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Mãe pede por justiça em caso de abuso de criança especial na capital paraibana

Da Redação*. Publicado em 21 de julho de 2021 às 10:04.

Foto: Secom/PB

Foto: Secom/PB

Mais um caso de abuso sexual de uma criança foi registrado na capital paraibana, João Pessoa. Uma menina de 8 anos, que está dentro do espectro autista, teria sido a vítima de um adolescente de 12 anos no condomínio onde as famílias de ambos moram.

A mãe da vítima pediu justiça, em entrevista à TV Cabo Branco, e disse que após um mês o caso ainda não foi, de fato, resolvido pelas autoridades competentes.

A mãe contou que ela estava brincando no condomínio e na volta ao apartamento já relatou que o adolescente tinha a tocado intimamente.

Ao procurar o pai do garoto, ele teria dito não acreditar no fato, mas que conversaria com o filho, que, posteriormente, negou ter abusado da menina. “Ele não deixou eu participar da conversa”, explicou.

Ainda segundo a responsável, a menina vomitou quando contou do ocorrido e voltou a vomitar ao chegar na frente da delegacia.

“A gente ficou de 18h30 até mais de 23h esperando a delegada chegar, com minha criança no braço vomitada, eu vomitada, toda aquela situação […] Ela é uma criança especial, é um ambiente novo, ela estava vendo a polícia, gente chegando preso, estava em um ambiente completamente diferente do dela, que para o autista é muito difícil”, lamentou.

Outro momento muito difícil, segundo ela, foi a realização do exame de perícia. “Constatou na hora, o médico viu que tinha uma fissura. Eu perguntei quando esse exame iria para delegacia e ele disse que na mesma hora”.

Contudo, a mãe afirmou que mesmo após mais de um mês, o pai do adolescente sequer foi intimado. “O que revolta é isso, mais de 30 dias esse cidadão poderia sumir e nada ter acontecido”

O delegado Pedro Ivo também comentou sobre o assunto à mesma reportagem. Ele disse que estava tomando conhecimento sobre mais detalhes do caso, mas pelo relatado sabia que o crime teria partido de uma criança com a outra.

“O resultado da perícia certamente já está em mãos e a depender da situação podem existir duas soluções: a nossa legislação aplicável ao caso é o Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê que em casos de crianças menores de 12 anos, não existe a responsabilização, não existe possibilidade de internação. Entre 12 e 18 anos, há possibilidade de internação pela prática de atos infracionais. Então, a depender da idade do autor do fato à época da conduta”, exemplificou.

O delegado afirmou que vai se comprometer em analisar o caso mais depressa e informou ainda que quando a situação envolve duas crianças o caso é encaminhado ao Conselho Tutelar, para um atendimento assistencial psicossocial, tanto da vítima quanto da criança que praticou o ato, para evitar, inclusive, novas condutas semelhantes.

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