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Colunista comenta detalhes da audiência entre João Azevedo e Bruno Cunha Lima

Da Redação. Publicado em 10 de julho de 2021 às 17:07.

Foi – como deveria ser – amistosa a audiência entre o governador João Azevedo e o prefeito campinense Bruno Cunha Lima (BCL), ocorrida ontem e que durou cerca de 1 hora e meia. 

“Volto a dizer: os interesses republicanos sempre sobressaem. Isso é natural num processo de respeito”, avaliou João ao final.

Ele registrou que “nós não discutimos política. Quem estava aqui não era o candidato Bruno, mas o prefeito de Campina, numa reunião com a equipe dele, com a nossa equipe e o governador, que tem a obrigação, evidentemente, de ter uma relação republicana com os 223 municípios, porque, afinal de contas, nós temos a obrigação constitucional de cuidar da população, e é isso que nós estamos fazendo”.

Foto: Codecom/ CG

Foto: Codecom/ CG

Azevedo comentou que “eu ainda estranho, na minha cabeça, que uma reunião entre um prefeito de uma cidade como Campina Grande e o governador seja motivo de estranheza, quando deveria ser uma coisa natural e corriqueira”.

Na entrevista, ao final da audiência, João rebateu as críticas de setores da oposição, segundo os quais estaria colocando em prática uma ação para cooptar apoios políticos.

“A oposição – seguiu João – se não teve competência para ampliar (os seus quadros), deve-se à sua própria ação. Eu não faço nenhum tipo de pressão, nem tampouco tenho essa intenção de trazer para a base quem está na oposição”. 

“Não é assim que funciona, até porque seria desmerecer a capacidade de interpretação e de decisão de qualquer deputado ou prefeito que esteja na oposição, e por qualquer motivo ele se interesse de mudar de partido”, assinalou.

Ainda conforme o governador, “essa postura ofende aos parlamentares e prefeitos, em primeiro lugar. Eu não faço política dessa forma”.

De sua parte, Bruno avaliou a audiência como “um dia importante para a civilidade na política”.

Ele destacou que propôs “a quebra de um ´jejum´ de mais de 12 anos. A cidade não teve a possibilidade de assinar um único convênio com o Estado. É como se Campina tivesse sido excluída do mapa administrativo da Paraíba. Não tinha uma porta aberta para o diálogo”. 

“O governador ficou surpreso com o fato de Campina não ter a oportunidade de assinar convênios com o Estado (há tanto tempo)”, frisou o prefeito. 

BCL relatou que “colocou-se à disposição do Estado para apressar”, na esfera da prefeitura, o processo burocrático para início das obras do novo centro de convenções da cidade, a ser construído pelo Estado.

“(devemos) Deixar as diferenças de lado e apostar no que pode ter convergência. As diferenças todos já conhecem. É preciso a capacidade de diálogo para encontrar soluções”, verbalizou BCL. 

Ficou acertado que o Estado vai repassar à PMCG a gestão Parque de Bodocongó, que está há vários meses sem funcionar.

E o Estado deverá ajudar na conclusão da revitalização da área no entorno do açude de Bodocongó. 

“Quantas soluções já foram adiadas por falta de diálogo. Então, se for por falta de diálogo, esse pecado em não carrego nas costas”, pontificou Bruno.

*com informações da coluna Aparte, publicada no PARAIBAONLINE e assinada pelo jornalista Arimatéa Souza

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