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Arimatéa Souza

sexta-feira, 09/10/2020

A disforme retomada

Microfone na mão

Na tarde de ontem ocorreu um debate radiofônico com os candidatos (a) à chefia do Executivo de Campina Grande, na ´Arapuan FM´.

Foi o primeiro confronto reunindo todos os seis concorrentes.

A seguir, um resumo das ´interações antagônicas´ durante o evento.

Mesmice

Edmar Oliveira (Patriota): “Planos de governo são muito próximos, entra ano e sai ano. É o mesmo plano, de quatro em quatro anos, e nunca mudam”.

´UTI´

Ana Cláudia Vital do Rêgo (Podemos): “A saúde pública de Campina Grande se encontra na UTI. Não encontramos justificativas para uma prefeitura que recebe tanto recursos e aplica tão mal.

Para Bruno

“O Hospital Pedro I é administrado por seu cunhado, que usou o hospital, inclusive, para contratar a sua empresa para servir a ele mesmo. Vamos moralizar a saúde de Campina! Vamos acabar com as filas”.

Médico

Bruno Cunha Lima (PSD): “Meu cunhado é sim diretor do Pedro I, pelos méritos pessoais que tem. Não foi por indicação minha. E não foi por política que ele entrou no Hospital de Trauma (de CG). Mas foi por política que ele saiu.

Em atividade

“Ele é contratado enquanto pela pessoa jurídica (empresa). Ele trabalha, dá plantão e tem direito a essa remuneração (…) No governo de seu marido (ex-prefeito Veneziano) a cidade não realizava uma cirurgia eletiva (programada).

Reiteração

Ana Cláudia: “Houve sim tráfico de influência, porque o seu cunhado contratou a empresa dele para servir ao próprio hospital”.

Operação

“Nós tivemos em Campina o maior escândalo já visto na administração pública, que é a Operação Famintos (…) Campina não tem transparência nem dignidade com a educação infantil. Isso é inadmissível”.

Protesto

Olímpio Rocha (PSOL): “Lamento que haja tanta corrupção e tantos desvios no seio da atual administração municipal”.

Estagnada

Inácio Falcão (PCdoB): “Campina precisa crescer e se desenvolver, a cidade parou no tempo e no espaço. Campina precisa alçar novos voos (…) Vamos zerar no primeiro semestre (2021) as cirurgias eletivas”.

Vazios

Artur Bolinha (PSL): “A saúde de Campina vive uma situação de grande dificuldade (…) Agora têm solução para tudo. Mas na prática não apresenta nada”.

Promessa X ação

Bruno: “É bem verdade que a senhora (Ana Cláudia) faz parte de um contexto político que gosta muito de prometer e pouco de entregar. Na campanha do seu marido (Veneziano) prometeram uma creche em cada esquina e o que deixaram foi lixo. Prometeu muita solução e na prática houve o abandono da cidade”.

Desarrumou

Ana Cláudia: “O seu prefeito (Romero) desarticulou totalmente o sistema integrado de transporte coletivo. Romero prometeu o VLT (veículo leve sobre trilho) e não fez.

Desmemoriada

Bruno: “Parece-me que a senhora (Ana) tem problema de memória. O governo que a senhora representa deixou Campina, de fato, um buraco e um lixo (…) Para falar de mobilidade, precisamos falar de infraestrutura. E nos últimos oito anos mais de 1.000 ruas foram pavimentadas”.

Inócuo

Edmar: “Não adianta trazer propostas faraônicas e falar bonito. Vou fazer de uma forma diferente”.

Inexistência

Bolinha: “Concurso público foi absolutamente esquecido na atual administração. O que era para ser regra tornou-se exceção”.

No topo

“A corrupção é o crime dos crimes, porque ela mata de forma coletiva.

Construção

Bruno: “Uma das marcas que venho construindo nesses anos de militância é a marca da integridade, da honestidade. Quero deixar claro que sou um defensor de todas as operações que investigam e punem crimes cometidos contra o erário e em todos os quesitos que afetam a boa prestação do serviço público”.

Omissão

Bolinha: “Pena que o candidato (Bruno) não fez isso quando teve a oportunidade, enquanto chefe de gabinete (PMCG), de agir assim. Quando deflagrou-se a Operação Famintos, ao invés de o senhor mostrar a sua indignação e dizer isso que disse agora, pelo contrário, o senhor calou-se e foi em defesa da secretária de Educação, que foi presa.

Silêncio

“Eu nunca vi o senhor abrir a boca para mostrar qualquer indignação com relação a isso. É importante que antes de vir com a retórica, devemos mostrar quem, de fato, nós somos”.

Ideia fixa

Bruno: “Candidato, o senhor, de forma contumaz, acredito até que isso deve ser controlado e tratado, está com uma fixação com relação a mim nas suas redes sociais. Mas, de toda forma, digo que não só têm manifestações públicas minhas, como tenho falado em entrevistas de forma veemente sobre o combate à corrupção, de quem quer que seja.

Retrovisor

“Em eleição passada, o senhor (Bolinha) estava no palanque do senador Veneziano e do governador, defendendo quem foi eleito com a Operação Calvário. E eu não vi uma virgula do senhor para se retratar com relação a isso”.

Indagação

“Fui procurado por alguém que hoje é sua colega de chapa (Tatiana Medeiros), propondo uma relação que necessitaria de um cargo como a Secretaria de Saúde. Qual a relação que une um candidato do PCdoB e uma candidata do MDB?”

Desenvoltura

Inácio: “Todas as composições partidárias são feitas publicamente. Diferente de composições de 40 anos de uma gestão que vive patinando na mão de três famílias, nós temos a vivencia de poder ter amplos diálogos. Apesar de ser candidato do PCdoB, nós temos a habilidade de dialogar com qualquer agremiação partidária. Não só exclusivamente de centro esquerda, e muito menos de centro-direita.

Ocaso

“O que nós estamos vivenciando é a reconstrução de uma cidade que foi esquecida e massacrada por um ciclo que está se encerrando em 31 de dezembro.

Desmentido

“Composição com loteamento, como o senhor fala, em troca de cargos, não existiu nenhum tipo de diálogo dessa natureza com relação à coligação com o PCdoB. Diferente de sua composição, que com certeza foi feito loteamento sim”.

Difícil crer

Bruno: “Acredito que o senhor está se referindo a uma cidade que não é Campina (…) Uma coisa é diálogo, outra é loteamento. Eu custo muito a acreditar que o senhor, dentro dessa estranha, esdrúxula aliança de se de entender… O Partido Comunista se une com o que antes chamava de golpista – o MDB.

SMS

“Não fizemos nem faremos loteamento de cargos. Eu não faço política colocando a vida (Secretaria de Saúde) das pessoas num balcão de negócios”.

Prática

Inácio: “A atual gestão que o senhor apoia fez vários loteamentos. Não só na gestão, mas na Câmara Municipal. Veja quantos suplentes assumiram em troca de apoio político”.

Identidade

Ana Cláudia: “É preciso que se debata comigo. Eu tenho dito que a candidata sou eu. Debatam comigo, porque tenho propostas e argumentos. Não tentem trazer responsabilidades que não são postas para o momento”.

Folia

Edmar: “Eu pretendo, chegando à prefeitura, fazer uma reestruturação dos museus e pontos turísticos. E a volta da Micarande”.

Livros

Olímpio: “A Biblioteca Municipal está abandonada, está ´às moscas´.”

Indignação

Edmar: “Não sou político. Estou político por causa de uma revolta. Nesse período de pandemia, muita gente deixou de dar as caras e só aparece de dois em dois anos”.

Ato público

Olímpio: “Você (Bolinha) promoveu no início da pandemia aquele ato horroroso no centro da cidade, colocando em risco os comerciários e as pessoas que transitavam, em nome de uma suposta volta da economia. Você não tem vergonha?

Bíblico

“Você talvez se enquadre naquilo que o profeta Mateus chama de ´falso profeta´, porque as pessoas se ajoelharam, rezando para acabar a pandemia, colocando em risco todo mundo. Aquilo foi horrível!”

Aflição

Bolinha: “Você (Olímpio), como tem o seu salário garantido, não sabe o que é não ter condições de trabalhar. O que houve é que, naquele momento, fazia 40 dias que o comércio estava fechado e alguns lojistas e gerentes… Pais e mães de famílias desesperados, e cerca de 150 pessoas se reuniram na (rua) Maciel Pinheiro e pediram que pudesse ser feita alguma coisa, porque vários segmentos estavam funcionando.

Direcionamento

“O isolamento em Campina foi direcionado – a lojas de vestuário, de calçados e de artigos de presente. E, obviamente, esses segmentos precisavam respirar porque tinham compromissos a cumprir.

Apelo

“Ao término, o dono do carro do de som convidou as pessoas a fazerem uma oração. As pessoas foram ficando de joelho, inclusive eu fiquei de joelho. O problema é que vocês da esquerda têm uma verdadeira cristofobia. Infelizmente é um fato.

Leviandade

“A agenda de seu partido (PSOL) é absolutamente anticristã e eu não concordo. Eu sou conversador e tenho muito orgulho da minha postura. É preciso que você, antes de falar a besteira que acabou de falar, saiba de fato o que aconteceu. Deixe de ser leviano”.

“Com orgulho”

Olímpio: “Mateus 7, versículo 15. Acautelai-vos dos falsos profetas que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Sou Olímpio Rocha, católico, com muito orgulho, militante do PSOL em Campina.

Defensor

“Bolinha defende que a pandemia se alastre em Campina. Bolinha defende o ´despresidente´ Bolsonaro, que esteve aqui praticando aglomerações, assim como Edmar, Bruno e Ana Claudia, que está num partido que está na base de Bolsonaro.

Laicidade

“Meu partido não defende absolutamente nada com relação à cristofobia. O PSOL defende que o estado seja laico e o respeito a todas as religiões. Você, como representante da CDL, não fez nada pelo pequeno comerciante. Você, na verdade, é a cara do ´velho da Havan´ em Campina. Falta só colocar a gravata amarela. Infelizmente, a realidade é essa”.

Falácia

Bolinha: “O seu desconhecimento em relação às dificuldades que o povo passa é lamentável, sob todos os aspectos. O que temos visto neste debate são candidatos prometendo muito; tiveram muito tempo e nada fizeram.

Vinculações

“Candidato que diz que irá combater a corrupção, está abraçado com candidato a vereador com 36 anos de condenação. Candidata que fala muito em compliance, teve o seu marido três anos, praticamente seguidos, condenado por crime de improbidade contra a administração pública, uma delas referente a desvios no programa Fome Zero.

Retórica

“No momento que o discurso vem, as palavras saem fáceis, mas a trajetória de vida de cada um é quem, de fato, tem que respaldar que o que está sendo dito corresponde à verdade”.

Repetição

Bolinha: “Sempre que eu puder, estarei defendendo o trabalho e o direito de as pessoas manterem as suas famílias. Sempre que puder, ficarei sim de joelhos para pedir a Deus que possa nos iluminar e nos orientar, mostrar o melhor caminho. Se isso afeta algumas pessoas, eu lamento, mas sou assim.

Recolhidos

“Durante a pandemia, de todos os candidatos que aqui se encontram, fui o único que teve coragem de botar a cara, pedir que o trabalho pudesse retornar, que o emprego pudesse ser preservado. Os outros se calaram no conforto de seus lares”.

O detalhe

Compliance, resumidamente, significa um conjunto de regras visando o cumprimento de normais legais.

Cunhados

Bruno: “A candidata Ana Cláudia cometeu um crime previsto no Código Penal – o de calúnia. O meu cunhado é um médico honrado, um homem sério. Deixou sua família com uma filha com 15 dias (de nascida) para salvar vidas durante a pandemia, enquanto o seu cunhado (Vital Filho) é denunciado, investigado e processado no âmbito da Lava Jato. Inclusive, o mesmo cunhado que a indicou para o governo federal.

Temor

“De indicação aqui quem entende é a senhora, entende muito bem. A senhora representa o governo de Ricardo Coutinho e João Azevedo. Eu temo muito que a senhora pense em implantar a Cruz vermelha em Campina”.

Réplica

Ana Claudia: “Respeito (Bruno) profissionalmente o seu cunhado, nada contra. O que foi divulgado pela mídia é que ele recebeu R$ 73 mil sendo diretor do Hospital, e contratou a empresa dele. Com relação a estar no palanque de Ricardo, o senhor já esteve lá, é importante que lembre disso. E continua defendendo uma gestão que envolve a corrupção.

Recorra

“Com relação ao ministro Vital do Rêgo, as provas são tão frágeis que o próprio Supremo Tribunal Federal determinou a suspensão da ação penal. Se o senhor quer reclamar, reclame junto ao STF”.

Pedra angular

O Brasil é singular, incompreensível muitas vezes.

Dados divulgados no dia de ontem apontam que as vendas de cimento, no mês passado, foram 21,4% superiores ao que foi vendido em setembro de 2019, com o preço disparando, evidentemente.

Em volume: 5 milhões e 800 mil toneladas.

A volta da economia após a pandemia tem ocorrido de maneira não linear, desigual – tipo os dedos das mãos.

Como anda a convivência entre João Azevedo e Lígia?...
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