Jornalista há quase 30 anos, escreve a coluna Aparte desde 1991. Já trabalhou em TV, rádio e foi editor chefe do Jornal da Paraíba e colunista das TVs Cabo Branco e Paraíba. É comentarista político das rádios Campina FM, Caturité AM e editor do portal de notícias Paraibaonline.

sábado, 31/12/2016

A arte de viver

Fim do mistério

Manoel Júnior anunciou ontem que decidiu abrir mão do mandato de deputado federal para assumir – pra valer – a condição de vice-prefeito de João Pessoa, a partir deste domingo.

Foi decisivo para acabar com a hesitação do peemedebista o fato de ser dada a ele a condição de indicar o secretário de Saúde da PMJP.

Alegação

“Não só em João Pessoa, mas no Brasil inteiro a gente sabe que a saúde passa por crises profundas. Nós vamos com conhecimento, força e trabalho melhorar não só a atenção básica, mas a média e a alta complexidade para diminuir as dificuldades neste setor na capital do Estado”, disse Manoel Júnior, em entrevista.

Quem se deu bem

Ao fazer um balanço do ano que chega ao fim, o presidente da Federação das Indústrias da Paraíba, Francisco Buega Gadelha, frisou que “alguns segmentos” do setor industrial no Estado “se saíram bem”, com destaque para o têxtil, “que chegou a exportar tecido acabado para a China”.

Crescendo na crise

“Todas as indústrias têxteis foram ampliadas. Já o setor calçadista também não tem do que reclamar”, salientou Buega.

Derrotismo

Em escala nacional, o dirigente da FIEP lamentou o comportamento dos agentes econômicos e de parte da mídia com relação à economia nacional: “Nunca se fez uma coisa tão sórdida e mentirosa, com o discurso de que o Brasil está quebrado”.

Elevar o astral

Mas a palavra final de Buega Gadelha, em entrevista à Rádio Caturité, foi no sentido de que “o momento é de começar a sorrir. Momento de tolerar e de ser tolerante” para encarar o desafio de mais um ano.

Inconsistência

O vereador João Dantas (PSD) disse ontem que há controvérsia acerca da realização da eleição, neste domingo, da mesa diretora do Legislativo campinense para o 2º biênio da próxima legislatura.

Lacuna

“Teria que ter sido aprovada uma resolução”, assinalou João, com a ressalva adicional de que não pretende questionar isso em plenário, “porque não é do meu feitio (tentar) atropelar as maiorias”.

Superficialidade

Ao ser abordado, em entrevista à Rádio Caturité (Jornal da Manhã), sobre o projeto que reajustou a remuneração dos vereadores e introduziu o 13º salário, Dantas ponderou que não se aprofundou muito sobre o tema “porque existiam (na sessão) muitas matérias para serem votadas”.

Ele frisou que o reajuste para os parlamentares só acontece a cada quatro anos.

Atrás de voto

“Quem não quiser (o aumento), que se candidate a vereador e me movimente”, bradou João, para emendar: “Não adianta fazer ´beicinho´ nessa história para o meu lado”.

Nada a temer

Dantas prosseguiu dizendo que “não tenho o menor constrangimento de discutir essa matéria”, sugerindo até que os jornalistas que discordaram do projeto se lancem candidatos a vereador para, se eleitos, anularem a aprovação.

 

Enganador

Em seguida, o parlamentar mirou o seu colega Napoleão Maracajá (PCdoB), que estaria se comportando como “fariseu, hipócrita”, com uma postura de “mau-caratismo”, que teria por finalidade “enganar a população”.

Acumulação

João Dantas disse que o edil do PCdoB nunca recusou a remuneração que é paga pela Câmara – e que foi reajustada no começo da atual legislatura -, além de acumular o salário da Câmara com o de professor da rede pública.

Da boca de…

“… Se vocês, que não cansam de me xingar, não gostavam do Temer, por que votaram nele? Por que o Lula mandou?…” (Janaína Paschoal, jurista e uma das autoras do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, ao rebater os ataques que tem recebido nas redes sociais).

Despedida

Sete mandatos depois, o vereador Orlandino Farias (PSC) fez, dias atrás, a sua despedida do Poder Legislativo de Campina Grande.

Ele não disputou a reeleição, mas tem um filho (Álvaro Farias, PSDC) na 1ª suplência da próxima legislatura.

Sempre perto

“Era pra encerrar aqui em Campina, mas meus amigos pediram para que eu fosse encerrar na política lá (referindo-se à cidade de Boa Vista). Saio com muita saudade de todos. Fui criado por um pai pobre, mas que me ensinou a ter muito respeito. Não tive o prazer de subir as escadas de uma faculdade. Naquele tempo não existia escola particular (…) Se eu errei é porque sou humano, mas nunca me afastei do povo, nunca dei as costas, e assim saio satisfeito”, verbalizou Orlandino da tribuna da Câmara.

Epílogo

Nada melhor do que fechar o ano com as palavras sempre oportunas e envolventes do escritor Frei Betto, como a lastrear o desejo de um 2017 bem melhor para todos.

Que o novo ano seja sinônimo de recomeço para o nosso País e o mundo.

Descoberta

“Centre sua vida em bens infinitos, nunca nos finitos. Leia muito, reflita, ouse buscar o silêncio neste mundo ruidoso. Lá encontrará a si mesmo e, com certeza, um Outro que vive em você e que quase nunca é escutado.

Relativização

“Não dê importância ao que é fugaz, nem confunda o urgente com o prioritário. Não se deixe guiar pelos modismos. Faça como Sócrates, observe quantas coisas são oferecidas nas lojas que você não precisa para ser feliz. Jamais deixe passar um dia sem um momento de oração.

Tolerância

“Arranque de sua mente todos os preconceitos e, de suas atitudes, todas as discriminações. Seja tolerante, coloque-se no lugar do outro. Todo ser humano é o centro do Universo e morada viva de Deus”.

Busca interior

Ainda Frei Betto: “A vida é breve e, de definitivo, só conhece a morte. Guarde um espaço em seu dia a dia para conectar-se com o Transcendente. Deixe que Deus acampe em sua subjetividade. Aprenda a fechar os olhos para ver melhor”.

2016: um ano cuja autodemolição pelo tempo é festejada por (quase) todos...
Simple Share Buttons