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Arimatéa Souza

terça-feira, 16/03/2021

A dureza dos números

´Na bica´

Está na ´antessala´ do plenário da Câmara Municipal de Campina Grande um projeto que movimenta significativamente o orçamento daquele poder.

Trata-se da criação de uma verba indenizatória para despesas correntes dos edis, a exemplo de comunicações, divulgação, combustível, consultoria, entre outros itens.

Custo

Para custear a verba acima referida, ao longo dos próximos meses, o projeto prevê um crédito suplementar adicional da ordem de R$ 1 milhão 150 mil reais.

Último estágio

Para a votação, tudo depende da liberação do projeto por parte da Comissão de Constituição e Justiça, presidida pelo vereador Saulo Noronha (Solidariedade), onde ´dormita´ desde o começo deste mês.

Consenso

A matéria, até a última semana, tinha a concordância expressa de (pelo menos) 18 vereadores.

É mais um caso de convergência de interesses entre as bancadas de governo e de oposição.

Lastro

Na justificativa da proposta, argumenta-se que são “ressarcimento de dispêndios extraordinários, que devem ser arcados pela administração pública, em razão da atuação parlamentar”.

Vácuo

A adoção, a partir de hoje, da realização de sessões não presenciais (remotas), por conta do agravamento da pandemia, ensejou que vários edis entendessem que ´a hora é agora´ para aprovar, sem maiores ruídos.

Precedentes

Diga-se, a bem da verdade, que esse tipo de verba já existe em nível de Congresso Nacional e de assembleias legislativas.

A proposta promove a sua reprodução no plano local.

Adicional

Acontece que os recursos para essas despesas não são provenientes das já existentes ´verbas de gabinete´ que cada parlamentar possui.

É um volume extra, oriundo de remanejamento do orçamento total da Câmara.

Tira o pé do freio

Na noite de ontem, alguns vereadores se reuniram nas dependências da Câmara para discutir o momento conveniente de pautar o projeto.

E, para essa finalidade, a reunião pode ser presencial.

Discrepâncias

Aliás, registre-se de passagem que na Câmara campinense existem ´gabinetes´ e ´gabinetes´.

Ou seja, nem todos os vereadores possuem a mesma estrutura e as mesmas comodidades.

O detalhe

Em alguns casos, a desproporção chega monetariamente a praticamente 200%.

Status quo

Por que alguns aceitam esse tratamento de ´alto´ e ´baixo clero´ é uma incógnita, cuja preservação dessa realidade oscila entre o desconhecimento; o endividamento com colegas ou ex-colegas; ou a pura e simples acomodação.

Alternativas

Retorno ao PSL ou ingresso no Partido da Mulher Brasileira.

São duas opções que o presidente Bolsonaro considera no momento para escolher a sua nova legenda.

 

Virtual

O ministro da Economia, Paulo Guedes, tinha em sua agenda de ontem uma conversa remota com a senadora Daniella Ribeiro (PP-PB).

Às pressas

A Prefeitura de João Pessoa está buscando viabilizar, com rapidez, novos espaços para sepultamentos nos cemitérios públicos da Capital.

Óbitos

Ainda sobre o assunto. A Associação Nacional dos Registradores (cartórios) de Pessoais Naturais divulgou que nos últimos 12 meses foram registradas aproximadamente 1 milhão e 500 mil mortes no país, 150 mil a mais em comparação aos 12 meses imediatamente anteriores.

Aparência

Ainda sobre o ´capitão´. Saltava à vista que ele não queria contar com a cardiologista Ludhmila Hajjar à frente do Ministério da Saúde, e que só fez toda a ´liturgia da sondagem´ porque a médica era o nome da preferência do ´poderoso´ grupo Centrão da Câmara Federal.

Delicadeza

“Não houve convergência técnica”, verbalizou a médica, ontem, com evidente eufemismo.

Nota zero

Uma recente afirmação da médica é uma prova inequívoca: “O Brasil está fazendo tudo errado no combate à pandemia”.

Projeção

Após a não aceitação do convite para ser ministra, Ludhmila Hajjar comentou em entrevista ao canal Globonews que “o cenário é sombrio. O Brasil vai chegar a 500 mil ou 600 mil mortes”.

Missão

O conterrâneo paraibano, médico Marcelo Queiroga, passa a encarar o imensurável desafio de conduzir o Ministério da Saúde em meio a uma pandemia, sendo o quarto titular do cargo no atual governo.

Continuidade

Quando do anúncio do novo auxiliar, ontem, Bolsonaro deu as coordenadas: “Ele (Marcelo) tem tudo, no meu entender, para fazer um bom trabalho, dando prosseguimento em tudo que o Pazuello fez até hoje”.

Na tela

O deputado Efraim Filho, líder do Democratas na Câmara Federal, vai ser entrevistado hoje no programa Ideia Livre da TV Itararé: canal 18.1 ou na internet – www.tvitarare.com.br

Lá e…

O DEM está rachado nacionalmente, desde o rompimento do ex-presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia (RJ), com a cúpula da legenda, especialmente o presidente, ex-deputado ACM Neto.

… E cá

Em Campina, os mais duros e recentes ataques ao governo estadual partiram do líder do DEM na Câmara, vereador Rubens Nascimento.

´Conta-gotas´

A Rede de Pesquisa Solidária constatou que o Brasil só administrou a primeira dose da vacina contra a covid-19 a 32% das pessoas que integram os grupos prioritários da imunização. Considerando a segunda dose, a parcela cai para 10%.

Conforme o jornal Folha de São Paulo, que publicou os dados, a primeira dose foi administrada a apenas 56% dos profissionais de saúde, 54% das pessoas com mais de 80 anos, 55% dos indígenas e 12% das pessoas entre 75 e 79 anos.

Que o ditado popular seja verdadeiro: ´Deus é brasileiro´...
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