Saiba quem na Paraíba aprovou a triplicação do Fundo Eleitoral

Da Redação. Publicado em 16 de julho de 2021 às 22:15.

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Congresso Nacional aprovou ontem a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano que vem.

Ou seja, definiu metas, limites de despesas e prioridades para o Orçamento do ano que vem.

No bojo dessa aprovação, um insulto desavergonhado a um país que enfrenta as adversidades de uma pandemia que já matou mais de meio milhão de pessoas.

Um país que – a olhos vistos – tem a fome novamente introduzida em seu cotidiano.

O valor programado para o Fundo Eleitoral foi praticamente TRIPLICADO em comparação ao valor aprovado quando de sua criação em 2018: no mínimo R$ 5,7 bilhões.

“Soa como um acinte aos brasileiros”, bradou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Novo, PSOL, Cidadania e Podemos foram os partidos que se posicionaram contra esse ´inchaço´ no Fundo Eleitoral, que custeia as despesas dos candidatos a cargos eletivos.

PT e PSL – partidos que elegeram as maiores bancadas no pleito de 2018 – deverão ser as legendas mais beneficiadas.

Cada uma terá no próximo ano, pelo menos, R$ 596 milhões para gastar no processo eleitoral.

A mesma LDO estabelece que novamente em 2022 o salário mínimo não terá aumento real. Apenas a correção inflacionária, o que deverá elevá-lo dos R$ 1.100,00 atuais para R$ 1.147,00.

No Senado, 40 senadores votaram a favor do aumento do Fundo Eleitoral e 33 contra.

A representação paraibana (Daniella Ribeiro, do PP, Nilda Gondim e Veneziano Vital, ambos do MDB) concordaram com o aumento.

Na Câmara Federal foram 278 votos favoráveis e 145 contrários.

Damião Feliciano (PDT), Edna Henrique (PSDB) e Wellington Roberto (PR) não participaram dessa votação.

Frei Anastácio (PT) e Gervásio Maia (PSB) votaram contrariamente.

O aumento do Fundo Eleitoral teve o aval de Aguinaldo Ribeiro (PP), Efraim Filho (DEM), Hugo Motta (REP), Julian Lemos (PSL), Leonardo Gadelha (PSC), Rafafá (PSDB) e Wilson Santiago (PTB).

A votação foi praticamente simbólica e não houve qualquer resistência regimental para postergar ou inviabilizar a votação sobre o Fundo Eleitoral.

*com informações da coluna Aparte, edição desta sexta-feira, assinada pelo jornalista Arimatéa Souza

Leia a coluna completa aqui:

Acinte bilionário • Paraíba Online (paraibaonline.com.br)

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