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Arimatéa Souza

segunda-feira, 27/08/2018

A eleição na visão do ´príncipe´

Batalha ´bíblica´

Ao comentar o resultado da 1ª pesquisa do Ibope sobre a eleição na Paraíba – que lhe rendeu um folgado 1º lugar na disputa para o governo estadual -, o senador José Maranhão (MDB) disse que está travando “uma luta de Davi e Golias”.

“Estamos lutando contra o tesouro público. Mas ninguém é maior que a vontade do povo”, sublinhou.

 

Comedimento

Zé disse ainda que “fico feliz com os números. Sempre bom ver o reconhecimento das pessoas pela nossa trajetória, pelas propostas que estamos trazendo. Mas entendo que isso ainda é só o começo. Nós ainda temos uma jornada longa de conversas com o eleitor”.

Desiludidos

Maranhão declarou que está recebendo adesões dos “que se desiludiram com promessas falsas”.

Pulsar das ruas

Antenado com as ruas, o senador aproveitou a inauguração de seu comitê eleitoral em João Pessoa, no final de semana, para enfatizar que “a Paraíba tem urgência e clama por segurança pública. A Polícia Militar está com quadros defasados. Num tempo em que a segurança pública está cada vez mais precária, irei convocar todos. Sou homem que cumpre lei. Concurso público não pode ser uma brincadeira, uma enganação”.

Fita inaugural

Empolgado com a pesquisa, José Maranhão vai instalar o seu comitê eleitoral em Campina Grande na noite desta quarta-feira.

Fica na avenida Brasília, vizinho ao Partage Shopping.

Preço em conta

Em entrevista ao ´Estadão´, o presidente nacional do PSL (o partido do presidenciável Jair Bolsonaro), Gustavo Bebianno, comentou que a produção do guia eleitoral do candidato será feita “por um rapaz (publicitário Luca Sales) que a gente contratou na Paraíba, que é baratinho”.

Tudo regrado

Ainda segundo Bebianno, “vamos ter de gastar um pouquinho com produção de vídeo, mas é tudo muito simples. Nosso dinheiro é curto. Vamos gastar R$ 1 milhão, no máximo, com a campanha toda. A gente come cachorro-quente, dorme no chão muitas vezes em um quarto com oito pessoas”.

Fonte

Na sua recente passagem por Campina Grande, Fernando Haddad (o provável candidato do PT à Presidência) disse que Lula está “abastado” (com generosa declaração de rendas) “porque cobrava o mesmo que Bill Clinton (ex-presidente dos EUA) por uma palestra”.

2ª feira filosófica

“Ser humano, com toda a miséria e grandeza que isso significa, não é apenas precisar de amparo e consolo, mas também enxergar, abaixo da superfície e atrás das paredes, novas possibilidades de viver e se relacionar”.

Escritora Lya Luft.

Resgate

Dias atrás, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso concedeu uma longa entrevista ao jornal O Globo (RJ) sobre o processo eleitoral em curso e a conjuntura política nacional.

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Considerado nos meios acadêmicos nacionais (e internacionais) como o ´príncipe´ da sociologia no Brasil, vale a pena pinçar alguns de seus conceitos e opiniões. É o que segue. (os partidos do centrão): eu, Lula, Dilma.

Aliança

(do presidenciável Geraldo Alckmin, PSDB, com partidos conservadores, em troca de tempo no guia eleitoral no rádio e na TV). “Não tenho certeza (se vai dar certo). Não é suficiente, mas é necessário. Embora a rede social tenha muita influência, a televisão tem peso. Todos os candidatos tentam ter o máximo de tempo. Quando um consegue, o outro acusa. Ele (Alckmin) está apanhando porque fez o que todos ambicionavam e não conseguiram. Todos os presidentes tiveram que governar também com eles

Renovação…

(…no Congresso Nacional) “Reforçaram a oligarquia partidária. É difícil (renovar). Com essa legislação, que limitou recursos e pôs na mão dos oligarcas dos partidos, como é que faz? E quem se eleger presidente vai governar com quem? Com os que estão no Congresso.

Chances de…

(…Marina Silva, que deseja adotar seletividade na base de apoio político) “Tudo bem. Boa intenção ajuda. Especialmente no convento, na universidade… Na política, você tem que ter um certo grau de realismo.

Sem malícia

“Gosto da Marina, me dou com ela, mas não acho que vá para o 2o turno. Ela tem pouco tempo de TV. Há uma certa fragilidade na candidatura, nela mesma. O povo sente isso. Ela tem uma causa, é aberta, mas falta um pouco de malignidade. Esse negócio de ser presidente da República não é fácil.

Como está…

(…a campanha) “As pessoas estão com ódio e com medo. No Brasil, além da incerteza, tem a violência e a corrupção. O apelo por uma solução forte e simplista é grande. O Leste europeu está todo indo para a direita. Em alguns casos, para um neofascismo. O Trump (presidente dos EUA) quebrou os partidos com essa linguagem forte. O Bolsonaro é um reflexo deste momento de incerteza.

Bolsonaro

“O que ele fez como deputado? Eu não sei. Sei que ele queria me fuzilar numa certa altura. Queria matar 30 mil pessoas (o deputado já disse que o país precisava de uma guerra civil, mesmo que morressem 30 mil). É uma visão simplória da história.

Medo

“(Bolsonaro) Assusta. Não creio que ele tenha a experiência e a visão democrática de aceitar o outro com facilidade. O pior, para mim, é que ele tem soluções simplistas e autoritárias. Eu não acredito nisso. Acredito que as coisas são complicadas e que você precisa convencer. Num país diverso como o nosso, como é que você governa sem capacidade de juntar?

Cenários

“O PT acha que o 2o turno vai ser (Fernando) Haddad e Alckmin. Eu acho que pode ser Bolsonaro e Alckmin.

Relação com o PT

“Não quero aliança com o PT. Somos diferentes. O PT virou um partido hegemônico. A história nos separou.

Candidatura de Haddad

“Temos uma boa relação pessoal. O que acho complicado é que ele está sendo visto como marionete do Lula. Um presidente tem que ter força própria para governar”.

Para evitar o pior

Ainda FHC, diante de um cenário com Bolsonaro no 2º turno, disputando com um candidato do PT ou do PSDB: “Acho que precisamos evitar uma descambada para os extremos. Na hora da eleição, você tem que ter voto. Vai polarizar quem tiver voto. Não farei objeção a que o PT nos apoie. Naturalmente, isso significa também que não haveria objeção ao contrário. Mas nós pensamos de forma diferente. O que acho é que isso (um eventual acordo no 2º turno) deve se dar dentro de uma visão democrática”.

O Ibope aguçou o ´canibalismo´ na disputa pelo Senado na Paraíba?...
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