Petrobras também aumenta o preço do gás natural

Da redação com Folhapress. Publicado em 7 de julho de 2021 às 0:02.

Foto: Reprodução/Diário do aço

Foto: Reprodução/Diário do Aço

NICOLA PAMPLONA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Um dia após anunciar reajustes nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, a Petrobras informou o mercado que elevará, em agosto, o preço do gás natural em 7%. Com o novo aumento, o produto acumula alta de 50% em 2021.

O gás natural é vendido pelas distribuidoras de gás encanado e é importante insumo para indústrias. Nas residências, é usado tanto para cozinhar quanto para aquecer água para banho.

Em nota, a Petrobras disse que “a variação decorre da aplicação das fórmulas negociadas nos contratos de fornecimento, que vinculam o preço à cotação do petróleo e à taxa de câmbio” nos meses de abril, maio e junho.

“Durante esse período, o petróleo teve alta de 13%, seguindo a tendência de alta das commodities globais; e o real teve valorização de cerca de 4% em relação ao dólar”, afirmou a empresa. Os reajustes nos preços são trimestrais e os repasses ao consumidor dependem da legislação de cada estado

No último reajuste, em maio, o preço do gás natural vendido pela Petrobras subiu 39%, gerando reações negativas no mercado e até no governo – o presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, classificou o percentual como “inadmissível”.

A alta de abril levou a reajustes de até 40% nas tarifas das distribuidoras que abastecem o estado de São Paulo. Os maiores aumentos ocorreram na área de concessão da Naturgy, com elevação de 39,9% para os consumidores de GNV (gás natural veicular) e 39% a 39,7% para a indústria.

Na nota divulgada nesta terça (6), a Petrobras destaca que “o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da companhia, mas também pelas margens das distribuidoras (e, no caso do GNV, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais”.

A escalada de preços vem motivando protestos entre os consumidores, que cobram do governo promessa de reduzir o preço do gás feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, logo no início do mandato do presidente Jair Bolsonaro.

Guedes prometeu um “choque de energia barata” com a redução do papel da Petrobras no mercado de gás e a aprovação do novo marco regulatório do setor, mas dois anos depois, a estatal ainda permanece a principal fornecedora do país.

O novo aumento no preço do gás natural surge como mais um fator de pressão na inflação, que já vem sendo afetada pelos preços dos combustíveis líquidos e da energia, que ficou mais cara em julho com a adoção da nova bandeira tarifária vermelha nível 2.

O mercado espera novos reajustes nos preços dos combustíveis, acompanhando a escalada da cotação internacional do petróleo, que oscila desde o fim de junho no maior patamar desde 2018. A desvalorização do real nos últimos dias pode jogar maior pressão sobre os preços.

Na segunda (5), logo após o anúncio dos reajustes nos preços dos combustíveis, a Ativa Investimentos disse, por exemplo, ainda ver espaço para aumento de 14% no preço da gasolina no curto prazo.

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