Segurança da PB vai apurar motivos de policiais que se negaram a tomar vacina contra a Covid-19

Da Redação. Publicado em 7 de julho de 2021 às 18:26.

Foto: Ascom

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Recentemente o secretário de Saúde da Paraíba, Geraldo Medeiros, divulgou a informação de que um grupo de policiais estaria se recusando a se vacinar contra a Covid-19 no Estado. O número de profissionais envolvidos é de 410 agentes.

O secretário de Segurança e da Defesa Social da Paraíba, Jean Nunes [foto], comentou o assunto, durante entrevista à Rádio CBN FM. No posicionamento, ele esclareceu que houve um esforço concentrado do Governo do Estado para disponibilizar os imunizantes às forças de segurança e um estudo de caso será feito aprofundando a motivação da recusa de alguns agentes.

“A vacinação é uma política pública de saúde coletiva e é fundamental que todos nós tenhamos essa compreensão de que essa política pública está acima das vontades, interesses e convicções particulares de um e de outro”, ponderou.

Jean definiu como preocupante a necessidade de diagnosticar os motivos da recusa e se de fato houve a recusa, além de enfatizar que a lei 13.979, de 2020, já trata da possibilidade dos Estados, e de algumas entidades públicas e privadas, adotarem medidas mais duras, inclusive, tornando compulsória a vacinação para determinados setores.

“Acho que isso é uma medida que deve ser adotada. Quando individualmente deixamos de nos vacinar colocamos em risco toda uma política de retorno das atividades normais e colocamos em risco aqueles que estão próximos de nós”, ressaltou.

Contudo, o secretário destacou que, neste momento, esses policiais ainda não devem sofrer nenhuma sanção até que, de fato, a motivação das negativas seja diagnosticada.

O coronel José Ronildo, presidente da Comissão de Ações de Prevenção à Covid-19 , também não poupou comentários sobre a problemática, destacando que foi uma surpresa perceber que haviam agentes negando a vacina.

“Cada um tem a sua escolha, porém nós achamos por bem fazer um termo de recusa para esse policial como forma de resguardar a instituição, porque ao recusar a vacina ele vai estar mais exposto a contrair o coronavírus, consequentemente, prejudicando o nosso serviço operacional”, enfatizou.

O coronel destacou que um levantamento já começou a ser feito, orientado pelo comandante geral, no sentido de chamar os policiais e perguntar individualmente o motivo de cada um para negar os imunizantes.

Segundo ele, alguns já posicionaram que não puderam tomar pois estavam acometidos da Covid-19 e já se dispuseram novamente, diferente de outros que simplesmente recusaram.

“A mensagem que eu deixo para os companheiros da Polícia Militar é que eu, como coronel antigo da corporação, tomei a vacina, minha família já tomou a vacina e tenho certeza que esse é o único meio de combatermos e reduzirmos os efeitos do coronavírus. Então, companheiro, venha se imunizar!”, finalizou.

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