PMJP alerta para a incidência de casos de leptospirose. Saiba os sintomas e como prevenir

Da Redação. Publicado em 6 de julho de 2021 às 18:12.

“Nós, junto da Vigilância Ambiental, já estamos fazendo um intenso trabalho em relação a isso, principalmente em bairros onde tem uma população maior de residenciais”, contou Alline Grisi, diretora de Vigilância em Saúde de João Pessoa, em relação às ações de prevenção da leptospirose na capital.

A leptospirose é uma infecção causada, principalmente, por roedores e mais comum em períodos de chuva. É curável e tem melhores resultados quando o diagnóstico e o tratamento são feitos precocemente.

“Estamos fazendo uma intensa ação diariamente, principalmente depois que um senhor veio a óbito e foi comprovado a morte [por leptospirose] e ele é de Oitizeiro, onde estamos fazendo um grande trabalho”, completou.

Alline destacou que a população pode contribuir tomando cuidado, em especial aqueles que moram em residências e perto de terrenos, inclusive pela forma que descartam o lixo, dito por ela como uma das mais frequentes causas do aparecimento de roedores.

“Lixo é um dos principais chamativos de roedores, existem crianças que brincam na rua, os roedores entram em residenciais, e aí pode existir. Está tendo essa maior incidência de leptospirose, de 2018 a 2021 tivemos 47 casos”, finalizou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil [arquivo]

Vale ressaltar que, assim como a maior parte das doenças, é necessário um diagnóstico médico. No entanto, segundo dados repassados pelo Ministério da Saúde, alguns sintomas são mais comuns e podem ser indícios da doença, como: febre; dor de cabeça; dores pelo corpo; vômitos; diarréia; tosse; e coloração amarelada na pele e olhos (em casos mais graves).

É possível ainda que a infecção cause problemas como hemorragias, meningite, insuficiência renal, hepática e respiratória.

Assim como ditou a diretora de Vigilância em Saúde de JP, o cuidado com o lixo é importante, mas não é o bastante. Deve-se evitar também contato com água ou lama de enchentes, e, caso o contato seja necessário, é ideal utilizar equipamentos de proteção como luvas e botas, ou pelo menos sacolas plásticas (várias) nas mãos e pés, além, é claro, de melhorias que devem partir do governo, como o saneamento básico.

Dicas para sanitização dos ambientes com possíveis focos de infecção:

Utilize hipoclorito de sódio a 2,5%, popularmente conhecido como água sanitária, para desinfecção de reservatórios de água, com a medida de 1 litro do produto para cada 1.000 litros de água.

Já em relação a objetos e locais, a medida de um copo de água sanitária para um balde de 20 litros de água é suficiente. Lembrando sempre da utilização de proteção individual.

*Com informações do Ministério da Saúde

 

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