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Arimatéa Souza

segunda-feira, 17/04/2017

A versão do delator

Análise de conjuntura

Ao comentar o monumental escândalo decorrente da divulgação das delações do Grupo Odebrecht, o cientista político americano Christopher Garmanm, analista de uma consultoria internacional e há muitos anos residente no Brasil, fez as seguintes observações à revista Época.

– “O vencedor das próximas eleições presidenciais será, provavelmente, o candidato contra o atual status quo (estado de coisas).

– O fato de a lista dos investigados ser tão ampla, paradoxalmente, dilui o impacto sobre qualquer indivíduo.

– Os políticos vão sofrer, mas o Brasil não vai parar.

– Mesmo que haja recuperação neste ano e também no ano que vem, a raiva do eleitor contra a classe política não deverá arrefecer”.

Pelotão de frente

De acordo com ´Época´, os políticos mais ´enrolados´ com as delações da Odebrecht são o ex-presidente Lula; o senador Aécio Neves (PSDB-MG); e o senador Romero Jucá, presidente nacional do partido.

Dosagem

Para o ex-senador Vital Filho, o grau de punibilidade é conceituado pela revista como “médio”.

Sobre o senador Cássio, o nível de punição é classificado como “baixo”.

Garimpo

“Entre os políticos acusados (nas delações do Grupo Odebrecht), alguns morrerão para a vida pública – e cabe ao eleitor atirar o último punhado de terra sobre o caixão, no pleito de 2018”.

João Gabriel de Lima, diretor de redação da ´Época´.

Emblemático

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), que está preso, responde por 611 acusações de lavagem de dinheiro.

Naturalidade

“Uma única vez estive com Michel Temer e Eduardo Alves (ex-deputado federal pelo PMDB/RN). Fiquei impressionado pela informalidade com que se tratou do tema´contribuição partidária´, que na realidade era pura propina”.

Márcio Faria, ex-executivo da Odebrecht.

Da boca de…

“… Temos um problema dramático: a sociedade distribui benefícios e direitos a pessoas, principalmente servidores públicos, incompatíveis com a capacidade de crescimento e de arrecadação da economia que suporta a sociedade…” (Samuel Pessoa, economista e professor da Fundação Getúlio Vargas).

“Haja cadeia”

“Se NÓS não fizermos determinadas mudanças, NÓS vamos continuar tendo uma pressão enorme, descontrolada, e aí vai terminar o senhor tendo que colocar o país inteiro na cadeia. Haja cadeia!”.

Empresário Emílio Odebrecht na delação premiada perante procuradores da República.

Rumo a…

No feriado prolongado da Semana Santa, o deputado Gervásio Maia (PSB), presidente da Assembleia Legislativa, descartou de vez postular um mandato executivo no ano que vem.

… Brasília

“Na verdade, a minha agenda é de deputado. Em virtude de ter uma capilaridade grande pelo Estado, já que a nossa base é bastante diversificada, temos apoio em cada canto do Estado, enquanto outros deputados têm apoio regionalizado”, situou.

 

Relutância

Conforme reportagem na revista Exame, o ex-diretor superintendente na Bahia do grupo Odebrecht, Alexandre Barradas, afirmou, em acordo de delação premiada, que o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) foi o “único que relutou em relação ao caixa dois”.

Imputação

CCL é acusado de receber R$ 800 mil não declarados para a sua candidatura ao governo da Paraíba, em 2014.

Diálogo

“Ele (Cássio) foi o único desses todos que disse: ‘poxa, mas não tem como fazer?’. Eu disse: ‘olha, nós não temos outra opção’. Ele relutou, mas não teria opção”, conta Barradas.

Contraponto

Um dos investigadores presentes no depoimento, então, rebateu: “Ele tinha opção, poderia ter recusado”.

Intenções

Segundo Barradas, a doação ao então candidato a governador tinha objetivo receber como contrapartida a possibilidade de realizar obra de saneamento na Paraíba, que não contava com o apoio do governador Ricardo Coutinho.

Gesto

Ao decidir fazer oposição a Coutinho, já em 2014, Cunha Lima sinalizou a Barradas que contava com a “ajuda” da Odebrecht.

Sem pedido

“Seria inverdade dizer que ele me pediu dinheiro, mas mostrou a sua necessidade de ter ajuda e ajuda financeira”, declarou o delator.

Instável

Barradas contou que conversou “rapidamente” com Cássio em seu gabinete, no Senado, entre março e abril de 2014, para informar que a empresa estava disposta a fazer a doação, mas que só poderia ser realizada via caixa dois.

“Eu me lembro que o senador ficou um pouco inseguro”, disse Barradas aos procuradores.

Encontros

Os dois teriam se encontrado outras três ou quatro vezes, geralmente no Senado, porém a entrega da quantia, parcelada em duas vezes de R$ 400 mil, teria sido feita a um funcionário do senador chamado Luís, em um hotel de Brasília.

Apelidos

Barradas informou ainda que o senador ganhou dois apelidos, “trovador” e “prosador”, pois o pai do parlamentar Ronaldo Cunha Lima, era um “grande poeta”.

Sem enriquecimento

Em nota à revista, o tucano disse que recebeu uma doação da Braskem na campanha de 2014. “Essa doação foi devidamente declarada na minha prestação de contas. O meu patrimônio é absolutamente compatível com a minha renda e eu nunca usei de quaisquer dos meus mandatos para enriquecer ilicitamente. Quando prefeito de Campina Grande e governador da Paraíba, jamais tive uma obra pública executada pela Odebrecht. Tem que investigar, sim! Investigar até o fim! E investigar imediatamente!”, declarou.

 

Anotem este nome: João Pacífico, ex-executivo da Odebrecht...

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