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Arimatéa Souza

quinta-feira, 20/02/2020

A “resiliência” do MPPB

Problema incubado

Não me sinto capacitado para debater e comentar acerca das demandas salariais do aparato policial junto ao Governo da Paraíba.

Mas havia um ´encontro marcado´ entre a chamada ´Bolsa de Desempenho´ instituída no governo Ricardo Coutinho e a totalidade desse segmento do funcionalismo.

A dita Bolsa – só situando para quem não a conhece – beneficia tão somente os policiais que estão na ativa, e mesmo assim com vantagens que não são incorporadas ao salário-base, o que causará prejuízo quando do ingresso na inatividade.

Na largada

Num primeiro momento, o pessoal da ativa assimilou muito bem o incremento financeiro temporário, até porque no curto prazo os contracheques (para os beneficiários) tiveram uma expressiva elevação.

Muito…

O impasse nas negociações até ontem à tarde comportava um fosso imenso.

A proposta governamental acenava com a incorporação aos vencimentos da ´Bolsa´ em até 60 meses, como também um reajuste de 5% em outubro vindouro.

… Distante

A pressão da singular categoria era para a incorporação da ´Bolsa´ em até 36 meses, e um reajuste de 24% ao longo dos próximos dois anos.

Tolerância

Apesar de ser considerada uma mobilização ilegal, como se observará mais adiante, é assimilável aos olhos do cidadão comum a articulação dos policiais por melhorias funcionais.

Escolha…

O que é lamentável é o calendário que foi fixado pelos manifestantes, culminando com uma paralisação no dia de ontem, quando ocorre a maior festa carnavalesca do Estado – o desfile do bloco Muriçocas do Miramar, em João Pessoa.

… Proposital

Além disso, houve a anônima propagação, ao longo do dia, dando conta de que a festa não teria policiamento, o que inevitavelmente elevou o grau de tensão na cidade e estimulou o não comparecimento ao evento.

Pânico

Mas o pior ainda estava por vir. Ao cair da tarde, a movimentação foi no sentido de evitar que as viaturas policiais deixassem os quarteis e outros espaços da Secretaria de Segurança Pública para atuar na festa já referida.

Além do limite

É nessa circunstância que ocorre a bifurcação entre os interesses corporativistas e os da sociedade.

As demandas classistas não podem ser absorvidas, aceitas e compreendidas nessa dimensão.

Cidadania

Parte mais frágil e obliquamente envolvida nessa queda-de-braço entre governo e policiais, o cidadão comum merece respeito e deve ser poupado e respeitado num dos raros anuais momentos de confraternização e alegria em artérias públicas.

Aposta no confronto

Agendar uma mobilização dessa magnitude justamente no dia do desfile do ´Muriçocas´ é um ato desrespeito, inconsequente e que semeia o risco do imponderável e do trágico.

Equívoco

Não é ignorando o interesse público nem secundarizando a sua proteção inarredável do cidadão que qualquer categoria conquistará o respeito e o apoio às demandas suscitadas, mesmo que legítimas em sua essência.

Sempre

O povo, que em sua maioria igualmente veste o figurino do contribuinte, deve ser levado em conta prioritariamente.

Contra a parede

O desembargador Leandro dos Santos deferiu medida liminar, solicitada pelo Executivo,

para declarar ilegal a mobilização dos policiais, tendo como fundamento central que foi deixado “propositadamente o começo do movimento paredista para um dia de intenso movimento na Capital, com o nítido objetivo de causar pânico na população e buscar pressionar o Governador a atender as exigências das categorias”.

Pesada

A multa DIÁRIA, em caso de descumprimento da ordem judicial, é pra lá de salgada: “no valor de R$ 500.000,00 para cada entidade promovida, além de uma multa pessoal, diária, no valor de R$ 300.000,00 para os membros da diretoria de cada entidade promovida”.

O que o moveu?

Subitamente, o já famoso grupo ´G11´, que integra a base governista na Assembleia Legislativa, saiu do ´silêncio contemplativo´ e divulgou uma nota ontem, através de seu líder, deputado Felipe Leitão (Avante), solicitando ao deputado-presidente Adriano Galdino (PSB) que arquive o pedido de impeachment contra o governador João Azevedo e sua vice Lígia Feliciano.

Zeloso

No texto, acentua-se que “o grupo G11, que tem como princípio zelar pela boa política e dar governabilidade a João Azevêdo, analisou e concluiu que não há fundamento nesse pedido para afastar o governador do cargo”.

No mérito

“Além disso – segue o texto -, o grupo acredita que não se deve tirar a competência da Justiça Eleitoral para analisar as denúncias expostas através da Operação Calvário”.

Vice preservada

É também enfatizado que, com relação à vice-governadora, “o G11 entende que não há sentido na cassação do mandato, já que ela não é ordenadora de despesa”.

O detalhe

Mesmo integrando o ´G11´, o deputado Bosco Carneiro (Cidadania) não subscreveu a nota.

Silêncio

O documento do ´G11´ não faz qualquer menção ao pedido de instalação da ´CPI da Calvário´.

Recepção

O empresário Dalton Gadelha (Unifacisa) mostrou a uma comitiva de vereadores campinenses, ontem, as instalações em construção do hospital HELP.

O detalhe

Posteriormente, ele almoçou com o grupo e conversou sobre eleições 2020.

Sinal de…

A quarta-feira também foi dia de nota da ex-secretária de Administração do Estado, Livânia Farias, um dos polos da Operação Calvário.

Ela disse que sentiu a necessidade de “esclarecer boatos e usos indevidos”, por parte da defesa de Ricardo Coutinho.

… Vida

“Informo que em nenhum momento sofri qualquer pressão por parte do Ministério Público, ao contrário, fui muito bem acolhida”, declarou Livânia, citando em seguida os “inúmeros depoimentos que ali fiz”.

Por opção

Ao final, a ex-secretária sublinha que a decisão de realizar a colaboração premiada “foi fruto de meu livre arbítrio. Que a fiz de forma voluntária e sem qualquer remorso”.

Entrelinhas

Por fim, uma frase emblemática de Livânia: “A Paraíba precisa urgentemente ser passada a limpo!”

Segue a trilha

Coordenador do Gaeco na Paraíba, o promotor de justiça Octávio Paulo Neto disse ontem que, apesar de o Superior Tribunal de Justiça não ter determinado a retomada da prisão preventiva por parte do governador Ricardo Coutinho, “vamos continuar fazendo o nosso trabalho da mesma forma, com a mesma intensidade.

Perseverança

“Eu acho que os órgãos de persecução e controle no Brasil têm que ter resiliência. Temos que persistir”, emendou.

Convicção

O promotor informou que serão apresentados recursos sobre a decisão do STJ no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

– Estamos convictos que o trabalho está sendo bem feito, e que são necessárias determinadas medidas e determinadas ações – acentuou Octávio.

Cagepa e PMCG se entendendo sobre a concessão do serviço de água...
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