discussão do projeto que cria o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos.

Protesto

Efraim ficou irritado com a subtração de uma emenda de sua autoria, sob a genérica argumentação de inadequação financeira.

Boa notícia

Os irmãos Eduardo e Ricardo Carlos (Grupo São Braz) já avançaram positivamente na recuperação da Covid-19.

Nenhum dos dois está em UTI.

Genitor

O pai de ambos (empresário José Carlos) segue em gradativa recuperação.

Dar um tempo

O presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rossi (SP), disse ontem na ´Correio FM´ que é recomendável aguardar mais um tempo para a definição do novo presidente do partido na Paraíba, que vai suceder ao ex-senador José Maranhão.

Afunilamento

Ao que tudo indica, essa presidência deverá ser assumida em breve pelo senador Veneziano Vital ou pelo ex-governador Roberto Paulino.

Pra já

O que não vai esperar é a aproximação total do MDB do governador João Azevedo.

Recurso

O vereador Saulo Noronha (SD) ocupou ontem a tribuna da Câmara campinense para cobrar da Procuradoria Jurídica da Casa que recorra contra a decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba que julgou inconstitucional a lei municipal que proíbe a interferência da ‘ideologia de gênero’ nas escolas públicas e privadas de ensino fundamental da cidade.

Miopia

Infelizmente, para nós, brasileiros, o cidadão Jair Bolsonaro não consegue aquilatar a dimensão que tem a ´instituição´ chamada Presidência da República.

Ela encarna a representatividade e a fisionomia de um povo.

Reincidência

Novamente, ontem, o ´capitão´ protagonizou uma fala deselegante, insensível e até afrontosa, durante passagem pelo estado de Goiás. Confira.

“Frescura”

“Chega de frescura, de mimimi. Vão ficar chorando até quando? Temos que enfrentar os problemas. Respeitar, obviamente, os mais idosos, aqueles que têm doenças, comorbidades. Mas onde vai parar o Brasil se só pararmos?

Vizinhos

“Por que vocês não ouvem falar de vacina em países da África? Ou em alguns países aqui da América do Sul? Porque não tem dinheiro. Não tem economia, então não tem vacina. Se nós destruirmos nossa economia, podem esquecer um monte de coisa.

Repto

“O povo quer trabalhar! Venham (governadores) para o meio do povo, conversem com o povo! Não fiquem me acusando de fazer aglomeração, aqui tem aglomeração, em todo lugar tem.

“Porra”

“Quando se fala essa em ´essa atividade é essencial, aquela não´. Atividade essencial é toda aquela necessária para o chefe de família levar o pão para dentro de casa, porra.

“Idiota”

“Tem idiota nas redes sociais, na imprensa, ‘vai comprar vacina’. Só se for na casa da tua mãe! Não tem para vender no mundo!”

Destempero

A verborragia (quase diária) do presidente, insisto, é repugnante: no vernáculo, na grosseria, no desrespeito aos cidadãos.

Na verdade, a milhões de cidadãos.

Ação deliberada

Mas, deploravelmente, é muito mais: é a insistência deliberada num discurso e numa postura abomináveis, que resvala para impensável e inaceitável insensibilidade.

Indiferença

Não se tem notícia – pelo menos não recordo – de um gesto de fraternidade explicita e compenetrada do presidente na direção das centenas de milhares de famílias enlutadas; uma visita sua a um hospital que acolhe paciente com Covid-19.

Coercitivamente

O que há de iniciativa do governo central é quase sempre realizado ´a fórceps´, à base de muita pressão, ou por determinação judicial.

Culpa coletiva     

É justo e necessário pontificar que parte da população tem uma responsabilidade imensa no quadro caótico e desesperador que enfrentamos, porque muita gente está literalmente ignorando o coronavírus e mantendo as rotinas – e principalmente o lazer – individuais inteiramente inalteradas.

Força indutora

Acontece que a representatividade da Presidência da República, acima mencionada, faz uso dessa prerrogativa – e também do segmentado carisma – para encarnar um discurso negacionista que impulsiona (e estimula) os que teimam em pensar que a Covid é uma ´gripezinha´.

Simples…

O vírus tem um modo de propagação singelo e conhecido: é o ritmo da mobilidade e do contato entre as pessoas, sem as medidas de prevenção.

… Assim

Efeito adicional: à medida que o vírus se espalha, a sua reprodução cresce desmedidamente e vai apresentando singularidades – as novas variáveis – que incrementam a sua expansão e tendem a dificultar o seu controle.

Temeridade

Noutra perspectiva, coletivamente estamos fazendo uma aposta temerária e até inconsciente: de que o esgotamento físico e psicológico dos profissionais da saúde que estão na linha de frente do enfrentamento à pandemia, nunca vai chegar a um estágio de exaustão, o que significaria a potencialização do caos na saúde pública.

Ponto de inflexão

O poeta e filósofo romano Horácio – que ´empresta´ o seu nome ao renomado juiz campinense (Horácio Ferreira de Melo Júnior) – ensinou que “há uma medida nas coisas, um limite nas coisas, além do qual o bem não pode subsistir”.

Dolorida evidência

Inegavelmente, o nosso presidente ultrapassou os limites; transbordou na irracionalidade.

No alfabeto, 14 letras separam o B do R. No mundo real?...

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