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Arimatéa Souza

quinta-feira, 18/05/2017

Acabou!

Não sobraram dúvidas

Se o prezado leitor tinha algum angelical resíduo de dúvida sobre o quase completo apodrecimento da classe política brasileira, a proposta de delação de empresários do grupo JBS (Friboi) à força-tarefa da Operação Lava Jato, revelada ontem pelo jornal O Globo, tritura essas expectativas.

Como amador

O calejado político Michel Temer, com a ´pós-graduação´ de presidir o multifacetado PMDB nacional por mais de uma década, teria esbarrado num simplório, mas contundente artifício do dono da JBS.

´Segura o homem´

Falo da gravação da conversa que tiveram, ocasião em que emanou de Temer a recomendação para manter ´sob controle´, pela via da propina, o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que está preso há vários meses em Curitiba(PR).

Ocaso

Na hipótese de essas gravações serem confirmadas e o seu conteúdo vir a público, o Governo Temer, na prática, terá chegado precocemente ao fim.

Esfarela-se

Um governo despido da legitimidade do voto e com um respaldo popular que ´trisca´ a superfície não tem como permanecer de pé, a não ser que se converta num ´zumbi´ ilhado nos palácios brasilienses, incapaz de encarar a luz do sol.

Cenários

Levanta-se à frente de Temer a instalação de um novo processo de impeachment; a reversão da tendência de arquivamento, no TSE, do recurso contra a chapa Dilma-Temer; ou a via unilateral da renúncia.

´Fantasma´

Um aspecto relevante de uma eventual renúncia, que não está na lei, mas é temido: fora do cargo, o destino de Michel Temer seria entregue ao juiz Sérgio Moro.

Sem povo

Há o agravante da falta de soluções institucionais assimiláveis pela opinião pública, até porque a eventual convocação de eleições implicaria num pleito indireto, tendo como votantes deputados federais e senadores.

Sem timoneiro

O fato é que não temos uma liderança nacional que catalise a confiança para liderar o processo de reconstrução e de soerguimento do País.

Borracha

Mas preciso zerar politicamente nossas elites políticas.

Elas estão em decomposição. Começam a feder.

Da boca de…

“… É tarefa do Congresso dar continuidade a essas investigações e o Democratas irá cumprir a sua parte…” (deputado Efraim Filho, líder do DEM na Câmara Federal).

 

Vai endurecer

Além da opção pela continuidade da greve, os professores da UEPB decidiram ontem, em assembleia geral, “adotar ações mais radicais”.

Avanço

Já passam de 50 os veículos que estão rodando em Campina Grande prestando serviços através do aplicativo Uber.

´Preposto´

O deputado-presidente da Assembleia Legislativa Gervásio Maia (PSB) está articulando um nome da família Maia, na região sertaneja, para concorrer a uma cadeira na ALPB, uma vez que postulará, no ano que vem, um mandato de deputado federal.

Convergência

Ao que se informa, está na base da reconciliação o relacionamento (que se encontrava agastado) entre os vereadores campinenses Nelson Gomes Filho (PSDB), Pimentel Filho (PSD) e a atual presidente Ivonete Ludgério (PSD).

Paradeiro

O senador Cássio (PSDB) estava na antessala do ministro da Fazenda, Henrique Meireles, à espera de uma audiência, ontem, quando foi ´detonada´ a nova crise política.

A audiência foi para o espaço.

Codetur

O empresário Álvaro Barros, ex-presidente da Associação Comercial de Campina Grande, foi convidado para assumir a Coordenação de Turismo da PMCG.

Ainda a Lava Jato

O ex-presidente Tancredo Neves – para invocar um bordão recorrente – deve ter se mexido no túmulo nas Minas Gerais.

Ferido…

A proposta de delação premiada dos donos do Grupo JBS mutilou a carreira política de seu neto querido e herdeiro político Aécio Neves (PSDB-MG), cuja sinuosidade comportamental já vinha sendo pontuada há um bom tempo.

… De Morte

Aécio pediu – conforme gravação que teria sido entregue ao Supremo Tribunal Federal – uma propina de R$ 2 milhões aos referidos empresários, com uma justificativa impensável, para não dizer descarada: pagar despesas com sua defesa na Lava-Jato.

Chulo

O encontro ocorreu num hotel de São Paulo, no final de março último, e contém trechos de um linguajar aviltante, digno de mafioso.

Repasse

Joesley: “Se for você a pegar em mãos, vou eu mesmo entregar. Mas, se você mandar alguém de sua confiança, mando alguém da minha confiança”.

Rito sumário

Resposta do Aécio: “Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer delação. Vai ser o Fred (primo do senador) com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho”.

Temer está nu e o PSDB depenado...
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