PMCG propõe municipalizar Estação Nova e UFCG colabora com projeto de revitalização

Da Redação com Ascom. Publicado em 12 de julho de 2021 às 19:51.

Foto: Reprodução/ Ascom UFCG

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A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), através dos pesquisadores do Grupo de Pesquisa Arquitetura e Lugar (Grupal), coordenado pela professora Alcília Afonso (Kaki), está contribuindo com o projeto de revitalização da Estação Ferroviária Nova de Campina Grande.

Localizada no Bairro do Quarentena, o pátio da estação foi construído em 1957, em celebração ao cinquentenário da chegada do trem à Campina Grande, e inaugurado em 1961. O local, que remete a um importante momento da história e desenvolvimento da cidade de Campina Grande, encontra-se atualmente abandonado.

Foi pensando em resgatar e preservar a história do local, que a Prefeitura Municipal de Campina Grande propôs a municipalização do prédio, que pertence à União, e vem se reunindo com professores, técnicos, historiadores e moradores da área para requalificação da área.

“Desde 2015, o Grupal vem estudando a área, levantando dados, informações, desenvolvendo propostas e tentando dialogar com os diversos atores envolvidos. Temos diagnósticos da área, proposições de uso nas edificações, artigos sobre a área, enfim, um rico material para apoiar a revitalização do conjunto urbano”, esclarece a professora.

Foto: Reprodução/ Ascom UFCG

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A ideia é criar uma área de lazer, com campo de múltiplo uso, playground e academia ao ar livre. Elaborar um espaço educativo para realização de cursos técnicos, instalação de biblioteca e museu.

Um ambiente para geração de emprego e renda com mercados e praça de alimentação e também de turismo, com possível reativação do trecho entre Campina Grande e Galante com o trem do forró.

“O projeto a ser desenvolvido pelo grupo de pesquisa está atrelado também à disciplina de Atelier, do curso de arquitetura e urbanismo da UFCG, que vem sendo lecionada por mim, na área de arquitetura, e pela professora Kainara dos Anjos, na parte de Urbanismo e Paisagismo”, esclarece Alcília.

Para a professora, a parceria entre academia e poder público é fundamental para melhorar os espaços públicos de nossas cidades.

“Acho fundamental esse diálogo. Aprender Arquitetura e Urbanismo só tem sentido, se almejarmos por em prática nos lugares em que vivemos, os ensinamentos, as pesquisas que fazemos na área.

A sustentabilidade, o patrimônio inteligente, a cidade criativa, o smart heritage city são conceitos que precisamos por em prática. Sair da crítica teórica e tentar contribuir com soluções práticas e viáveis para a cidade e os cidadãos”, enfatiza.

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