Covid-19: especialista esclarece dúvidas sobre ingestão de bebida alcoólica após imunização

Da Redação com Ascom. Publicado em 17 de julho de 2021 às 10:50.

Foto: Ascom

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A Paraíba retomou a imunização para primeira dose da vacina contra Covid-19 nesta sexta-feira (16) e pretende realizar um mutirão ao longo de todo fim de semana. Porém, desde o início da campanha de imunização muitas informações sobre a relação entre o consumo de bebida alcoólica e o imunizante causaram dúvidas na população, fazendo com que informações falsas circulassem sobre o assunto.

A infectologista do Sistema Hapvida, Ana Rachel Seni, explica que não há evidências científicas, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que o consumo de bebida alcoólica antes e depois da vacina contra a Covid-19 interfira na sua eficácia.

“Não há recomendação desse tema nas bulas dos imunizantes. Existe a recomendação de evitar consumo de bebidas alcoólicas antes e depois de 48 horas das vacinas de uma forma geral, para todo o tipo de vacina”, explana.

Essa recomendação se dá com a finalidade de evitar uma confusão entre os efeitos colaterais do álcool e os efeitos secundários que a vacina pode provocar, as chamadas “reações”. Sendo assim, o álcool não altera a eficácia da vacina, a resposta imune ou a proteção.

Conscientização – A infectologista faz um alerta para quem ainda irá receber o imunizante. “É importante a pessoa saber qual das vacinas será administrada, se tem as duas doses e ficar atenta a data da segunda dose que estará registrada no cartão”, reforça.

A orientação surge diante da existência de um dos laboratórios que fabricam as vacinas, ter feito o imunizante com uma dose única. Além disso, a médica reforça a importância da conscientização de toda a população.

“A vacinação no país vem sendo feita de forma gradativa e ainda não atingiu a imunidade de rebanho, como vimos em alguns países que estão dispensando as medidas de proteção. Mesmo quem já tomou a vacina é necessário manter o uso de máscara, distanciamento social e higiene frequente das mãos. Lembrando também que nenhuma delas protege 100% e, mesmo vacinados, podemos adquirir e transmitir a doença. Há ainda muitas dúvidas sobre a eficácia da vacina diante das mutações que vêm ocorrendo com o coronavírus”, alerta.

Por fim, a infectologista reafirma que o resultado encontrado nos estudos de proteção da doença é após as duas doses da vacina e depois de 14 dias, sendo imprescindível fazer o esquema completo. Já para a vacina da Janssen o resultado também será após 14 dias da dose.

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