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Arimatéa Souza

quinta-feira, 12/12/2019

A ´ressurreição´ da oposição

Sem objeções antecipadas

Um dia após ter descartado uma eventual aproximação com o governador João Azevedo (sem partido), o prefeito pessoense Luciano Cartaxo (PV) ´rearrumou´ a resposta no dia de ontem.

“Nós vamos deixar o debate eleitoral, a conjuntura da eleição para 2020. Quando janeiro chegar, vamos nos debruçar sobre o processo eleitoral. Eu faço política dialogando e só vou conversar sobre cenário no próximo ano. A gente tem que analisar todos os cenários para saber quem está disposto a lutar pela cidade para sairmos com uma candidatura forte e competitiva”, declarou o prefeito.

Rumo ao TRE

Em votação do Pleno do Tribunal de Justiça da Paraíba, ontem, o desembargador Joás de Brito Pereira Filho foi indicado (14 votos) para, a partir de março de 2020, integrar o Tribunal Regional Eleitoral como membro efetivo, sucedendo ao desembargador Carlos Martins Beltrão Filho, atual presidente do TRE-PB.

Cantilena

Com alguma frequência, setores da classe política reclamam da imagem que boa parte da opinião pública tem a respeito dela, sugerindo que esse perfil negativo comporta uma injustiça e, em muitos casos, é fomentado pela mídia.

Novo…

Esta semana, no ocaso do ano Legislativo, a Assembleia Legislativa da Paraíba novamente se movimenta, em sua maioria, para reforçar esse imaginário popular adverso.

… Capítulo

Nesse ´apagar das luzes´, o governo e sua base política acharam por bem colocar em votação a naturalmente polêmica reforma da Previdência em regime de urgência, sem um mínimo de discussão serena e consequente.

CCJ

A confusão floresceu para consumo externo na Comissão de Constituição e Justiça, a ´antessala´ para a votação em plenário.

Breque

O ´rolo compressor´ foi freado devido a dois ´pedidos de vista´ dos deputados Walber Virgolino (Patriota) e Camila Toscano (PSDB).

Reflexos

Líder do bloco oposicionista, o deputado Raniery Paulino (MDB) alertou que “é o projeto que vai mexer na vida de milhares de servidores paraibanos”.

A toque de caixa

“É a matéria mais complexa dos últimos anos, e o governo e a bancada do governo queriam votar em horas isso. Naturalmente, não podemos admitir isso, porque os prazos processuais foram cerceados”, prosseguiu o parlamentar.

Recorrer

Ainda conforme Paulino, “lamentavelmente, nós temos que cruzar a rua e bater à porta do Judiciário, para que seja respeitada a Constituição e também o Regimento da Assembleia”.

Com a razão

O deputado ponderou que “temos que tratar essa matéria com a máxima racionalidade e equilíbrio. Nós não queremos aqui fazer ´cavalo de batalha´, mas também não podemos votar de forma açodada”.

Conclamação

Paulino exortou para que “o povo da Paraíba se mobilize acerca disso”.

Paradeiro

“Vi muita gente andando a Paraíba inteira defendendo os direitos dos servidores federais. Essas pessoas que falavam tanto estão caladas agora. Cadê esse povo? Cadê o povo que dizia que era socialista e defendia os direitos dos trabalhadores? Eu tenho o mesmo conceito em relação à reforma de Bolsonaro e à reforma de João (Azevedo). É importante que se tenha coerência”, discorreu Raniery.

 

Jogo de cena

De sua parte, o líder do bloco governista, deputado Ricardo Barbosa (PSB), alegou que “a oposição faz o cumprimento de sua papel, dando causticidade ao debate e tentando trazer aliados para as suas teses, a exemplos de sindicatos e associações”.

Ainda em 2019

Segundo ele, “o que nos compete é fazer as articulações devidas e buscar a aprovação, respeitando e reconhecendo as dificuldades. Mas estamos otimistas com relação à aprovação ainda nesse semestre”.

Comparativo

O líder declarou ainda que “o projeto guarda similitude com o texto aprovado pelo Congresso Nacional. Mas há algumas especificidades”.

Emendar

O deputado-presidente Adriano Galdino (PSB), que acompanhou a conturbada sessão na CCJ, avisou que “vou apresentar emendas ao projeto de lei (da reforma), e vou pedir a aprovação”.

O detalhe

Galdino adiantou que uma das emendas diz respeito a fixação do percentual de 11% (e não 14%) de desconto previdenciário para os servidores que ganham mensalmente 1 salário mínimo.

Surfando

Essa confusão na ALPB serviu de mote para o deputado federal Gervásio Maia (PSB) cutucar o governador João Azevedo.

Dissimulado

“Não sei como é que alguém conseguiu dissimular com tanta maestria. Como é que o governador encaminha uma reforma da Previdência colocando quem ganha o salário mínimo para ter o mesmo desconto de quem recebe R$39 mil? Não foi isso que nós prometemos aos paraibanos, João”, esgrimiu Maia.

Liminar

Decisão do juiz Onaldo Queiroga, ainda ontem, suspendeu a tramitação da reforma da Previdência na ALPB, conforme mandado de segurança impetrado por Raniery Paulino.

Retrovisor

Não faz muito tempo que o governador paraibano criticava publicamente a postura do governo federal com relação à tramitação e conteúdo da reforma previdenciária.

Resgate

No aspecto eminentemente partidário, João Azevedo e aliados conseguiram a proeza de oferecer, à beira do ´precipício´ cronológico de 2019, um ´bote de salva-vidas´ a uma oposição que se encontrava à deriva, sem rumo definido e sem discurso, tão somente assistindo – como espectadora – a crise e os seus desdobramentos no PSB.

Vitaminada

O açodamento governista, de não saber nem intuir que a reforma da Previdência é um tema nevrálgico e delicado, faz rejuvenescer a oposição.

Aposta arriscada

É inegável que a reforma se faz necessária. Mas querer que a aprovação ocorra ao cabo de um ano legislativo e em regime de urgência, parece ser um temerário exercício de subestimar o senso crítico de fatia expressiva do eleitorado, como também uma inabilidade para um governo bem aceito perante o funcionalismo, mas que enfrenta um adversário implacável na refrega midiática: o ex-governador Ricardo Coutinho.

João e aliados estão pagando pra ver.

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