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Arimatéa Souza

terça-feira, 25/06/2019

A solidão de “Chico”

Saques à Petrobras

Vale a pena reproduzir, nesse rescaldo do feriadão de São João, trecho de recente artigo do sociólogo Demétrio Magnoli no jornal Folha de São Paulo.

“À sombra de Lula, a Petrobras foi saqueada. A Lava Jato prestou serviços valiosos à nação, expondo máfias políticas e empresariais dedicadas à pilhagem sistemática de recursos públicos”.

 

Temeridade

Segue: “Mas, agora sabemos, desviou-se pelos atalhos do arbítrio. Não há inimigo mais letal do combate à corrupção do que juízes e procuradores dispostos a flexibilizar a lei em nome da causa.

Vácuo

“A semente da perseguição judicial de adversários políticos deve ser erradicada antes que germine. Um governo decente afastaria Sérgio Moro sem demora, mas não temos nada parecido com isso”.

Alternativas

O PSL na Paraíba – pelo menos o núcleo que o dirige – trabalha com dois nomes para disputar a prefeitura campinense no ano que vem: empresário Artur Bolinha Almeida ou o ex-deputado Bruno Cunha Lima.

Aproximação

Dias atrás, em entrevista à Rádio Caturité FM, o deputado federal Julian Lemos (PSL) comentou que “o Bolinha (Artur) é um excelente nome. Se não fiz o convite, eu farei. É um empresário de nome que tem resultados a mostrar, sobretudo para a economia da Paraíba”.

Espelho

O ´Estadão´ traçou o perfil do deputado paraibano Aguinaldo Ribeiro (PP): “É ministro de louvor da Igreja Batista do Lago Norte, área nobre de Brasília, onde mora numa casa de 400 metros quadrados, R$ 13 mil mensais de aluguel, com a mulher e as duas filhas”.

Bens

Segue o jornal: Ribeiro tem um patrimônio de R$ 6 milhões.

“Tudo declarado no Imposto de Renda e na Justiça Eleitoral”, garantiu.

Cotação

Ele explicou o crescimento ano a ano pela valorização dos imóveis no mercado.

Ponderado

Conforme o jornal, “é um sujeito tranquilo, de fala mansa, retórica na ponta da língua e drible sempre pronto para uma ou outra pergunta que não quer responder diretamente, uma em especial”.

Mistério

Qual seja: em quem votou no segundo turno da última eleição presidencial.

“No primeiro turno eu votei no (Geraldo) Alckmin”, enrolou.

Resistência

Recusou-se terminantemente a revelar sua escolha no turno decisivo – se Fernando Haddad, do PT, ou Jair Bolsonaro.

“O voto é secreto e eu vou preservar. Nem a família sabe”, grifou Aguinaldo ao jornal.

É festa

O comércio campinense, nos setores diretamente vinculados às festas juninas, ´respirou´ nesse ´núcleo´ do período junino encerrado ontem.

A demanda, notadamente em termos de alimentação e serviços, foi imensurável.

Termômetro

Na tradicional Feira da Prata, no domingo, predominou a mais atemporal lei da economia – a da oferta e da procura.

Exemplo: o quilo do feijão verde chegou a ser vendido a 15 reais o quilo.

Agora é Lula

“Todos os dias acordo pensando que estou mais perto da libertação”.

Trecho de carta remetida ao ex-chanceler Celso Amorim.

Vaticínio

“Daqui a seis meses vai ter a campanha ‘Moro Livre´.”

Cantor e compositor paraibano Chico César, em show no final de semana no interior de São Paulo.

A dúvida

O que o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) foi fazer, dias atrás, na redação do jornal Folha de São Paulo?

Da boca de…

“Isto é emoção pura (…) Este é um momento de grande realização, pois o reconhecimento vem desta cidade que tanto amo e onde comecei a minha vida artística…” (cantora Elba Ramalho, na madrugada de ontem, durante show no Parque do Povo, em Campina Grande).

Pedras no caminho

O jornal O Globo publicou, dias atrás, uma ampla reportagem sobre as dificuldades que o papa Francisco enfrenta para guiar a Igreja Católica, em função de desavenças internas – e, em muitos casos, obscuras.

Matéria-prima

Essa situação inspirou o novo livro do escritor e jornalista Marco Politi, considerado um dos maiores vaticanistas vivos: “A solidão de Francisco”.

Paradoxal

“Há um paradoxo. Francisco conta com um consenso muito grande a seu favor entre pessoas de todas as religiões. Mas, ao mesmo tempo, dentro da Igreja não há tantas pessoas engajadas em apoiá-lo. Ele enfrenta não só adversários, mas uma grande passividade”, disse à publicação o autor do livro.

Sorrateiros

Ainda conforme o escritor, “há uma guerra subterrânea na Igreja Católica. Nem tantos cardeais se manifestam publicamente e praticamente todos dizem que apoiam o Papa. Mas a maioria dos opositores atua silenciosamente. Eles conseguem bloquear a agenda, às vezes com uma oposição aberta, mas, principalmente, por meio da inércia e de manobras por baixo dos panos”.

Síntese

Ele foi ainda mais explícito: “O que temos agora são situações de sabotagem”.

Impessoal

“A oposição não é ao Papa Francisco, mas ao que ele representa e torna visível. A oposição é antes de tudo, ao discurso de setores descartados socialmente. O problema do Papa é que as pessoas o escutam”, avaliou a teóloga argentina Emilce Cuda.

Contundência

Outro especialista ouvido pela reportagem foi Gerard O´Connell, correspondente no Vaticano de uma revista especializada: “Há quem não goste de seu foco nos pobres, mas todos os Papas no século XX tiveram oposição. A novidade é que agora muitas pessoas podem se exprimir em redes sociais e blogs, com uma linguagem muito violenta, o que chama a atenção”.

Ostentação

Há poucos dias, Francisco deu um ´carão´ público em vários núncios (embaixadores da Igreja) reunidos em Roma: “É feio ver um núncio que busca o luxo, os trajes e os objetos de marca em meio a pessoas sem o básico. É um contratestemunho. A maior honra para um homem da Igreja é ser o ‘servo de todos’.”

Insensibilidade

Nesse mesmo pronunciamento, ele lamentou que “passam-se os séculos, mas a condição de ricos e pobres se mantém inalterada, como se a experiência da História não nos tivesse ensinado nada”.

Descaso

Francisco emendou: “A Igreja não pode fechar os olhos diante desse fenômeno (…) Os pobres são tratados como lixo, sem que exista qualquer sentimento de culpa por parte daqueles que são cúmplices deste escândalo”.

Dimensão do problema

O historiador da Igreja italiana Andrea Riccardi declarou ao jornal que nos últimos 100 anos não houve oposição tão forte a um Papa.

O PSDB/CG terá poder de vetar candidaturas a prefeito na base governista?...
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