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Arimatéa Souza

segunda-feira, 30/03/2020

A sensibilidade para chorar

Função social

A deputada estadual Pollyanna Dutra (PSB) trouxe à tona um tema pertinente. Ela cobrou um maior envolvimento das instituições de ensino superior paraibanas nas ações de combate ao novo coronavírus e seus efeitos nos diversos setores da sociedade.

Ela questionou o que os cursos das mais diversas áreas da UFPB, UFCG, UEPB e IFPB estão fazendo para auxiliar o governo estadual nesse contexto de pandemia.

Interrogações

“Os setores de tecnologia e saúde de UFPB, UFCG, IFPB e UEPB não poderiam fazer mais que apenas fechar as portas? Os alunos de comunicação, liderados pelos seus professores, não poderiam criar um serviço de checagem de fake news para proteger as pessoas? Os cursos da área tecnológica não poderiam ajudar na construção de protótipos de ventiladores ou EPIs para o uso no salvamento de pessoas? – indagou a socialista.

Ressalva

A parlamentar registrou que “vi nestes dias o exemplo do Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde (Nutes), da UEPB, e do Laboratório de Fabricação Digital (Fablab), da UFPB, que desenvolveram protetores faciais para distribuição gratuita aos profissionais da área de saúde. Temos um exemplo proativo nessas instituições, mas me questiono o porquê de o mesmo não ser feito por todas as instituições de ensino da Paraíba, públicas ou privadas”.

Dúvida pontual

Faço um apêndice às colocações da parlamentar: o que os departamentos de Química da UFPB e UFCG estão fazendo ou do que precisam para prover os hospitais públicos de Estado de insumos como álcool gel, detergentes, desinfetantes, etc.?

Agronegócios

A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) informou ontem uma variação incomum em dois produtos agrícolas.

A demanda por ovos cresceu 15% nas duas últimas semanas. No mesmo período, o preço de leite de caixa (UHT) subiu 20%, em média.

Da boca de…

“… Neste circo que ameaça pegar fogo, economistas propõem ampliar o investimento público em razão da crise iniciada pelo novo coronavírus. Não seria melhor reduzir as despesas obrigatórias em atividades ineficientes para ampliar os recursos disponíveis ao cuidado com a saúde da população?…” (Marcos Lisboa, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda).

Lentidão

15 meses após ter deixado a Presidência da República, Michel Temer ainda não foi ouvido acerca das sete ações que responde no Judiciário.

O detalhe

Mas, no seu caso, há um diferencial relevante: todos os seus bens estão bloqueados.

Cotação

No final de semana, já tinha posto de abastecimento em Campina Grande (Alça Sudoeste) vendendo o litro da gasolina a R$ 3,78.

Destoante

O presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, criticou o processo de paralisação da economia como estratégia para o enfrentamento da pandemia do coronavírus.

Coisas não…

“Aqueles que impedem a produção, o comércio e a circulação de mercadorias serão responsabilizados pela depressão econômica que estão causando. Não se pode resolver um problema criando outro ainda maior”, afirmou o dirigente do BB em entrevista ao jornal Valor Econômico.

… Excludentes

“Negar este lado da questão é um desserviço à nação brasileira. Devemos tomar todas as medidas sanitárias de precaução e proteger os idosos, mas não podemos parar a economia”, insistiu Rubem.

Amargo

A mesma publicação publicou outra reportagem mostrando o ambiente de desolação nas fábricas de chocolates da cidade de Gramado (RS).

85% da produção destinada à Páscoa está encalhada.

Da boca de…

“… É tempo de prudência, não de pânico. De ciência, não de estigma. De fatos, não de medo…” (Antonio Guterres, secretário geral da Organização das Nações Unidas – ONU).

Quebradeira

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) atualizou os seus cálculos: por conta do coronavírus, as empresas do segmento perderão em receitas 252 bilhões de dólares.

Em termos de América Latina, serão 15 bilhões de dólares.

2ª feira filosófica

“Formulado de maneira correta, o problema mais difícil do mundo um dia será resolvido. Formulado de maneira incorreta, o problema mais fácil do mundo jamais será resolvido”.

Ex-ministro da Fazenda Mário Henrique Simonsen (in memorian).

Altar

Em tempos de abatimento físico e mental, são sempre bem-vindas as reflexões e preces do papa Francisco.

No dia de ontem, sua homília foi na direção da compaixão.

Lágrimas

“Penso em muitas pessoas que choram: pessoas isoladas, pessoas em quarentena, os anciãos sós, pessoas internadas e as pessoas em terapia, os pais que veem que, como falta o salário, não conseguirão dar de comer aos filhos. Muitas pessoas choram. Também nós, em nosso coração, as acompanhamos. E não nos fará mal chorar um pouco com o pranto do Senhor por todo o seu povo”, discorreu Francisco.

É preciso cantar

“Não é sobre ter todas pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós (…)

Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações”.

(música Trem-bala, Ana Vilela)

Apesar e acima de tudo, o SUS faz a diferença...
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