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Covid-19: 3 milhões e 500 mil pessoas não voltaram para tomar 2ª dose de vacina

Da redação com Folhapress. Publicado em 7 de julho de 2021 às 23:41.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

NATÁLIA CANCIAN
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Cerca de 3,5 milhões de pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a Covid ainda não voltaram aos postos para tomar a segunda, informou nesta quarta-feira (7) o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

A informação foi divulgada durante o lançamento de uma campanha para estimular que as pessoas completem o esquema de vacinação, o que é necessário para garantir a proteção.

“É importante que a população que tomou a primeira dose volte para a segunda, pois só assim a imunização estará completa”, disse o ministro no evento.

“O ministério tem feito esse alerta, mas ainda há um número superior a 3,5 milhões de pessoas que não voltaram para tomar a segunda dose da vacina”, completou.

A pasta, no entanto, não divulgou os números detalhados. Questionado, o ministro negou que o problema ainda tenha relação com uma possível falta de doses, como ocorreu nos últimos meses em relação a algumas vacinas, como a Coronavac.

“Até pouco tempo atrás a segunda dose atrasada era por falta de imunizantes. Hoje o problema não é esse”, afirmou, sem citar quais seriam os outros fatores.

O alerta sobre a necessidade da segunda dose foi reforçado por outros membros da pasta e em vídeos da nova campanha. No material, a família do personagem Zé Gotinha conversa sobre a segunda dose e demais medidas de proteção contra a Covid, como uso de máscaras.

“Temos observado, quando olhamos nossas curvas, que temos de acordo com as faixas etárias diminuído internações, casos e mortes [com a vacinação]. Mas precisamos entender que só estamos imunizados se tomar a primeira e segunda dose”, disse o secretário de vigilância em saúde substituto, Gerson Pereira.

Ainda no evento, o ministro voltou a repetir a meta de imunizar toda a população adulta com ao menos uma dose até setembro, e com duas doses até dezembro.

Ele também defendeu o uso de diferentes vacinas na campanha de imunização. “Todos os imunizantes com registro na Anvisa são eficientes e têm nos ajudado.”

Questionado sobre a possibilidade de reduzir o intervalo de aplicação das doses de algumas vacinas, possibilidade discutida em alguns estados, como São Paulo, o ministro disse que as decisões sobre esquemas de aplicação ocorrem pela câmara técnica de especialistas que assessoram o Programa Nacional de Imunizações, com base em dados dos produtores.

Ele pediu que as decisões acordadas sejam seguidas por estados e municípios. E citou impasses em outros temas, como a intercambiabilidade de doses, posição que tem sido adotada em alguns locais para vacinação de gestantes, por exemplo.

“Intercambialidade de doses, por exemplo. É uma possibilidade? É. Mas as evidências científicas ainda são frágeis, e não podemos queremos uma evidência self-service, que para uma coisa é de um jeito e para outra de outro”, disse.

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